quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais Solilóquios...

O vai e vem da maré


Como diz Lulu Santos em uma de suas canções, ”Nada do que foi será do jeito que já foi um dia! Assim também é minha vida, ”Tudo passa, tudo passará.”
Procurando ativar minhas lembranças, relembro de uma série de coisas que ficaram para trás. Meu primeiro dia na escola, a primeira comunhão, a primeira menstruação, o primeiro beijo, que nojo!!! Roubado e babado por um cara bem mais velho do que eu, o primeiro amor. Ah! Bié!,a primeira decepção, o primeiro banho de mar, chego a sentir os beliscões dados por minha mãe, por não querer vestir o tal do maiô azul. E entre as primeiras, as segundas, terceiras e assim consecutivamente.
A cada experiência uma transformação. É como se eu fosse uma borboleta no casulo em constante metamorfose.
E hoje? Percebo que a maré não para. Ora vem calma, ora violenta, e assim as coisas vão acontecendo naturalmente.
Atualmente, estou tendo a oportunidade de estar aqui, cursando pedagogia. Olho para os lados e vejo colegas de várias idades, porém todas jovens na sede do saber. Rimos, discutimos,concordamos, discordamos e assim vamos ampliando nossos conhecimentos
Venho para a faculdade todos os dias determinados, tendo como transporte uma moto, e como piloto meu marido. Percorremos sempre o mesmo caminho, tudo sempre igual. Pensando bem, será que tudo é sempre igual? Observando melhor, nada é igual. O ar que respiro não é o mesmo, os carros que passam, não são os mesmos; o momento não é o mesmo; eu mesma, não sou a mesma. Até você ao terminar de ler este texto não será o mesmo. Concordam?
Ah! Quer saber de uma coisa? Vou parar de soloquiar se não vou pirar. Se tudo isto está acontecendo, é porque estou viva. Não é mesmo? A presença de Deus em minha vida faz-me ver o quanto sou pequenina, indefesa, carente de amor, de cuidados, e ao mesmo tempo forte e necessária na transformação do outro e do meio.

Ivone Aparecida dos Reis Gonçalves
Plataforma Freire - UNEB/DCH III

A esperança de um dia melhor


Durante muito tempo fiquei voltada ao passado, na imaginação de uma vida bem melhor, mas como isso ia acontecer, se na minha infância tive vida complicada e financeiramente sem estrutura de viver melhor? Quando já na adolescência complicou ainda mais com o falecimento de minha mãe. Eu me pergunto: o que será de mim, agora? Com meu pai, que já sofria com minha família imagine sem a ausência de minha mãe?
Como seria continuar nossa vida que também era difícil com ela e sem ela, ia continuar melhor? Fiz o possível para levar meus estudos adiante, ajudei na criação dos meus irmãos com toda dificuldades que poderíamos passar daqui pra frente, e passamos, mas foi assim que vencemos os mais difíceis obstáculos da vida. Diante de todos os problemas que passei, foi bom pois aprendi a saber diferenciar as coisas importantes e os caminhos por mais difíceis foram possíveis. Estudei até chegar a uma formação do magistério. Por falta de oportunidade principalmente, financeira, não tive condição de entrar, ou seja, freqüentar uma universidade que estou vivenciada agora. Não pedir a esperança, por quê? Sabia que um dia chegava a minha vez, como não sei explicar só tenho certeza da presença do grande criador é quem eu agradeço.
Hoje sou uma futura pedagoga, tenho uma família maravilhosa, um marido espetacular um casal de filhos, abençoados que é com tudo isso que me sinto realizada, na esperança que dias melhores virão cheios de saúde, oportunidade de enfrentar muitas coisas daqui pra frente. Por quê? Sou forte decidida inteligente e muito humana.
Quero que todos passem a me conhecer, que a cada dia eu mostre prazer de amizade e leve um sorriso e oportunidade de ser feliz. Não sou o criador, mas farei o possível e o impossível do que ele nos ensinou.

Maria Cicera da Silva
Plataforma Freire- UNEB/DCH III

3 comentários:

Unknown disse...

legal seu texto e sua história,vc pode se considerar uma pessoa vitoriosa porque diante de tantos conflitos ficou sua alegria que esta presente em tdos os lugares e exemplo pra tanta gente que sempre teve tdo e vive amargo e distribuindo fél mas vc sempre mel,valeu cícera bjus!!!e vai em frente q na frente tem mais gente!!!

Andréa Merquiades disse...

O seu texto não é novidade pra mim uma vez que, conheço vc há algum tempo. Mas que foi bacana vc compartilhar um pouco da sua história com agente foi! Assim quem só conhecia o seu lado brincalhão ficou conhecendo a pessoa guerreira que vc é; que apesar das tribulações que passou não perdeu a alegria de viver continue em frente que você é 10!
Beijos,
Andréa Merquiades.

Taciane disse...

Muitas vezes julgamos as pessoas pelo que aparentam.Os ditos como bonitos;como se fossem vazios,os chatos;pela irritabilidade que causam,os nervosos;pelo seu fervor,os engraçados;por imaginarem que não percebem a vida de forma mais séria.Pórém,o grande engano está em julgar as pessoas pelo que aparentam,pois cada um escolhe a melhor maneira de mostrar como percebe a vida...Você leva para o dia-a-dia a graça da infância que muitos perdem à proporção que vão crescendo...é saudável manter viva a criança que existe dentro de cada um de nós.Eu me alegro com você!