segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Seca do Rio Salitre - Dia 29 de novembro de 2010

A imagem exporta mostra um homem triste sentado ao lado de um rio. É uma pessoa pensativa em vê na sua frente um lago com imensidão de águas claras, tão poluídas com tanto plásticos, copos, garrafas etc. e outros resíduos. Ao sair da faculdade passando às margens do rio vejo que ele está quase morto. Por quê? Só tem água no rio quando está chovendo. Como pode? As autoridades não respeitam as pessoas que os colocam no poder. Moro no Salitre há tantos anos, sofro muito com esse problema. O que falta? A região é muito produtiva o que não acontece por consequência de quem pode nos ajudar e não faz nada. Contudo, acredito e tenho esperança em dias melhores com água para todos, mas por que estou triste? Porque meus amigos e familiares passam necessidades por falta do precioso liquido, mas continuam firme e forte.

Marta Miranda.
Plataforma Freire (Pedagogia).

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Paródia Canção do Exílio - Thiago Urubu

MINHA TERRA NÃO TEM CULTURA
FOI-SE EMBORA ATÉ O SABIÁ
COM MEDO DO ÚNICO TIPO DE MÚSICA
BOTAR A MÃO NA CABEÇA E REB0LAR.

NOSSO CÉU ESTÁ MANCHADO
NOSSAS VARZEAS CHEIAS DE BARONEZAS
NOSSOS BOSQUES SÓ HÁ “COELHOS” E “LEÕES”
QUE IMPERAM CHEIOS DE RIQUEZAS.

ME DEITO SOZINHO À NOITE
E SOB A LÂMPADA FLUORECENTE COMEÇO A INDAGAR
QUE MINHA TERRA NÃO TEM CULTURA...
ACHO ME ASSASSINARAM O SABIÁ.

MINHA TERRA TEM UMA BIOSFERA
DIFERENTE DE TODO O REINO ANIMAL
BASEADA EM DUAS ESTAÇÕES
RESTO DO ANO E CARNAVAL
SÓ ME RESTA PENSAR NO SABIÁ
QUE A NINGUÉM NUNCA FEZ MAL.

PEÇO AOS DEUZES QUE ME AJUDEM
A VIVER MESTE LUGAR
POIS, APESAR DE TODAS ESSAS COISAS
QUE SOMENTE ENCONTRO POR CÁ
QUEM SABE DEBAIXO DE UMA PALMEIRA
TALVEZ ENCONTRE O SABIÁ.

Thiago Urubu -
Aluno da turma VE -05 Enologia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano.

domingo, 21 de novembro de 2010

Conquistando o impossível!

Como mãe e professora, sinto a necessidade de buscar tempo para me dedicar um pouco a casa, a família. Por que será? Gostaria que fosse diferente, como facilitar meu tempo? Posso conciliar trabalho e família sem atrapalhar minha vida?Com o curso de pedagogia que estou fazendo, estou me sentindo realizada, mesmo porque era uma das coisas que eu gostaria de ter e mostrar que nunca é tarde para estudar, aprender com o outro. Minhas filhas são, no momento, um dos motivos que me deixam angustiada, pois precisam ficar com vizinhas e às vezes com avós para eu trabalhar e estudar. Sempre peço e agradeço a Deus que me ilumine e me dê forças para não desistir, pois ele sabe que na frente elas vão ter orgulho da mãe delas e quem sabe seguir o meu exemplo.
Minha mãe reclama muito, pois não tenho me dedicado tanto as minhas filhas, só ao trabalho, minha separação foi um ponto forte diante desses contratempos. Enfim, são coisas que só Deus e minha força de vontade poderão resolver.

Mary Anne Castro C. Cruz
Curso: Pedagogia, Plataforma Freire

Uma mãe especial

Texto enviado por Adriana Carla, colega, que solicitou o espaço do Tempo da Palavra. Amigos e amigas, podem contribuir com textos, reflexões neste espaço de criação literária.
Abraços,
Professora Antonise
UMA MÃE ESPECIAL
(Adaptação de "The Special Mother" de Erma Bombeck)

Deus passeando sobre a Terra seleciona seus instrumentos para a preservação da espécie humana com grande cuidado e deliberação. À medida em que vai observando, Ele manda os seus anjos fazerem anotações em um bloco gigante:
"Elizabete Souza...vai ter um menino. Santo protetor da mãe: São Mateus".
"Mariana Ribeiro...menina. Santa protetora da mãe: Santa Cecília".
"Claudia Antunes...esta terá gêmeos. Santo protetor...mande São Geraldo protegê-la. Ele esta acostumado com quantidade".
Finalmente Deus dita um nome a um dos anjos, sorri e diz: "Para esta, mande uma criança surda".
O anjo cheio de curiosidade pergunta: "Porque justamente ela Senhor? Ela é tão feliz."
"Exatamente, responde Deus, sorrindo. Eu poderia confiar uma criança deficiente a uma mãe que não conhecesse o riso? Isto seria cruel!
"Mas será que ela terá paciência suficiente?"
" Eu não quero que ela tenha paciência demais, senão ela vai acabar se afogando num mar de desespero e auto-compaixão. Quando o choque e a tristeza passarem, ela controlará a situação. Eu a estava observando hoje, ela tem um conhecimento de si mesma e um senso de independência, que são raros, e ao mesmo tempo, tão necessários para uma mãe. Veja a criança que vou confiar a ela, tem todo o seu mundo próprio. "Ela tem que trazer esta criança para o mundo real e isto não vai ser nada fácil".
"Mas Senhor, eu acho que ela nem acredita em Deus!"
Deus sorri. "Isto não importa, dá-se um jeito. Esta mãe é perfeita. Ela tem a dose exata de egoísmo de que vai precisar.
O anjo engasga. "Egoísmo? Isto é uma virtude?"
Deus balança a cabeça afirmativamente. "Se ela não for capaz de se separar da criança de vez em quando, ela não vai sobreviver. Sim, aqui está a mulher a quem eu vou abençoar com uma criança menos "perfeita" do que as outras. Ela ainda não tem consciência disto, mas ela será invejada".
"Ela nunca vai considerar banal qualquer palavra pronunciada por seu filho. Por mais simples que seja um balbucio dessa criança, ela o receberá como um grande presente".
"Nenhuma conquista da criança será vista por ela como corriqueira. Quando a criança disser "MAMÃE" pela primeira vez esta mulher será testemunha de um milagre e saberá recebê-lo. Quando ela mostrar uma árvore ou um pôr-do-sol ao seu filho e tentar ensiná-lo a repetir as palavras "árvore" e "sol", ela será capaz de enxergar minhas criações como poucas pessoas são capazes de vê-las.
"Eu vou permitir que ela veja claramente as coisas que Eu vejo: ignorância, crueldade e preconceito. Então vou fazer com que ela seja mais forte do que tudo isso. Ela nunca estará sozinha. Eu estarei a seu lado a cada minuto de cada dia de sua vida, porque ela estará fazendo meu trabalho e estará aqui ao meu lado".
E qual será o santo protetor desta mãe? Pergunta o anjo, com caneta na mão.
Deus novamente sorri. "Nenhum! Basta que ela se olhe num espelho".

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Solisonho

Estou diante da natureza a contemplar, como gostaria neste momento de estar na praia, sentada na areia, apreciando as ondas, sentindo a leve brisa que vem do mar tocando meu rosto, acalmando meu coração. Como adoraria estar lá, respirando ar puro que na cidade não há, caminhando na areia, assistindo e ouvindo os cantos e vôos dos pássaros. No entanto, sou um ser humano com virtudes e defeitos, não sei se posso referir a minha transparência como uma virtude ou não, o que não gosto falo, imediatamente e pronto. Sou bastante crítica não posso deixar de mencionar.
Além disso, uma grande qualidade: ser muito solidária. Não era meu sonho ser docente, infelizmente uma profissão não valorizada ainda, o que seria de um ambiente escolar sem esses profissionais tão importantes para o bom funcionamento de um estabelecimento? Nem sempre eles são valorizados e, não raras vezes, são menosprezados pelas outras pessoas.

Estou a falar de um trabalho, sem o qual não seria quem sou, porque estou realizada quando vejo minhas criançinhas lendo e escrevendo, sozinho, repleto de dúvidas e cheio de respostas; e por isso agradeço a Deus, que me levou a este caminho.

No entanto não foi fácil, falar de experiência gratificante. Diariamente somos surpreendidos por sorrisos de satisfação. O tempo passou e estou em uma das conquistas que é a primeira graduação na Plataforma Freire e outras que virão como pós, mestrado e doutorado.
Maria Goretti.
Aluna Plataforma Freire

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

As mudanças - O Despertar para o solilóquio

Com o mundo globalizado é preciso acompanhar essas mudanças e o que nos acarretam de angustias e preocupações. Tempo que passa num estalar de dedos, tecnologia avançada, alimentação desregrada e que para muitos é regrada grão a grão, mesmo assim sentem-se realizados, livres e cheios de esperança para um dia melhor.
Às vezes, paro e me pego a pensar diante de tantas incertezas: O que será de muitos que não tem acesso à educação, saúde, lazer etc? Por que se os que possuem tudo isso e muito mais, terminam se envolvendo com drogas, corrupção e outras coisas erradas que acabam prejudicando a si e toda a sociedade? Consideram que é normal ou banal e também como sentimento de prazer e realizações. Penso em mudanças significativas no mundo, no país, estado, município e até em minha família, mas sei que preciso começar por mim. Será que é isso que quero para minha vida? Preciso realmente passar por muitas dificuldades? Acordar cedo e dormir muito tarde? Estudar muito? Fazer vários cursos? E o meu lazer, a minha diversão? E os filhos que não tenho? Fica cada dia mais difícil tê-los. Penso na felicidade, como será? O que será? Será essa correria, essas mudanças rápidas ou outras coisas que ainda não conheço? Talvez esteja me angustiando por pequenos detalhes, mas com certeza preciso fazer alguma mudança para sentir mais confortável.

Anailte Ribeiro
Plataforma Freire – UNEB/DCH III

Saudade... Soliloucuras em Sala de Aula

Saudade

Quando nasci me disseram que foi uma festa, Que nada, era uma criança linda e que mesmo com apenas alguns minutos fora da barriga de minha mãe,meu pai já estava apaixonado por mim e só foi para casa quando fui liberada pela maternidade.
Cresci vendo meu pai apaixonado correr atrás de muitas coisas boas para ele e toda família.Carinho e atenção,muita alegria nunca precisamos reclamar,porque estava sempre presente.
Saia para o trabalho duro com frio e chuva e à noite durante as madrugadas frias éramos acordados eu e meu irmão pelas mãos dele arrumando o cobertor para nos aquecer,mas o calor era o seu amor e dedicação.
Nossos domingos eram dias de festas,muita alegria e comidas que não eram encontradas em nenhum restaurante,por mais requintado que fosse,porque eram feitas com amor e para nós.
Anos se passaram e muitos momentos bons;que se foram,mas ficaram presentes dentro de nós e de nossas vidas,afinal constroem a nossa história.
Chegou o momento de presenciar o resultado de toda essa : luta,coragem e perseverança pessoal e profissional.
Vejo nesta imagem um homem sentado observando as pessoas passarem para lá e para cá,fazendo o que ele fez a vida inteira,e quando me sentava ao seu lado ao chegar do trabalho ,falava pra ele ,quando será que vou ficar assim como você ? só sombra e água fresca!!!
Esperava que me respondesse : vai ralar como eu para poder chegar onde cheguei! Que nada minha filha essa é a pior parte,esperamos e desejamos tanto mas ninguém imagina que com ela chega a solidão,onde todos saem de casa para o trabalho em busca de seus objetivos como eu todos esses anos.
Hoje me vejo fazendo as mesmas coisas que meu pai; acabei de acordar ,em pleno sábado que já foi chamado de dia de descanso!Que nada,mala na mão hoje é dia de “Plataforma Freire”! Oba! Bom,muito bom! Uma semana inteira de:conhecimento,crescimento pessoal e profissional,onde muitas vezes me questionei pra quê? Por quê? Breve me aposentarei!
E logo que iniciei este curso continuei a me questionar,por quê não? Posso até me aposentar,mas não significa que preciso ou deva parar de estudar, e vinha a minha mente as palavras de meu pai.
Já não me vejo mais sem estes momentos: o tradicional café com lanche de nossa amiga Paula atividades e participações.No intervalo das aulas muita descontração em nossas conversas,no almoço ah! É a parte que mais gosto ! vou almoçar com minha neta Laura,linda e maravilhosa,que me espera para brincar e me contar histórias,aproveitamos essa semana porque não moramos tão próximo e me desculpem os professores da plataforma Freire ela é a minha professora predileta e me faz retornar para as aulas com mais energia.
No final da aula parte mais angustiante,enfrentar o transporte coletivo e chegar em casa tarde demais,cansada com fome e decepcionada com o descaso dos transportes coletivos de nossa cidade.
Depois de uma boa chuveirada aquela comidinha caseira só me resta ir para a cama e dormir para começar tudo de novo no dia seguinte.
Termino este texto reflexivo, inspirada e estimulada pela imagem que foi apresentada na aula de português domingo passado em um ambiente infernal sem energia elétrica e muito calor.Mas confesso que fiquei surpresa com o resultado e compreendi porque aquela imagem mexeu tanto com minhas emoções assim que foi apresentada e me questionei “Será que estou vivendo a mesmas situações que viveu meu pai? E por que será que após tantas lutas e tantos objetivos e sonhos realizados nos sentimos tristes e solitários? E fiquei a me imaginar em tal situação e mais uma vez me questionei por quê a velhice é vista como tristeza e solidão?

Eu e a Saudade!!!
Neuza Ferreira
Plataforma Freire

Reflexões: em busca de um Solilóquio.

A vida e o mar...

Quando sento diante do mar, sinto seu cheiro, sou tocada pelo vento, reencontro com o que há de mais íntimo do meu ser.Transporto-me para um mergulho indescritível.Consigo parar, respirar de tal forma a encher meus pulmões naõ de ar, mas de vida.
Assim avalio toda a minha tragetória, principalmente as conquistas, as aprendizagens de situações que normalmente foram desafiadoras, angustiantes, problemáticas e nas lições que foram extraídas.
Lições...Esse é o verdadeiro sentido de cada dia vivido.
Sentir o mar eleva a minha alma e descarta todos os pesos existentes em meu ser.
Nesse encontro percebo minhas fragilidades e nele o desejo de encontrar o caminho de superá-las.
Consigo visualizar cada personagem que compõe minha história, remetendo às situações difíceis e grandiosas para o meu crscimento pessoal e espiritual.
Acredito que antes de tudo somos essência, portanto no cotidiano procuro avaliar o valor de cada ocasião vivenciada.
O meu trabalho é um grande laboratório, não de experiências objetivas, mas de compreensão interior.Desenvolvo constantemente a capacidade de me colocar no lugar dos outros tendo uma postura de incentivo e confiança para com meus colegas.
Ah!E como eu gosto do que faço!Com alegria deixando de forma escancarada toda minha satisfação de trabalhar com a modalidade de ensino infantil.
Essa satisfação é algo alicerçado em uma base familiar que me dá fortalece, encoraja, desafia-me.
Sou movida por desafios, apesar de ter alguns medos; medo de quando dedicam grandes expectativas acerca da minha pessoa e minhas habilidades, contudo hesito e sigo em frente.
O que me deixa muito feliz é levar a paz e autoconfiança por onde estiver...Isso me realiza, possibilitar aos outros a construção de uma identidade confiante.
Vejo a vida como o mar com idas e vindas, com marés altas e baixas, assim é meu dia-a-dia cheio de altos e baixo, de diversos momento atribulados, dias desafiadores intrigantes e constantemente busco respostas para sacear as minhas inquietudes.
Percebo-me nos momentos de fortes impactos emocionais me manter equilibrada para solucioná-los.
Analogicamente o mar e vida se assemelham com seu vai e vem, oras em alta oras em baixa, oras em fúria oras em calmaria e nestas idas e vindas me vejo a soliloquiar diáriamente numa busca infinita de extrair minhas respostas sobre o meu viver.

Taciane Passos Castro
Plataforma Freire

Refletindo

Eu estava sentada em frente a bela paisagem do Rio São
Francisco.Respirava o ar fresco da brisa e contemplava com satisfação
as águas do Velho e belo Chico, a ponte com o seu vai e vem de veículos
e na outra margem do Rio os belos edifícios que encontram com o azul do
céu. Sem que eu perceba estou envolvida nos meus pensamentos que chegam de
mansinho, o pôr do sol, evidenciando que a noite estava por vir.
Como a natureza é bela e sábia! E que com tantos afazeres no dia a
dia isto às vezes passo despercebido .
Mais ou menos como um filme, comecei a fazer uma retrospectiva da
minha vida.
Será que cada dia que passa haverá mesmo menos dias para tantas
coisas que desejo realizar?
Fico me questionando durante os módulos da Plataforma , se
conseguirei chegar até o fim, pois em alguns momentos sinto-me
assoberbada de tantos afazeres a serem cumpridos.
Haverá de ser útil tudo isto para a minha vida profissional e
pessoal? Acredito eu que todo esforço que venho realizando será de
recompensa no futuro.
E o cansaço? Será que realmente tem dificultado o desempenho das
minhas atividades?
Finalmente, acredito e sonho que certamente cada amanhecer será
mesmo uma nova oportunidade para mostrar para eu mesma que posso criar,
recriar e lutar pelos objetivos que desejo alcançar.
Envolvida com tantos pensamentos e questionamentos eu vejo que tudo
depende das oportunidades que venham surgindo no meu caminho e da
persistência que tenho de mantê-la viva para alcançar meus sonhos e
consequentemente torná-los realidade.

Célia Maria Campos Santos
Plataforma Freire -UNEB/DCH III

Rio São Francisco


A imagem mostrada é de um homem triste sentado em um banco à beira de um rio ou mar que está pensando em ver na sua frente um imenso rio com a imensidão de água azul com tanta poluição.
Ao sair da faculdade e passa pela orla vê que o rio são Francisco está morrendo com descaso e falta de consciência dos moradores ribeirinhos, pois não sabem que o rio pode seca se continuar jogando garrafas pet, esgotos e outros resíduos. Sempre falam de revitalizar e nada acontece. Por quê? As pessoas não cuidam mais das nossas ilhas. Se continuarem com tanta destruição as ilha e pontos turísticos vão desaparecem da nossa região.
Como pode? Deixar que se acabasse um ponto tão importante da cidade. Voltando para cidade percebo as praças depredadas cheias de lixo, posso sentir que as pessoas não têm compromisso com a cidade onde seus filhos e netos moram. Sinto ver um patrimônio ser depredado como a estação de trem que está sem algumas portas, e paredes quebradas, eu gostaria que ali fosse um ponto turístico de Juazeiro, ainda acredito que antes de ser totalmente destruída alguém apareça e salve a dos destruidores.


Ana Maria dos Santos
Plataforma Freire

Mais Solilóquios...

O vai e vem da maré


Como diz Lulu Santos em uma de suas canções, ”Nada do que foi será do jeito que já foi um dia! Assim também é minha vida, ”Tudo passa, tudo passará.”
Procurando ativar minhas lembranças, relembro de uma série de coisas que ficaram para trás. Meu primeiro dia na escola, a primeira comunhão, a primeira menstruação, o primeiro beijo, que nojo!!! Roubado e babado por um cara bem mais velho do que eu, o primeiro amor. Ah! Bié!,a primeira decepção, o primeiro banho de mar, chego a sentir os beliscões dados por minha mãe, por não querer vestir o tal do maiô azul. E entre as primeiras, as segundas, terceiras e assim consecutivamente.
A cada experiência uma transformação. É como se eu fosse uma borboleta no casulo em constante metamorfose.
E hoje? Percebo que a maré não para. Ora vem calma, ora violenta, e assim as coisas vão acontecendo naturalmente.
Atualmente, estou tendo a oportunidade de estar aqui, cursando pedagogia. Olho para os lados e vejo colegas de várias idades, porém todas jovens na sede do saber. Rimos, discutimos,concordamos, discordamos e assim vamos ampliando nossos conhecimentos
Venho para a faculdade todos os dias determinados, tendo como transporte uma moto, e como piloto meu marido. Percorremos sempre o mesmo caminho, tudo sempre igual. Pensando bem, será que tudo é sempre igual? Observando melhor, nada é igual. O ar que respiro não é o mesmo, os carros que passam, não são os mesmos; o momento não é o mesmo; eu mesma, não sou a mesma. Até você ao terminar de ler este texto não será o mesmo. Concordam?
Ah! Quer saber de uma coisa? Vou parar de soloquiar se não vou pirar. Se tudo isto está acontecendo, é porque estou viva. Não é mesmo? A presença de Deus em minha vida faz-me ver o quanto sou pequenina, indefesa, carente de amor, de cuidados, e ao mesmo tempo forte e necessária na transformação do outro e do meio.

Ivone Aparecida dos Reis Gonçalves
Plataforma Freire - UNEB/DCH III

A esperança de um dia melhor


Durante muito tempo fiquei voltada ao passado, na imaginação de uma vida bem melhor, mas como isso ia acontecer, se na minha infância tive vida complicada e financeiramente sem estrutura de viver melhor? Quando já na adolescência complicou ainda mais com o falecimento de minha mãe. Eu me pergunto: o que será de mim, agora? Com meu pai, que já sofria com minha família imagine sem a ausência de minha mãe?
Como seria continuar nossa vida que também era difícil com ela e sem ela, ia continuar melhor? Fiz o possível para levar meus estudos adiante, ajudei na criação dos meus irmãos com toda dificuldades que poderíamos passar daqui pra frente, e passamos, mas foi assim que vencemos os mais difíceis obstáculos da vida. Diante de todos os problemas que passei, foi bom pois aprendi a saber diferenciar as coisas importantes e os caminhos por mais difíceis foram possíveis. Estudei até chegar a uma formação do magistério. Por falta de oportunidade principalmente, financeira, não tive condição de entrar, ou seja, freqüentar uma universidade que estou vivenciada agora. Não pedir a esperança, por quê? Sabia que um dia chegava a minha vez, como não sei explicar só tenho certeza da presença do grande criador é quem eu agradeço.
Hoje sou uma futura pedagoga, tenho uma família maravilhosa, um marido espetacular um casal de filhos, abençoados que é com tudo isso que me sinto realizada, na esperança que dias melhores virão cheios de saúde, oportunidade de enfrentar muitas coisas daqui pra frente. Por quê? Sou forte decidida inteligente e muito humana.
Quero que todos passem a me conhecer, que a cada dia eu mostre prazer de amizade e leve um sorriso e oportunidade de ser feliz. Não sou o criador, mas farei o possível e o impossível do que ele nos ensinou.

Maria Cicera da Silva
Plataforma Freire- UNEB/DCH III

SOLILOUCURAS... Mais Textos Produzidos

As incertezas à beira da estrada

Diante de certas preocupações e angústias do dia a dia, parei por um instante e me sentei à beira do caminho. Não estava parada por não querer prosseguir ou por estar cansada,mas houve a necessidade de eu refletir sobre as dificuldades da minha vida,como se eu precisasse tomar um fôlego.
Por que nos submetemos a tantas jornadas?É estudo, é casa, casamento, filhos, emprego, vizinhança, sociedade!
Mas que motivo nos obriga a vivermos tantas vidas numa só?Por que quando temos problemas nem sempre ouvimos ou vemos as pessoas os solucionarem?Se nós nos envolvemos com tanta gente?
Mas, é aí que temos uma resposta: tanta gente. E os problemas não são “da gente”,o problema é meu,outro é seu.
É, vou me levantar do banco e andar, pois sabe quando não vou mais ter problema?Quando eu morrer! E viver é a minha praia até chegar ao mar.

Jailma Cerqueira
Plataforma Freire – UNEB/DCHIII

Buscando o meu eu.

Hoje aos trinta e cinco anos venho me perguntar: Será que realizei todos os meus sonhos? Tenho o meu trabalho, minha casa própria e até a minha moto, que tanto sonhei. Mas mesmo assim me questiono: Será que estou feliz? Tenho um namorado que me ama e eu o amo também.
Por que sempre penso que está faltando alguma coisa na minha vida?
Às vezes, penso que falta o meu filho ou a minha filha, que tanto sonhei e desejei...
Mais como não veio ainda, será que me falta somente um filho?
Será que já realizei todos os meus sonhos? Não sei, só posso dizer que estou em busca de algo mais. E por que, às vezes sinto falta de algo que não sei o que é e fico a pensar será mesmo que falta alguma coisa? Por que ainda não estou totalmente feliz? O que me falta? Ah! São tantas perguntas que me faço! Mais nem todas em resposta. E fico a me perguntar o que mais quero da minha vida. Sinto que desejo o que todos querem ser feliz e completo plenamente. Tendo saúde, amor e paz.

Valdenice Firma

Além do horizonte azul existe outro horizonte.

O momento de reflexão que ora permaneço traz-me grandes angústias ao meu coração. Quando vejo algo errado não me contento e começo a questionar determinadas situações. O que provoca nas pessoas a não aceitação das minhas críticas e opiniões como troca de idéias. Por onde ando, as dificuldades se apresentam da mesma forma como se este defeito me acompanhasse e ponho a me questionar: Quem está errado? Eu ou as pessoas com quem estou me relacionando? São indagações que carrego amargamente no meu âmago.

Sentado à beira do mar, correndo da poluição, fora do barulho e da fofoca, acabei envolvido no mesmo dilema não conseguindo me afugentar, sofrendo ainda críticas impostas pela sociedade por me apontarem como louco e/ou figura de sofrimento que não chega a lugar nenhum.

Diante de toda esta análise de comportamento vejo no horizonte um final feliz respaldado com experiência e a certeza de que valeu a pena refletir, pois barreiras existem para serem ultrapassadas por homem forte igual a mim e é com dificuldades, serenidade e perseverança que irei conseguir ultrapassá-las.

Wilson José de Souza
Plataforma Freire-UNEB/DCH III

2. Continuar ou parar?

2. Continuar ou parar?

Acordar todas as manhãs é um presente de Deus: O que vou fazer?
Hoje vou estudar e isso é muito bom, pois ajuda no desenvolvimento pessoal e profissional, mas passo por situações complicadas que envolvem o cansaço físico e mental.
Será conseguirei vencer todas essas barreiras?
Ver pessoas em condições de sofrimento me faz pensar que as lutas existem para alcançar as vitórias. Posso tomar uma decisão para me acalentar. ¨ Continuar ou parar?¨
Se decidir parar, o que será da minha vida profissional? E como pessoa vou estacionar no tempo?
Caso persista, sei que as possibilidades são de um futuro promissor, se decidir parar vou viver sem perspectiva de melhoras.
Sabe... Vou prosseguir e vencer. Sei que posso,é gratificante poder dizer EU consegui.
Miriã Dantas
Plataforma Freire – UNEB/DCH III

3. As conquistas da vida


No silêncio da brisa e no canto dos pássaros numa manhã de sol, com a família em um acampamento a beira do rio, observando tudo que está a minha volta, vou refletindo sobre o que passa no meu decorrer do dia-a-dia.
Será que estou fazendo algo errado? Será que agrado as pessoas? Será que vale a pena só trabalhar e deixar de curtir o lazer com pessoas queridas?
Então com essas reflexões, percebo o quanto é prazeroso está em companhia de pessoas importantes e saber valorizá-las.
Por onde passo ou ando, observo paisagens, monumentos e até em certos momentos fico pensativa, analisando ou fazendo relação do que aconteceu na minha vida pessoal e profissional.
Ufa! Apesar de algumas dificuldades passadas na vida, lembro-me da minha infância, onde morava na roça e ia para a escola de pé, pois não havia transporte e a mesma ficava distante de casa, ao mesmo tempo do inicio do meu trabalho que foi selecionar no interior de Juazeiro, onde tinha que pular cerca passar por uma ponte estreita para chegar à escola.
Com tudo isso, percebo que só conseguimos superar e conquistar algo passando por alguns contratempos.

Catia Simone Batista de Araujo.

4.Em busca de respostas


Ao amanhecer com o coração cheio de tristeza e em busca de soluções para amenizar a dor, fui à busca de tranqüilidade e deparei-me com o silencio do mar, barulho das ondas e canto dos pássaros. Que alívio! A dor foi transformada em alegria.
Esta alegria é tomada por muitos questionamentos, como: Será que sou uma boa mãe, esposa, filha, amiga, professora? Será que estou conseguindo dividir o meu tempo para atender a todos que amo?
Como conseguir tempo para cuidar mais de mim? Será que vale á pena trabalhar tanto e visitar tão pouco os amigos?Como será, passar todos os dias apenas cuidando e acompanhando o crescimento dos filhos?Como estarei daqui a dez anos?Será que conseguirei vencer o medo de perder as pessoas que amo?
Esses questionamentos sempre surgem e nem sempre encontro, apenas quero ficar perto daqueles que me transmitem segurança.

SIVANEIDE BONFIM DUARTE

Produções Textuais - Solilóquios da Plataforma Freire - UNEB 2010

Durante as aulas de Língua Portuguesa da Plataforma Freire - UNEB/DCH III sugeri a produção textual de um Solilóquio. Uma das alunas o chamou de SOLILOUCURA,pois era a primeira vez em que elas e o jovem Wilson se deparavam com o processo de escrita deste gênero, bem como a postagem num blog. As dificuldades são inúmeras, tais como o cadastro de e-mails, do blog como seguidores, a digitação do texto no laboratório da Universidade entre outras situações como o próprio ato de escrita de questionamentos. Então, nesta primeira atividade coletiva, vale destacar o esforço das alunas que foram verdadeiras monitoras no auxílio de quem não conseguia ter o acesso tão rápido nesta ferramenta e dos demais no cumprimento desta atividade que se tornou prazerosa.
Espero que haja muitos comentários.
Professora Antonise. Juazeiro, 17/11/2010.



1. E o meu tempo?


Com a disciplina Língua Portuguesa, pude perceber algo que não fazia há muito tempo. Parar um pouco e olhar para dentro de mim. Foi quando entendi que não estava encontrando tempo para cultivar os laços da amizade que ao longo do tempo havia conquistado.
Hoje, me veio à lembrança a imagem da minha melhor amiga de infância, ela tinha uma aparência frágil, era preciso muita cautela para tratá-la, qualquer coisa a desmontava. Crescemos juntas, curtimos diversas aventuras, crescemos... E nos distanciamos. Por quê? Se não mudamos de cidade?
E aí o “destino” novamente nos coloca no mesmo caminho. Passamos a leciona no mesmo colégio, e então ela voltou a ser a minha melhor amiga, agora na fase adulta, mais continuava um cristal.
Tivemos uma nova oportunidade, pensei comigo mesma, dessa vez vai ser diferente, estaremos juntas em todos os momentos da fase adulta, por que se a vida nos proporcionou um novo encontro, é porque nossa história está incompleta. Então nos permitimos reviver momentos felizes, falamos dos nossos amores (realizados e frustrados). Sentimos as mesmas dores de perdermos, pais, amigos e irmão. E nesses momentos difíceis uma apoiava a outra. Será que minha missão com relação a essa amizade era ser seu porto seguro? Ajudá-la a segurar a onda?
Ela perdeu o pai, a mãe, o filho e o irmão e eu estive sempre ao seu lado.
Esse ano ela perdeu o marido. E eu não pude este ao seu lado?
Será que eu fracassei como melhor amiga? Será que a minha falta de tempo me tornou uma pessoa egoísta?
E uma vez alguém já me disse. Quem não tem tempo para os amigos, não tem tempo para Deus!


Edineide Oliveira
Plataforma Freire - UNEB/DCH III- Juazeiro/BA

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sertão Trabalho - POEMA

Minha terra tem videiras
Diferentes de outro lugar
As plantas aqui semeadas,
Não são semeadas como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas árvores menos cor
Nossos campos tem trabalho
Realizados com amor.

Antes considerava impossível,
videira no Sertão
Hoje alguns dizem: Excelente!
Por sua grande produção.
Fruto de um trabalho
realizado com dedicação.

Aqui são instaladas vinícolas,
Visando exportação
De vinho de qualidade
De fácil aceitação.

Nosso Sertão é sofrido
Mas tudo que se planta dá
Basta apenas ter coragem
De aqui cultivar
A semente da prosperidade
Que logo começa a brotar.

Francisco Daniel Carvalho de Medeiros
Turma VE 05 - Enologia -
IF Sertão de Pernambuco - Zona Rural