segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Paródias: Saudades da Infância.

A partir da leitura do poema "Meus Doze anos", releitura do texto "Meus oito anos" de Casimiro de Abreu, os alunos de Enologia produziram suas impressões sobre a saudade de um tempo não muito distante, já que eles estão vivendo os anos de ouro da juventude.
Inicialmente, segue o texto de Chico Buarque, logo depois as produções realizadas em sala de aula.

Poema: Doze anos

Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
Dar banda por aí
Fazendo grandes planos
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca

Ai, que saudades que eu tenho
Duma travessura
O futebol de rua
Sair pulando muro
Olhando fechadura
E vendo mulher nua
Comendo fruta no pé
Chupando picolé
Pé-de-moleque, paçoca
E, disputando troféu
Guerra de pipa no céu
Concurso de pipoca.
Por: Chico Buarque.

Versão
Doze anos
Por Leovando Soares
Turma: VE 05 Enologia - IF Sertão Pernambucano

Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Saudade que mata
Brincava por aí
Fazendo besteiras
Conversando leseiras
Quebrando vidros e
Até torneiras

Chutando latinhas e
Brincando de médico
Com as menininhas
Ai, que saudades que eu tenho.

Por: Leovando Soares
Infância querida

Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus dias de criança
Que saudade ingrata
De não fazer nada por ai
Fazendo grandes brincadeiras
Brincando de pau da lata
Brincando com os vizinhos
Passarinhando à noitinha
Brincando o dia todo
Tentando rodar pião
Jogando bolinha de gude
E louca para crescer logo
Mas, que decepção!

Maria das Graças - VE 05 - Enologia -IF Zona Rural

Grande foi minha surpresa ao ler este outro texto de Maria das Graças a partir da releitura do poema 'Ismália' de Alphonsus de Guimarães. Resolvi, então, dar-lhe um título. Os leitores poderão sugerir outros títulos, bem como parabenizar nossa querida autora.

Paródia ( O vinho veio pra brilhar)

Quando o vale cresceu
Por causa do seu terror...
Viu-se uma uva nascer
Viu-se outra uva brotar.

Num sonho em que se colheu,
Todos quiseram provar...
Queria colher-se a moscatel
E também a Syrah...

E num descuido seu
Todos vieram chupar
Gostaram da moscatel
Mas preferiram a syrah...

E como a uva se desenvolveu
Quiseram averiguar...
Primeiro descobriram a moscatel,
E depois a syrah...

As uvas que Deus nos deu
Melhoraram e querem melhorar
Seu suco ganhou troféu
E seu vinho veio pra brillhar...

10 comentários:

O MAGO DA NOITE disse...

O que mais eu poderia dizer a respeito além de que sempre amei Ismália e agora amo a uv do vale do são francisco que em breve vai ser trancada numa torre vai enloquecer e se jogar ao mar,
rsrsrsr!!!!!!!!
amei seu texto XUXA

Anônimo disse...

João, parabéns pelo texto, sempre imprevisível, sempre comovente...
e Graça, realmente não sabíamos que nessa turma tínhamos tantos amantes da poesia
abraço

Val Soares disse...

O poema de Leovando tá engraçado rsrs
Maria das Graças parabéns pelo poema, bem criativa...

Unknown disse...

"O nosso Vale tem o seu jeito próprio para o cultivo da videira e elaboração de ótimos vinhos. Jeito que pode nos tornar um ponto de referência em elaboração de vinhos jovons do século XXI. E o poema ilustra de forma criativa e inteligente essta condição"...

Unknown disse...

Hó Leovando você está de parabéns pela sua criatividade, mas é de parabéns mesmo, está um poema incrível. O texto de Maria das Graças, realmente, é brilhante, uma criatividade imensa, parabéns Maria. João, seu texto também está muito bonito, você também está de parabéns. Estes textos mostram que na nossa turma, VE-05, têm muitos poetas, pessoas que têm um dom, mas não tiram proveito dele. Professora Antonise, a senhora também merece nossos agradecimentos por despertar, dentro de cada um dessa turma, o interesse pelos textos e poemas, os quais não tínhamos conhecimento, mas que agora desfrutamos de cada um deles. Um abraço a todos.

O MAGO DA NOITE disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Leovando, você teve uma infância bem levada. Um malandro em versão infantil. Quebrava tudo, cara.

Unknown disse...

Quando eu digo que sou fã desse cara ele não acredita... rsrsr .. sua infância só não foi melhor q aminha .. srsrsrrs .. meus parabéns cara!!!

Murilo Cheng Siebra disse...

é um texto melhor que o outro um mais divertido e mais emocionante que o outro... uma forma de conhecer mais as pessoas da nossa turma uma das melhor...

Daynara Aparecida disse...

Ótimos poemas.
O da uva/vinho então.. nem se fala.
O que amamos sempre vira inspiração, né?

Sucesso VE - 05!!
Sucesso enólogos!