domingo, 12 de dezembro de 2010

O universo contribui

Passo o tempo imaginando se a minha vida seria diferente caso eu tivesse feito outras escolhas no passado. Quanto tempo perdi fazendo bobagens, escolhendo outros caminhos que naquele momento pareciam ser o mais acertado, mas que na verdade eram verdadeiras armadilhas da vida, daquelas que só nos damos conta quando estamos cansados de apanhar.
Bem, será que dá para correr atrás do prejuízo? É o que estou tentando fazer. Mas acredito que tudo tem sua hora e um porquê, pois a vida me ensina a refletir com mais clareza sobre minhas escolhas. A pouca experiência de vida ensina a equilibrar o que é ou não importante. E como é bom acordar e saber que não é tarde para conseguir realizar os meus objetivos, sei o quanto é importante estudar, buscar o conhecimento sabendo sempre o caminho que eu quero seguir.
Como é bom traçar um caminho e saber que é possível, basta querer, basta acreditar em Deus e em mim e na minha capacidade. Tem uma frase de Paulo Freire que diz “Quando você quer muito alguma coisa todo o universo contribui para que você realize”. Os obstáculos são muitos, mas a vontade de vencer é maior. As pedras surgirão e servirão de alicerce para minha vitória.

Eleni Barbosa Alves
Pedagogia, Plataforma Freire
Dezembro de 2010

Num fim de tarde às margens do rio São Francisco

NUM LINDO HORIZONTE!

Ao refletir minha vida num fim de tarde às margens do rio São Francisco me deparei com uma semelhança muito grande entre a maré e meus problemas.
Que semelhança são essas?
Meus problemas estão sempre indo e vindo?
Os mesmos estão sempre indo e vindo, trazendo-me uma angústia tamanha. Ao mesmo tempo chego a manter a esperança de que um dia tudo será tranqüilo e agradável. E esse dia quando chegará?
Levo uma vida corriqueira, estou sempre em busca de novas aprendizagens, deparo-me com dificuldades que chego a pensar:
Terão soluções? Quando solucionarei meus problemas?
Diante disso paro, reflito, coloco nas mãos de Deus e aguardo uma solução.
Deus, ah! Deus o criador do mundo, de todas as coisas e que principalmente sempre está presente em todos os momentos da minha vida. Acredito que por tudo que já passei nessa vida tanto as coisas positivas como as negativas.
Atualmente sinto-me a caminho da realização, no qual, já consegui grandes, conquistas como uma linda família, meu trabalho e minhas faculdades.

Erica Cristina de Almeida
Plataforma Freire-UNEB

Texto de Felícia - Mais práticas de solilóquios...

Momentos

Na vida passamos por vários momentos, hora estamos felizes, hora estamos tristes.
Uns fazem escolhas próprias, tem opinião própria, outros não vão por si mesmo, pois não tem ainda suas próprias escolhas e o que os outros acharem bom pra você também está.
Na vida brincamos, rimos, pulamos, corremos, fazemos amizades, damos carinho, afeição, amamos... Mas também tem aqueles que não brincam, não rir, não pulam, não correm, não fazem amizades e por isso não sabem dar carinho, afeição e o mais importante de tudo não sabem AMAR.
O AMOR é o sentimento mais sábio e lindo que DEUS fez e deixou para nós praticarmos uns com os outros. Ele está presente no meio familiar, nas amizades mais sinceras e no romance verdadeiro. Quem conhece o AMOR? Eu, você, afinal todos aqueles que vivem que o praticam que o sentem.
O primeiro passo a ser dado para que possamos sentir e praticá-lo ao mesmo tempo é tendo AMOR a sua própria VIDA. Isso é uma grande prova de que você tem capacidade de AMAR, dando valor a sua própria VIDA. Você sabe AMAR a si próprio também saberá a AMAR os outros.
Por isso AME para que seja AMADO (A).

Autora: Maria Felicia dos Santos

Texto de Felícia - Mais práticas de solilóquios...

Momentos

Na vida passamos por vários momentos, hora estamos felizes, hora estamos tristes.
Uns fazem escolhas próprias, tem opinião própria, outros não vão por si mesmo, pois não tem ainda suas próprias escolhas e o que os outros acharem bom pra você também está.
Na vida brincamos, rimos, pulamos, corremos, fazemos amizades, damos carinho, afeição, amamos... Mas também tem aqueles que não brincam, não rir, não pulam, não correm, não fazem amizades e por isso não sabem dar carinho, afeição e o mais importante de tudo não sabem AMAR.
O AMOR é o sentimento mais sábio e lindo que DEUS fez e deixou para nós praticarmos uns com os outros. Ele está presente no meio familiar, nas amizades mais sinceras e no romance verdadeiro. Quem conhece o AMOR? Eu, você, afinal todos aqueles que vivem que o praticam que o sentem.
O primeiro passo a ser dado para que possamos sentir e praticá-lo ao mesmo tempo é tendo AMOR a sua própria VIDA. Isso é uma grande prova de que você tem capacidade de AMAR, dando valor a sua própria VIDA. Você sabe AMAR a si próprio também saberá a AMAR os outros.
Por isso AME para que seja AMADO (A).

Autora: Maria Felicia dos Santos

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Saudades da Minha Infância

Ai , que saudades que tenho
De quando era criança
Vivia uma infância
Bem colorida e feliz
Para mim, tudo era brincadeira
As pessoas verdadeiras
E o mundo faz de conta
Sonhava acordada
Hoje já não posso mais
Vivo na realidade
Onde pouca gente é feliz;
Tempo bom e que não volta
Mas, de verdade, eu curti!.
Joselina Martins Pereira - Thamys
Enologia - VE 05

Solilóquios produzidos em Dezembro 2010 - Plataforma Freire - Ainda sobre o mesmo tema: reflexões sobre a vida


Tudo ou nada

Sabemos que todos nós, em algum momento de nossa vida, somos obrigados a partir para o tudo ou nada. E quanta gente deixa de realizar os seus sonhos por não ter coragem de arriscar.
Em alguns instantes decisivos da vida, lembrei-me das incontáveis situações desafiadoras.
Há, porém, situações frustrantes em que a gente não consegue resolvê-las e que nos fazem viver debaixo de um manto de dor. Em meio a esse sofrimento contínuo, um dia nossa consciência desperta e percebemos que para mudar precisamos dizer: É agora ou nunca! Ou tudo ou nada!
Comecei então a me questionar: O que fazer quando se está diante do desconhecido? Será que eu ainda consigo dar os saltos que a vida exige de mim?
Reconheço que não é fácil lançar no desconhecido quando não se tem clareza do que vem pela frente, pois o medo do desconhecido pode nos tornar inseguros.
Kelis Willian
Plataforma Freire - Em 08/12/2010

Reconstruindo um sonho

Paro, penso na minha vida. Será que realizei meus sonhos? Em quem pensei? Na minha família? Preciso refletir mais, e descobrir é isso mesmo?Sinto que sempre vai haver tempo de recomeçar e mudar, reconstruir minha vida.
Agora, sei que pensei, pouco fiz, muitas escolhas, algumas acertei outras deixei a desejar. Crescemos em uma sociedade onde podemos permanecer aceitando os erros adquiridos no próprio meio. Hoje não vou recuperar o tempo perdido, mas sigo atrás de novos conhecimentos.
Precisei de um tempo para trabalhar e manter os meus estudos, as dificuldades financeiras não permitiram que estudasse, por quê?
Mas uma vez minha obrigação de mãe falou mais alto. Quando apareceu a oportunidade de estudar na Plataforma Freire foi um presente. O primeiro passo que daria para completar o meu maior sonho foi fazer faculdade; agora sei que é a hora de recomeçar. Conheci muitas pessoas,umas guardo no fundo do meu coração, outras serviram de reflexão. Algumas pensam que sou uma mulher decidida, forte. Sou como outra pessoa qualquer ,tenho família, trabalho e problemas, não sou perfeita, porém tento fazer o meu melhor. Hoje sou feliz tenho duas lindas filhas e bons amigos.
Ana Paula Souza Leite
Plataforma Freire

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Vale a Pena

Muitas vezes me pego pensando em como a vida é maravilhosa, pois ela nos dá a oportunidade de estarmos sempre revendo as nossas atitudes enquanto pessoas.
Fico me perguntando se vale a pena guardar mágoa de alguém ou se não era melhor ter feito isto do que aquilo?
Quantas vezes me questionei se vale a pena deixar de fazer certas coisas com medo de que não fosse dar certo. Com o tempo aprendi que devemos fazer tudo que tivermos vontade desde que arquemos com nossas ações.
Sou professora e tenho muito orgulho da escolha que fiz já que antes de me aventurar por esse caminho tentei outros cursos antes de me decidi pelo de magistério. Sei que é uma profissão muitas vezes que é desmerecida por muitos e o salário é uma negação e o trabalho é muito já que, ao sair da escola o trabalho não fica lá me esperando até a semana seguinte muitas vezes levo trabalho para casa.
Muitas vezes me angustio com certas situações como: será que vale a pena buscar sempre novas formas de ensinar? E se meu aluno não aprender a culpa será minha por não conseguir passar de forma que ele aprenda? E a família será que não pode me ajudar a conseguir alcançar essa aprendizagem?
Só que depende de mim não de outros conseguir alcançar esses objetivos; e quando eu vejo uma carinha feliz me dizendo “tia eu sei fazer” sei que todo esse processo valeu a pena.
Aprendi que vale a pena sair de casa às seis da manhã para fazer uma graduação, mesmo que para isso tenha que deixar com o coração partido meu filho que ainda é um bebê ou até chegar a levar ele comigo. Pois, no final da caminhada sei que vou olhar pra trás e ver que valeu a pena todo esse sacrifício já que estou trilhando um caminho que só me fará crescer enquanto pessoa.

Andréa Merquiades
Plataforma Freire- 07/12/10

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Brevidade da Vida

A agitação do cotidiano preenche o dia-a-dia de atividades e obrigações que raramente nos proporcionam oportunidade de meditar acerca do que estamos priorizando em nossa vida. Dessa forma, às vezes, aquilo que dizemos que é importante não ocupa um lugar secundário em nossa vida? Se a vida é como uma bruma no mar que não dura muito tempo, não deveríamos usufruir a brevidade da vida ao lado de quem amamos?
A família é o bem mais precioso que temos, ela é à base da sociedade. Nela estrutura-se a moral, os valores e credos. É na família que aprendemos a amar, a respeitar, a cuidar uns dos outros e nela encontramos apoio emocional como um porto seguro nos momentos de aflições e pressões.
Podemos assim ilustrar que, como uma árvore necessita de sol e água para que suas raízes se desenvolvam e se firmem, a família precisa passar tempo juntos para firmar seus laços de afetividade e ajudas mútuas. Para isso, precisamos refletir sobre como estamos usando nosso tempo. Estamos permitindo que os desejos dos olhos façam-nos consumidores compulsivos de maneira que precisaremos trabalhar cada vez mais para suprir esses desejos? Será que sabemos diferenciar as reais necessidades materiais do que é supérfluo? Por levarmos uma vida financeira equilibrada isso contribuirá para termos o tempo necessário para família, e é esse alicerce que encherá nossa vida de significância e felicidade.

Luciana Rodrigues da Costa Lima
Plataforma Freire - UNEB-DCH III
Sobradinho-BA

Inspirações em Sala de Aula

Em sala de aula nem sempre temos boas inspirações para a escrita. Talvez, nós, professores, tenhamos que refazer nossos conceitos. Aqui surgem as produções no curso de Português Instrumental na turma de Enologia do Instituto Federal Sertão Pernambucano como a evidência de que a arte da palavra pode trazer muitos significados para a vida dos jovens. Eles se desabrocham como os primeiros raios de luzes do nosso sertão.
Meu agradecimento especial a cada autor e autora deste projeto simples de construção do texto.
Roda da vida

Finais, finais, novos começos
A roda da vida gira lentamente,
Que esta questão seja bem resolvida
Deixando-me livre para seguir em frente.

Agora verei finalmente um desfecho
Em algo que o tempo não decidia.
A solução virá como que por encanto
Do pôr-do-sol ao raiar do dia.

Finais, finais,novos começos,
Portas se abrem de par em par.
A roda da vida gira que gira
Sem nunca temer o que possa encontrar.

O frio abate os jardins de verão
E a tristeza estende o seu alvo lençol,
As flores se foram, mas as sementes aguardam
O momento oportuno de renascer sob o sol.

Morgan Leféy (João Antonio)

Pensamentos....
Dizem que se conhecemos os outros
E conhecemos a nós mesmos,
Não correremos perigo em
Cem batalhas .
Se não conhecemos os outros,
Mas conhecemos a nós mesmos,
Perdemos uma e vencemos uma.
Se não conhecemos os outros,
Nem conhecemos a nós mesmos, correremos
Perigo em cada uma das batalhas.

Valéria Soares.

Paródias: Saudades da Infância.

A partir da leitura do poema "Meus Doze anos", releitura do texto "Meus oito anos" de Casimiro de Abreu, os alunos de Enologia produziram suas impressões sobre a saudade de um tempo não muito distante, já que eles estão vivendo os anos de ouro da juventude.
Inicialmente, segue o texto de Chico Buarque, logo depois as produções realizadas em sala de aula.

Poema: Doze anos

Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
Dar banda por aí
Fazendo grandes planos
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca

Ai, que saudades que eu tenho
Duma travessura
O futebol de rua
Sair pulando muro
Olhando fechadura
E vendo mulher nua
Comendo fruta no pé
Chupando picolé
Pé-de-moleque, paçoca
E, disputando troféu
Guerra de pipa no céu
Concurso de pipoca.
Por: Chico Buarque.

Versão
Doze anos
Por Leovando Soares
Turma: VE 05 Enologia - IF Sertão Pernambucano

Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Saudade que mata
Brincava por aí
Fazendo besteiras
Conversando leseiras
Quebrando vidros e
Até torneiras

Chutando latinhas e
Brincando de médico
Com as menininhas
Ai, que saudades que eu tenho.

Por: Leovando Soares
Infância querida

Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus dias de criança
Que saudade ingrata
De não fazer nada por ai
Fazendo grandes brincadeiras
Brincando de pau da lata
Brincando com os vizinhos
Passarinhando à noitinha
Brincando o dia todo
Tentando rodar pião
Jogando bolinha de gude
E louca para crescer logo
Mas, que decepção!

Maria das Graças - VE 05 - Enologia -IF Zona Rural

Grande foi minha surpresa ao ler este outro texto de Maria das Graças a partir da releitura do poema 'Ismália' de Alphonsus de Guimarães. Resolvi, então, dar-lhe um título. Os leitores poderão sugerir outros títulos, bem como parabenizar nossa querida autora.

Paródia ( O vinho veio pra brilhar)

Quando o vale cresceu
Por causa do seu terror...
Viu-se uma uva nascer
Viu-se outra uva brotar.

Num sonho em que se colheu,
Todos quiseram provar...
Queria colher-se a moscatel
E também a Syrah...

E num descuido seu
Todos vieram chupar
Gostaram da moscatel
Mas preferiram a syrah...

E como a uva se desenvolveu
Quiseram averiguar...
Primeiro descobriram a moscatel,
E depois a syrah...

As uvas que Deus nos deu
Melhoraram e querem melhorar
Seu suco ganhou troféu
E seu vinho veio pra brillhar...

A Universidade: toda a felicidade do mundo está aqui

Meu texto é um Solilóquio
Olhando aquela imagem de uma pracinha em frente o mar, lembrei-me da minha infância, mergulhando no rio Salitre com minhas colegas.
Hoje a convivência com minhas companheiras e professoras, aqui na UNEB só causa lembranças das maravilhas vividas em minha infância. Atualmente estou vivendo toda felicidade do mundo, estudando em uma Universidade que não foi possível na minha juventude, somente agora esta oportunidade. Não posso deixar pra trás. Com toda dificuldade, mesmo assim não vou desistir. Meus pais me deram a maior força quando jovem, por falta de recurso não foi possível cursar uma faculdade, não desisti do meu sonho, recebi uma carta da Secretaria de Educação de Juazeiro convocando os docentes para realizar uma inscrição, fiz, participei do processo seletivo e fui selecionada. Apesar de muitas dificuldades, acontecimentos que passamos na estrada como: acidentes, mau cheiro do lixão, transporte...
Lendo o texto de Machado de Assis, A Cartomante, percebo que cada leitura pede o seu ritual próprio. Ler um romance não é o mesmo que ler um poema ou uma notícia de jornal. Eu me sinto entre este ritual, assistindo a TV, fico imaginando tanta violência no Brasil no mundo, tenho vontade de desligar a TV para não ver tanta tristeza e sofrimento nos rosto das pessoas. Se essas pessoas estivessem em uma Universidade estava acontecendo este tipo de violência?
Olhando tudo isso, permaneço refletindo na trajetória na qual eu e meus colegas fazemos 36 léguas para Universidade, do Salitre até minha residência caminho pelo mato. Confesso, fico com medo porque pelo caminho observo muitos acontecimentos.
Mas, estou superando todas as dificuldades em minha vida.

Plataforma Freire.
Maria José Clara de M. Bispo
Dia 6 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Minhas imaginações diante de um lindo mar

Tive a oportunidade de visitar um mar numa pequena viagem que fiz ao Rio de Janeiro, no momento em que necessitava de um espaço para refletir, pois me encontrava confusa diante de tudo; como se estivesse procurando um novo caminho - criar novos sonhos, recomeçar minha vida; enfim, que tudo mudasse dentro de mim.
Como foi bom sentar naquele banco em frente o mar. Isso me ajudou a encontrar um novo rumo para minhas ideias, pensamentos soltos, dúvidas, medo e várias interrogações.
Por que há momentos na vida em que nos sentimos amadurecidos, mas
estamos despreparados?
Oh! Que momento prazeroso olhar para cada onda daquela água respondendo o que vinha nos meus pensamentos e cada vez que uma onda passava era uma nova sensação gostosa como se as ondas transmitissem para mim que tudo na vida passa e uma nova vida virá, como uma onda do mar.

Gislene Barbosa – Solilóquio produzido na disciplina Língua Portuguesa
Plataforma Freire
Enviado dia 01 dezembro 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Seca do Rio Salitre - Dia 29 de novembro de 2010

A imagem exporta mostra um homem triste sentado ao lado de um rio. É uma pessoa pensativa em vê na sua frente um lago com imensidão de águas claras, tão poluídas com tanto plásticos, copos, garrafas etc. e outros resíduos. Ao sair da faculdade passando às margens do rio vejo que ele está quase morto. Por quê? Só tem água no rio quando está chovendo. Como pode? As autoridades não respeitam as pessoas que os colocam no poder. Moro no Salitre há tantos anos, sofro muito com esse problema. O que falta? A região é muito produtiva o que não acontece por consequência de quem pode nos ajudar e não faz nada. Contudo, acredito e tenho esperança em dias melhores com água para todos, mas por que estou triste? Porque meus amigos e familiares passam necessidades por falta do precioso liquido, mas continuam firme e forte.

Marta Miranda.
Plataforma Freire (Pedagogia).

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Paródia Canção do Exílio - Thiago Urubu

MINHA TERRA NÃO TEM CULTURA
FOI-SE EMBORA ATÉ O SABIÁ
COM MEDO DO ÚNICO TIPO DE MÚSICA
BOTAR A MÃO NA CABEÇA E REB0LAR.

NOSSO CÉU ESTÁ MANCHADO
NOSSAS VARZEAS CHEIAS DE BARONEZAS
NOSSOS BOSQUES SÓ HÁ “COELHOS” E “LEÕES”
QUE IMPERAM CHEIOS DE RIQUEZAS.

ME DEITO SOZINHO À NOITE
E SOB A LÂMPADA FLUORECENTE COMEÇO A INDAGAR
QUE MINHA TERRA NÃO TEM CULTURA...
ACHO ME ASSASSINARAM O SABIÁ.

MINHA TERRA TEM UMA BIOSFERA
DIFERENTE DE TODO O REINO ANIMAL
BASEADA EM DUAS ESTAÇÕES
RESTO DO ANO E CARNAVAL
SÓ ME RESTA PENSAR NO SABIÁ
QUE A NINGUÉM NUNCA FEZ MAL.

PEÇO AOS DEUZES QUE ME AJUDEM
A VIVER MESTE LUGAR
POIS, APESAR DE TODAS ESSAS COISAS
QUE SOMENTE ENCONTRO POR CÁ
QUEM SABE DEBAIXO DE UMA PALMEIRA
TALVEZ ENCONTRE O SABIÁ.

Thiago Urubu -
Aluno da turma VE -05 Enologia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano.

domingo, 21 de novembro de 2010

Conquistando o impossível!

Como mãe e professora, sinto a necessidade de buscar tempo para me dedicar um pouco a casa, a família. Por que será? Gostaria que fosse diferente, como facilitar meu tempo? Posso conciliar trabalho e família sem atrapalhar minha vida?Com o curso de pedagogia que estou fazendo, estou me sentindo realizada, mesmo porque era uma das coisas que eu gostaria de ter e mostrar que nunca é tarde para estudar, aprender com o outro. Minhas filhas são, no momento, um dos motivos que me deixam angustiada, pois precisam ficar com vizinhas e às vezes com avós para eu trabalhar e estudar. Sempre peço e agradeço a Deus que me ilumine e me dê forças para não desistir, pois ele sabe que na frente elas vão ter orgulho da mãe delas e quem sabe seguir o meu exemplo.
Minha mãe reclama muito, pois não tenho me dedicado tanto as minhas filhas, só ao trabalho, minha separação foi um ponto forte diante desses contratempos. Enfim, são coisas que só Deus e minha força de vontade poderão resolver.

Mary Anne Castro C. Cruz
Curso: Pedagogia, Plataforma Freire

Uma mãe especial

Texto enviado por Adriana Carla, colega, que solicitou o espaço do Tempo da Palavra. Amigos e amigas, podem contribuir com textos, reflexões neste espaço de criação literária.
Abraços,
Professora Antonise
UMA MÃE ESPECIAL
(Adaptação de "The Special Mother" de Erma Bombeck)

Deus passeando sobre a Terra seleciona seus instrumentos para a preservação da espécie humana com grande cuidado e deliberação. À medida em que vai observando, Ele manda os seus anjos fazerem anotações em um bloco gigante:
"Elizabete Souza...vai ter um menino. Santo protetor da mãe: São Mateus".
"Mariana Ribeiro...menina. Santa protetora da mãe: Santa Cecília".
"Claudia Antunes...esta terá gêmeos. Santo protetor...mande São Geraldo protegê-la. Ele esta acostumado com quantidade".
Finalmente Deus dita um nome a um dos anjos, sorri e diz: "Para esta, mande uma criança surda".
O anjo cheio de curiosidade pergunta: "Porque justamente ela Senhor? Ela é tão feliz."
"Exatamente, responde Deus, sorrindo. Eu poderia confiar uma criança deficiente a uma mãe que não conhecesse o riso? Isto seria cruel!
"Mas será que ela terá paciência suficiente?"
" Eu não quero que ela tenha paciência demais, senão ela vai acabar se afogando num mar de desespero e auto-compaixão. Quando o choque e a tristeza passarem, ela controlará a situação. Eu a estava observando hoje, ela tem um conhecimento de si mesma e um senso de independência, que são raros, e ao mesmo tempo, tão necessários para uma mãe. Veja a criança que vou confiar a ela, tem todo o seu mundo próprio. "Ela tem que trazer esta criança para o mundo real e isto não vai ser nada fácil".
"Mas Senhor, eu acho que ela nem acredita em Deus!"
Deus sorri. "Isto não importa, dá-se um jeito. Esta mãe é perfeita. Ela tem a dose exata de egoísmo de que vai precisar.
O anjo engasga. "Egoísmo? Isto é uma virtude?"
Deus balança a cabeça afirmativamente. "Se ela não for capaz de se separar da criança de vez em quando, ela não vai sobreviver. Sim, aqui está a mulher a quem eu vou abençoar com uma criança menos "perfeita" do que as outras. Ela ainda não tem consciência disto, mas ela será invejada".
"Ela nunca vai considerar banal qualquer palavra pronunciada por seu filho. Por mais simples que seja um balbucio dessa criança, ela o receberá como um grande presente".
"Nenhuma conquista da criança será vista por ela como corriqueira. Quando a criança disser "MAMÃE" pela primeira vez esta mulher será testemunha de um milagre e saberá recebê-lo. Quando ela mostrar uma árvore ou um pôr-do-sol ao seu filho e tentar ensiná-lo a repetir as palavras "árvore" e "sol", ela será capaz de enxergar minhas criações como poucas pessoas são capazes de vê-las.
"Eu vou permitir que ela veja claramente as coisas que Eu vejo: ignorância, crueldade e preconceito. Então vou fazer com que ela seja mais forte do que tudo isso. Ela nunca estará sozinha. Eu estarei a seu lado a cada minuto de cada dia de sua vida, porque ela estará fazendo meu trabalho e estará aqui ao meu lado".
E qual será o santo protetor desta mãe? Pergunta o anjo, com caneta na mão.
Deus novamente sorri. "Nenhum! Basta que ela se olhe num espelho".

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Solisonho

Estou diante da natureza a contemplar, como gostaria neste momento de estar na praia, sentada na areia, apreciando as ondas, sentindo a leve brisa que vem do mar tocando meu rosto, acalmando meu coração. Como adoraria estar lá, respirando ar puro que na cidade não há, caminhando na areia, assistindo e ouvindo os cantos e vôos dos pássaros. No entanto, sou um ser humano com virtudes e defeitos, não sei se posso referir a minha transparência como uma virtude ou não, o que não gosto falo, imediatamente e pronto. Sou bastante crítica não posso deixar de mencionar.
Além disso, uma grande qualidade: ser muito solidária. Não era meu sonho ser docente, infelizmente uma profissão não valorizada ainda, o que seria de um ambiente escolar sem esses profissionais tão importantes para o bom funcionamento de um estabelecimento? Nem sempre eles são valorizados e, não raras vezes, são menosprezados pelas outras pessoas.

Estou a falar de um trabalho, sem o qual não seria quem sou, porque estou realizada quando vejo minhas criançinhas lendo e escrevendo, sozinho, repleto de dúvidas e cheio de respostas; e por isso agradeço a Deus, que me levou a este caminho.

No entanto não foi fácil, falar de experiência gratificante. Diariamente somos surpreendidos por sorrisos de satisfação. O tempo passou e estou em uma das conquistas que é a primeira graduação na Plataforma Freire e outras que virão como pós, mestrado e doutorado.
Maria Goretti.
Aluna Plataforma Freire

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

As mudanças - O Despertar para o solilóquio

Com o mundo globalizado é preciso acompanhar essas mudanças e o que nos acarretam de angustias e preocupações. Tempo que passa num estalar de dedos, tecnologia avançada, alimentação desregrada e que para muitos é regrada grão a grão, mesmo assim sentem-se realizados, livres e cheios de esperança para um dia melhor.
Às vezes, paro e me pego a pensar diante de tantas incertezas: O que será de muitos que não tem acesso à educação, saúde, lazer etc? Por que se os que possuem tudo isso e muito mais, terminam se envolvendo com drogas, corrupção e outras coisas erradas que acabam prejudicando a si e toda a sociedade? Consideram que é normal ou banal e também como sentimento de prazer e realizações. Penso em mudanças significativas no mundo, no país, estado, município e até em minha família, mas sei que preciso começar por mim. Será que é isso que quero para minha vida? Preciso realmente passar por muitas dificuldades? Acordar cedo e dormir muito tarde? Estudar muito? Fazer vários cursos? E o meu lazer, a minha diversão? E os filhos que não tenho? Fica cada dia mais difícil tê-los. Penso na felicidade, como será? O que será? Será essa correria, essas mudanças rápidas ou outras coisas que ainda não conheço? Talvez esteja me angustiando por pequenos detalhes, mas com certeza preciso fazer alguma mudança para sentir mais confortável.

Anailte Ribeiro
Plataforma Freire – UNEB/DCH III

Saudade... Soliloucuras em Sala de Aula

Saudade

Quando nasci me disseram que foi uma festa, Que nada, era uma criança linda e que mesmo com apenas alguns minutos fora da barriga de minha mãe,meu pai já estava apaixonado por mim e só foi para casa quando fui liberada pela maternidade.
Cresci vendo meu pai apaixonado correr atrás de muitas coisas boas para ele e toda família.Carinho e atenção,muita alegria nunca precisamos reclamar,porque estava sempre presente.
Saia para o trabalho duro com frio e chuva e à noite durante as madrugadas frias éramos acordados eu e meu irmão pelas mãos dele arrumando o cobertor para nos aquecer,mas o calor era o seu amor e dedicação.
Nossos domingos eram dias de festas,muita alegria e comidas que não eram encontradas em nenhum restaurante,por mais requintado que fosse,porque eram feitas com amor e para nós.
Anos se passaram e muitos momentos bons;que se foram,mas ficaram presentes dentro de nós e de nossas vidas,afinal constroem a nossa história.
Chegou o momento de presenciar o resultado de toda essa : luta,coragem e perseverança pessoal e profissional.
Vejo nesta imagem um homem sentado observando as pessoas passarem para lá e para cá,fazendo o que ele fez a vida inteira,e quando me sentava ao seu lado ao chegar do trabalho ,falava pra ele ,quando será que vou ficar assim como você ? só sombra e água fresca!!!
Esperava que me respondesse : vai ralar como eu para poder chegar onde cheguei! Que nada minha filha essa é a pior parte,esperamos e desejamos tanto mas ninguém imagina que com ela chega a solidão,onde todos saem de casa para o trabalho em busca de seus objetivos como eu todos esses anos.
Hoje me vejo fazendo as mesmas coisas que meu pai; acabei de acordar ,em pleno sábado que já foi chamado de dia de descanso!Que nada,mala na mão hoje é dia de “Plataforma Freire”! Oba! Bom,muito bom! Uma semana inteira de:conhecimento,crescimento pessoal e profissional,onde muitas vezes me questionei pra quê? Por quê? Breve me aposentarei!
E logo que iniciei este curso continuei a me questionar,por quê não? Posso até me aposentar,mas não significa que preciso ou deva parar de estudar, e vinha a minha mente as palavras de meu pai.
Já não me vejo mais sem estes momentos: o tradicional café com lanche de nossa amiga Paula atividades e participações.No intervalo das aulas muita descontração em nossas conversas,no almoço ah! É a parte que mais gosto ! vou almoçar com minha neta Laura,linda e maravilhosa,que me espera para brincar e me contar histórias,aproveitamos essa semana porque não moramos tão próximo e me desculpem os professores da plataforma Freire ela é a minha professora predileta e me faz retornar para as aulas com mais energia.
No final da aula parte mais angustiante,enfrentar o transporte coletivo e chegar em casa tarde demais,cansada com fome e decepcionada com o descaso dos transportes coletivos de nossa cidade.
Depois de uma boa chuveirada aquela comidinha caseira só me resta ir para a cama e dormir para começar tudo de novo no dia seguinte.
Termino este texto reflexivo, inspirada e estimulada pela imagem que foi apresentada na aula de português domingo passado em um ambiente infernal sem energia elétrica e muito calor.Mas confesso que fiquei surpresa com o resultado e compreendi porque aquela imagem mexeu tanto com minhas emoções assim que foi apresentada e me questionei “Será que estou vivendo a mesmas situações que viveu meu pai? E por que será que após tantas lutas e tantos objetivos e sonhos realizados nos sentimos tristes e solitários? E fiquei a me imaginar em tal situação e mais uma vez me questionei por quê a velhice é vista como tristeza e solidão?

Eu e a Saudade!!!
Neuza Ferreira
Plataforma Freire

Reflexões: em busca de um Solilóquio.

A vida e o mar...

Quando sento diante do mar, sinto seu cheiro, sou tocada pelo vento, reencontro com o que há de mais íntimo do meu ser.Transporto-me para um mergulho indescritível.Consigo parar, respirar de tal forma a encher meus pulmões naõ de ar, mas de vida.
Assim avalio toda a minha tragetória, principalmente as conquistas, as aprendizagens de situações que normalmente foram desafiadoras, angustiantes, problemáticas e nas lições que foram extraídas.
Lições...Esse é o verdadeiro sentido de cada dia vivido.
Sentir o mar eleva a minha alma e descarta todos os pesos existentes em meu ser.
Nesse encontro percebo minhas fragilidades e nele o desejo de encontrar o caminho de superá-las.
Consigo visualizar cada personagem que compõe minha história, remetendo às situações difíceis e grandiosas para o meu crscimento pessoal e espiritual.
Acredito que antes de tudo somos essência, portanto no cotidiano procuro avaliar o valor de cada ocasião vivenciada.
O meu trabalho é um grande laboratório, não de experiências objetivas, mas de compreensão interior.Desenvolvo constantemente a capacidade de me colocar no lugar dos outros tendo uma postura de incentivo e confiança para com meus colegas.
Ah!E como eu gosto do que faço!Com alegria deixando de forma escancarada toda minha satisfação de trabalhar com a modalidade de ensino infantil.
Essa satisfação é algo alicerçado em uma base familiar que me dá fortalece, encoraja, desafia-me.
Sou movida por desafios, apesar de ter alguns medos; medo de quando dedicam grandes expectativas acerca da minha pessoa e minhas habilidades, contudo hesito e sigo em frente.
O que me deixa muito feliz é levar a paz e autoconfiança por onde estiver...Isso me realiza, possibilitar aos outros a construção de uma identidade confiante.
Vejo a vida como o mar com idas e vindas, com marés altas e baixas, assim é meu dia-a-dia cheio de altos e baixo, de diversos momento atribulados, dias desafiadores intrigantes e constantemente busco respostas para sacear as minhas inquietudes.
Percebo-me nos momentos de fortes impactos emocionais me manter equilibrada para solucioná-los.
Analogicamente o mar e vida se assemelham com seu vai e vem, oras em alta oras em baixa, oras em fúria oras em calmaria e nestas idas e vindas me vejo a soliloquiar diáriamente numa busca infinita de extrair minhas respostas sobre o meu viver.

Taciane Passos Castro
Plataforma Freire

Refletindo

Eu estava sentada em frente a bela paisagem do Rio São
Francisco.Respirava o ar fresco da brisa e contemplava com satisfação
as águas do Velho e belo Chico, a ponte com o seu vai e vem de veículos
e na outra margem do Rio os belos edifícios que encontram com o azul do
céu. Sem que eu perceba estou envolvida nos meus pensamentos que chegam de
mansinho, o pôr do sol, evidenciando que a noite estava por vir.
Como a natureza é bela e sábia! E que com tantos afazeres no dia a
dia isto às vezes passo despercebido .
Mais ou menos como um filme, comecei a fazer uma retrospectiva da
minha vida.
Será que cada dia que passa haverá mesmo menos dias para tantas
coisas que desejo realizar?
Fico me questionando durante os módulos da Plataforma , se
conseguirei chegar até o fim, pois em alguns momentos sinto-me
assoberbada de tantos afazeres a serem cumpridos.
Haverá de ser útil tudo isto para a minha vida profissional e
pessoal? Acredito eu que todo esforço que venho realizando será de
recompensa no futuro.
E o cansaço? Será que realmente tem dificultado o desempenho das
minhas atividades?
Finalmente, acredito e sonho que certamente cada amanhecer será
mesmo uma nova oportunidade para mostrar para eu mesma que posso criar,
recriar e lutar pelos objetivos que desejo alcançar.
Envolvida com tantos pensamentos e questionamentos eu vejo que tudo
depende das oportunidades que venham surgindo no meu caminho e da
persistência que tenho de mantê-la viva para alcançar meus sonhos e
consequentemente torná-los realidade.

Célia Maria Campos Santos
Plataforma Freire -UNEB/DCH III

Rio São Francisco


A imagem mostrada é de um homem triste sentado em um banco à beira de um rio ou mar que está pensando em ver na sua frente um imenso rio com a imensidão de água azul com tanta poluição.
Ao sair da faculdade e passa pela orla vê que o rio são Francisco está morrendo com descaso e falta de consciência dos moradores ribeirinhos, pois não sabem que o rio pode seca se continuar jogando garrafas pet, esgotos e outros resíduos. Sempre falam de revitalizar e nada acontece. Por quê? As pessoas não cuidam mais das nossas ilhas. Se continuarem com tanta destruição as ilha e pontos turísticos vão desaparecem da nossa região.
Como pode? Deixar que se acabasse um ponto tão importante da cidade. Voltando para cidade percebo as praças depredadas cheias de lixo, posso sentir que as pessoas não têm compromisso com a cidade onde seus filhos e netos moram. Sinto ver um patrimônio ser depredado como a estação de trem que está sem algumas portas, e paredes quebradas, eu gostaria que ali fosse um ponto turístico de Juazeiro, ainda acredito que antes de ser totalmente destruída alguém apareça e salve a dos destruidores.


Ana Maria dos Santos
Plataforma Freire

Mais Solilóquios...

O vai e vem da maré


Como diz Lulu Santos em uma de suas canções, ”Nada do que foi será do jeito que já foi um dia! Assim também é minha vida, ”Tudo passa, tudo passará.”
Procurando ativar minhas lembranças, relembro de uma série de coisas que ficaram para trás. Meu primeiro dia na escola, a primeira comunhão, a primeira menstruação, o primeiro beijo, que nojo!!! Roubado e babado por um cara bem mais velho do que eu, o primeiro amor. Ah! Bié!,a primeira decepção, o primeiro banho de mar, chego a sentir os beliscões dados por minha mãe, por não querer vestir o tal do maiô azul. E entre as primeiras, as segundas, terceiras e assim consecutivamente.
A cada experiência uma transformação. É como se eu fosse uma borboleta no casulo em constante metamorfose.
E hoje? Percebo que a maré não para. Ora vem calma, ora violenta, e assim as coisas vão acontecendo naturalmente.
Atualmente, estou tendo a oportunidade de estar aqui, cursando pedagogia. Olho para os lados e vejo colegas de várias idades, porém todas jovens na sede do saber. Rimos, discutimos,concordamos, discordamos e assim vamos ampliando nossos conhecimentos
Venho para a faculdade todos os dias determinados, tendo como transporte uma moto, e como piloto meu marido. Percorremos sempre o mesmo caminho, tudo sempre igual. Pensando bem, será que tudo é sempre igual? Observando melhor, nada é igual. O ar que respiro não é o mesmo, os carros que passam, não são os mesmos; o momento não é o mesmo; eu mesma, não sou a mesma. Até você ao terminar de ler este texto não será o mesmo. Concordam?
Ah! Quer saber de uma coisa? Vou parar de soloquiar se não vou pirar. Se tudo isto está acontecendo, é porque estou viva. Não é mesmo? A presença de Deus em minha vida faz-me ver o quanto sou pequenina, indefesa, carente de amor, de cuidados, e ao mesmo tempo forte e necessária na transformação do outro e do meio.

Ivone Aparecida dos Reis Gonçalves
Plataforma Freire - UNEB/DCH III

A esperança de um dia melhor


Durante muito tempo fiquei voltada ao passado, na imaginação de uma vida bem melhor, mas como isso ia acontecer, se na minha infância tive vida complicada e financeiramente sem estrutura de viver melhor? Quando já na adolescência complicou ainda mais com o falecimento de minha mãe. Eu me pergunto: o que será de mim, agora? Com meu pai, que já sofria com minha família imagine sem a ausência de minha mãe?
Como seria continuar nossa vida que também era difícil com ela e sem ela, ia continuar melhor? Fiz o possível para levar meus estudos adiante, ajudei na criação dos meus irmãos com toda dificuldades que poderíamos passar daqui pra frente, e passamos, mas foi assim que vencemos os mais difíceis obstáculos da vida. Diante de todos os problemas que passei, foi bom pois aprendi a saber diferenciar as coisas importantes e os caminhos por mais difíceis foram possíveis. Estudei até chegar a uma formação do magistério. Por falta de oportunidade principalmente, financeira, não tive condição de entrar, ou seja, freqüentar uma universidade que estou vivenciada agora. Não pedir a esperança, por quê? Sabia que um dia chegava a minha vez, como não sei explicar só tenho certeza da presença do grande criador é quem eu agradeço.
Hoje sou uma futura pedagoga, tenho uma família maravilhosa, um marido espetacular um casal de filhos, abençoados que é com tudo isso que me sinto realizada, na esperança que dias melhores virão cheios de saúde, oportunidade de enfrentar muitas coisas daqui pra frente. Por quê? Sou forte decidida inteligente e muito humana.
Quero que todos passem a me conhecer, que a cada dia eu mostre prazer de amizade e leve um sorriso e oportunidade de ser feliz. Não sou o criador, mas farei o possível e o impossível do que ele nos ensinou.

Maria Cicera da Silva
Plataforma Freire- UNEB/DCH III

SOLILOUCURAS... Mais Textos Produzidos

As incertezas à beira da estrada

Diante de certas preocupações e angústias do dia a dia, parei por um instante e me sentei à beira do caminho. Não estava parada por não querer prosseguir ou por estar cansada,mas houve a necessidade de eu refletir sobre as dificuldades da minha vida,como se eu precisasse tomar um fôlego.
Por que nos submetemos a tantas jornadas?É estudo, é casa, casamento, filhos, emprego, vizinhança, sociedade!
Mas que motivo nos obriga a vivermos tantas vidas numa só?Por que quando temos problemas nem sempre ouvimos ou vemos as pessoas os solucionarem?Se nós nos envolvemos com tanta gente?
Mas, é aí que temos uma resposta: tanta gente. E os problemas não são “da gente”,o problema é meu,outro é seu.
É, vou me levantar do banco e andar, pois sabe quando não vou mais ter problema?Quando eu morrer! E viver é a minha praia até chegar ao mar.

Jailma Cerqueira
Plataforma Freire – UNEB/DCHIII

Buscando o meu eu.

Hoje aos trinta e cinco anos venho me perguntar: Será que realizei todos os meus sonhos? Tenho o meu trabalho, minha casa própria e até a minha moto, que tanto sonhei. Mas mesmo assim me questiono: Será que estou feliz? Tenho um namorado que me ama e eu o amo também.
Por que sempre penso que está faltando alguma coisa na minha vida?
Às vezes, penso que falta o meu filho ou a minha filha, que tanto sonhei e desejei...
Mais como não veio ainda, será que me falta somente um filho?
Será que já realizei todos os meus sonhos? Não sei, só posso dizer que estou em busca de algo mais. E por que, às vezes sinto falta de algo que não sei o que é e fico a pensar será mesmo que falta alguma coisa? Por que ainda não estou totalmente feliz? O que me falta? Ah! São tantas perguntas que me faço! Mais nem todas em resposta. E fico a me perguntar o que mais quero da minha vida. Sinto que desejo o que todos querem ser feliz e completo plenamente. Tendo saúde, amor e paz.

Valdenice Firma

Além do horizonte azul existe outro horizonte.

O momento de reflexão que ora permaneço traz-me grandes angústias ao meu coração. Quando vejo algo errado não me contento e começo a questionar determinadas situações. O que provoca nas pessoas a não aceitação das minhas críticas e opiniões como troca de idéias. Por onde ando, as dificuldades se apresentam da mesma forma como se este defeito me acompanhasse e ponho a me questionar: Quem está errado? Eu ou as pessoas com quem estou me relacionando? São indagações que carrego amargamente no meu âmago.

Sentado à beira do mar, correndo da poluição, fora do barulho e da fofoca, acabei envolvido no mesmo dilema não conseguindo me afugentar, sofrendo ainda críticas impostas pela sociedade por me apontarem como louco e/ou figura de sofrimento que não chega a lugar nenhum.

Diante de toda esta análise de comportamento vejo no horizonte um final feliz respaldado com experiência e a certeza de que valeu a pena refletir, pois barreiras existem para serem ultrapassadas por homem forte igual a mim e é com dificuldades, serenidade e perseverança que irei conseguir ultrapassá-las.

Wilson José de Souza
Plataforma Freire-UNEB/DCH III

2. Continuar ou parar?

2. Continuar ou parar?

Acordar todas as manhãs é um presente de Deus: O que vou fazer?
Hoje vou estudar e isso é muito bom, pois ajuda no desenvolvimento pessoal e profissional, mas passo por situações complicadas que envolvem o cansaço físico e mental.
Será conseguirei vencer todas essas barreiras?
Ver pessoas em condições de sofrimento me faz pensar que as lutas existem para alcançar as vitórias. Posso tomar uma decisão para me acalentar. ¨ Continuar ou parar?¨
Se decidir parar, o que será da minha vida profissional? E como pessoa vou estacionar no tempo?
Caso persista, sei que as possibilidades são de um futuro promissor, se decidir parar vou viver sem perspectiva de melhoras.
Sabe... Vou prosseguir e vencer. Sei que posso,é gratificante poder dizer EU consegui.
Miriã Dantas
Plataforma Freire – UNEB/DCH III

3. As conquistas da vida


No silêncio da brisa e no canto dos pássaros numa manhã de sol, com a família em um acampamento a beira do rio, observando tudo que está a minha volta, vou refletindo sobre o que passa no meu decorrer do dia-a-dia.
Será que estou fazendo algo errado? Será que agrado as pessoas? Será que vale a pena só trabalhar e deixar de curtir o lazer com pessoas queridas?
Então com essas reflexões, percebo o quanto é prazeroso está em companhia de pessoas importantes e saber valorizá-las.
Por onde passo ou ando, observo paisagens, monumentos e até em certos momentos fico pensativa, analisando ou fazendo relação do que aconteceu na minha vida pessoal e profissional.
Ufa! Apesar de algumas dificuldades passadas na vida, lembro-me da minha infância, onde morava na roça e ia para a escola de pé, pois não havia transporte e a mesma ficava distante de casa, ao mesmo tempo do inicio do meu trabalho que foi selecionar no interior de Juazeiro, onde tinha que pular cerca passar por uma ponte estreita para chegar à escola.
Com tudo isso, percebo que só conseguimos superar e conquistar algo passando por alguns contratempos.

Catia Simone Batista de Araujo.

4.Em busca de respostas


Ao amanhecer com o coração cheio de tristeza e em busca de soluções para amenizar a dor, fui à busca de tranqüilidade e deparei-me com o silencio do mar, barulho das ondas e canto dos pássaros. Que alívio! A dor foi transformada em alegria.
Esta alegria é tomada por muitos questionamentos, como: Será que sou uma boa mãe, esposa, filha, amiga, professora? Será que estou conseguindo dividir o meu tempo para atender a todos que amo?
Como conseguir tempo para cuidar mais de mim? Será que vale á pena trabalhar tanto e visitar tão pouco os amigos?Como será, passar todos os dias apenas cuidando e acompanhando o crescimento dos filhos?Como estarei daqui a dez anos?Será que conseguirei vencer o medo de perder as pessoas que amo?
Esses questionamentos sempre surgem e nem sempre encontro, apenas quero ficar perto daqueles que me transmitem segurança.

SIVANEIDE BONFIM DUARTE

Produções Textuais - Solilóquios da Plataforma Freire - UNEB 2010

Durante as aulas de Língua Portuguesa da Plataforma Freire - UNEB/DCH III sugeri a produção textual de um Solilóquio. Uma das alunas o chamou de SOLILOUCURA,pois era a primeira vez em que elas e o jovem Wilson se deparavam com o processo de escrita deste gênero, bem como a postagem num blog. As dificuldades são inúmeras, tais como o cadastro de e-mails, do blog como seguidores, a digitação do texto no laboratório da Universidade entre outras situações como o próprio ato de escrita de questionamentos. Então, nesta primeira atividade coletiva, vale destacar o esforço das alunas que foram verdadeiras monitoras no auxílio de quem não conseguia ter o acesso tão rápido nesta ferramenta e dos demais no cumprimento desta atividade que se tornou prazerosa.
Espero que haja muitos comentários.
Professora Antonise. Juazeiro, 17/11/2010.



1. E o meu tempo?


Com a disciplina Língua Portuguesa, pude perceber algo que não fazia há muito tempo. Parar um pouco e olhar para dentro de mim. Foi quando entendi que não estava encontrando tempo para cultivar os laços da amizade que ao longo do tempo havia conquistado.
Hoje, me veio à lembrança a imagem da minha melhor amiga de infância, ela tinha uma aparência frágil, era preciso muita cautela para tratá-la, qualquer coisa a desmontava. Crescemos juntas, curtimos diversas aventuras, crescemos... E nos distanciamos. Por quê? Se não mudamos de cidade?
E aí o “destino” novamente nos coloca no mesmo caminho. Passamos a leciona no mesmo colégio, e então ela voltou a ser a minha melhor amiga, agora na fase adulta, mais continuava um cristal.
Tivemos uma nova oportunidade, pensei comigo mesma, dessa vez vai ser diferente, estaremos juntas em todos os momentos da fase adulta, por que se a vida nos proporcionou um novo encontro, é porque nossa história está incompleta. Então nos permitimos reviver momentos felizes, falamos dos nossos amores (realizados e frustrados). Sentimos as mesmas dores de perdermos, pais, amigos e irmão. E nesses momentos difíceis uma apoiava a outra. Será que minha missão com relação a essa amizade era ser seu porto seguro? Ajudá-la a segurar a onda?
Ela perdeu o pai, a mãe, o filho e o irmão e eu estive sempre ao seu lado.
Esse ano ela perdeu o marido. E eu não pude este ao seu lado?
Será que eu fracassei como melhor amiga? Será que a minha falta de tempo me tornou uma pessoa egoísta?
E uma vez alguém já me disse. Quem não tem tempo para os amigos, não tem tempo para Deus!


Edineide Oliveira
Plataforma Freire - UNEB/DCH III- Juazeiro/BA

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sertão Trabalho - POEMA

Minha terra tem videiras
Diferentes de outro lugar
As plantas aqui semeadas,
Não são semeadas como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas árvores menos cor
Nossos campos tem trabalho
Realizados com amor.

Antes considerava impossível,
videira no Sertão
Hoje alguns dizem: Excelente!
Por sua grande produção.
Fruto de um trabalho
realizado com dedicação.

Aqui são instaladas vinícolas,
Visando exportação
De vinho de qualidade
De fácil aceitação.

Nosso Sertão é sofrido
Mas tudo que se planta dá
Basta apenas ter coragem
De aqui cultivar
A semente da prosperidade
Que logo começa a brotar.

Francisco Daniel Carvalho de Medeiros
Turma VE 05 - Enologia -
IF Sertão de Pernambuco - Zona Rural

domingo, 24 de outubro de 2010

Abertura: Tempo da Palavra

O blog Tempo da Palavra nasceu de uma conversa com a Professora Valdelice Martins, grande amiga, sobre a importância da produção textual nas aulas de Língua Portuguesa noa cursos de graduação. Um dos objetivos deste espaço é expandir o processo de comunicação (escrita) e a percepção do indivíduo quanto às temáticas desenvolvidas em sala de aula. Para isso, os alunos e alunas dos curso de Pedagogia da Plataforma Freire da UNEB- DCH III em Juazeiro-BA, bem como do Curso de Viticultura e Enologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano - IF Zona Rural terão a oportunidade de desenvolver o hipertexto. Para iniciar as atividadedes deste blog, escrevi esta crônica sobre idosos. Este texto faz parte dos textos: LABUTAS DO SERTÃO.

Queridos amigos e amigas, participem, publiquem suas produções. Aqui a palavra é ENÉRGICA, VIBRANTE.
UM GRANDE ABRAÇO,
Professora Antonise Coelho


TEXTO INICIAL:
1. É tempo de acordar: o olhar aos idosos

Um dia desses, passando pelos caminhos do sertão numa viagem para Ouricuri, precisei parar pra tomar um gole d’água num barzinho de beira de estrada. Já estava muito tarde, sol escaldante e o carro não ajudava a diminuir o caminho. Então, o calor e cansaço se somavam naqueles instantes.
Entrei e nem reparei com um velho sentado na soleira da porta que me pediu algumas moedas. Primeiro, porque estava apressada e depois estava com outras preocupações. Pedi as chaves do banheiro feminino que ficava trancado para dar um ar de cuidado. Que história! O banheiro era tão fétido quanto o masculino. O que fazer se estava apertada a segurar as calças.
Quando retornei, passados alguns instantes, fui ao balcão e pedi um refrigerante dietético e mal começara a beber, quando ouvi gritos vindo de uma das portas. Avistei uma cena horrível.
Era o pobre homem que estava sendo enxotado por alguns meninos do lugar. Nada fizera para receber aqueles golpes, apenas interrompera a passagem de um deles. Não pensei duas vezes . Teria que fazer algo a respeito. Comecei a gritar e pedi que parassem de machucá-los, mas os jovens não tinham piedade. Os adultos presentes no ambiente pequeno e quente também estavam temerosos pela situação e ficaram parados.
Não pensei duas vezes e fui em cima de um deles para que pudesse parar. Loucura minha. Não sabia que estava armado e totalmente enlouquecido, mas houve um olhar de piedade que o fez recuar. Havia ali também o meu desespero e isto provocou uma pausa súbita naqueles dois jovens.
Logo, outros adultos vieram ao meu socorro, levantaram o senhor e o levaram para limpeza dos machucados.Fiquei trêmula diante do ocorrido, pois não pensara em nada diante do fato.
Depois de vários dias fiquei a me questionar sobre a dureza de ser um idoso neste sertão de Pernambuco e quanto estão despreparados os nossos velhos, principalmente aqueles que não tem família ou Instituição para acolhê-los. Os pedintes chegam a todo instante em nossa cidade. Não temos onde colocá-los. O que eles irão fazer? Que perspectiva de vida os espera. E nós, nesta sociedade medíocre ficamos a discursar sobre tantas possibilidades de mudança na atual situação.
Receio que seja tarde para fazermos grandes mudanças. O espírito humano, ao mesmo tempo está preparado para conhecer tecnologias, ainda está preso aos problemas particulares e nada faz pela coletividade.
É tempo de acordar. Quando passar este período eleitoral, iremos nos questionar sobre nosso papel como cidadãos.
Não podemos pedir mais tantas esmolas. O vício do cidadão está impregnado em todos os lugares por onde passamos. Pedimos proteção aos “doutores” e eles não nos escutam.
Assim, relembrar a figura daquele velho homem me traz uma sensação de inoperância e até mesmo de um certo sarcasmo. Talvez esses textos: Labutas do Sertão passem a ter mais valor, pois se ninguém os vir, nada valem; ou, por outras palavras enérgicas, já ditas por um grande cronista, não há espetáculo sem espectador.