quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Produções Textuais - Solilóquios da Plataforma Freire - UNEB 2010

Durante as aulas de Língua Portuguesa da Plataforma Freire - UNEB/DCH III sugeri a produção textual de um Solilóquio. Uma das alunas o chamou de SOLILOUCURA,pois era a primeira vez em que elas e o jovem Wilson se deparavam com o processo de escrita deste gênero, bem como a postagem num blog. As dificuldades são inúmeras, tais como o cadastro de e-mails, do blog como seguidores, a digitação do texto no laboratório da Universidade entre outras situações como o próprio ato de escrita de questionamentos. Então, nesta primeira atividade coletiva, vale destacar o esforço das alunas que foram verdadeiras monitoras no auxílio de quem não conseguia ter o acesso tão rápido nesta ferramenta e dos demais no cumprimento desta atividade que se tornou prazerosa.
Espero que haja muitos comentários.
Professora Antonise. Juazeiro, 17/11/2010.



1. E o meu tempo?


Com a disciplina Língua Portuguesa, pude perceber algo que não fazia há muito tempo. Parar um pouco e olhar para dentro de mim. Foi quando entendi que não estava encontrando tempo para cultivar os laços da amizade que ao longo do tempo havia conquistado.
Hoje, me veio à lembrança a imagem da minha melhor amiga de infância, ela tinha uma aparência frágil, era preciso muita cautela para tratá-la, qualquer coisa a desmontava. Crescemos juntas, curtimos diversas aventuras, crescemos... E nos distanciamos. Por quê? Se não mudamos de cidade?
E aí o “destino” novamente nos coloca no mesmo caminho. Passamos a leciona no mesmo colégio, e então ela voltou a ser a minha melhor amiga, agora na fase adulta, mais continuava um cristal.
Tivemos uma nova oportunidade, pensei comigo mesma, dessa vez vai ser diferente, estaremos juntas em todos os momentos da fase adulta, por que se a vida nos proporcionou um novo encontro, é porque nossa história está incompleta. Então nos permitimos reviver momentos felizes, falamos dos nossos amores (realizados e frustrados). Sentimos as mesmas dores de perdermos, pais, amigos e irmão. E nesses momentos difíceis uma apoiava a outra. Será que minha missão com relação a essa amizade era ser seu porto seguro? Ajudá-la a segurar a onda?
Ela perdeu o pai, a mãe, o filho e o irmão e eu estive sempre ao seu lado.
Esse ano ela perdeu o marido. E eu não pude este ao seu lado?
Será que eu fracassei como melhor amiga? Será que a minha falta de tempo me tornou uma pessoa egoísta?
E uma vez alguém já me disse. Quem não tem tempo para os amigos, não tem tempo para Deus!


Edineide Oliveira
Plataforma Freire - UNEB/DCH III- Juazeiro/BA

Nenhum comentário: