segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma vida contestada
Parei para refletir sobre como a vida poderia ser contestada, me vi fazendo coisas e não entendendo o porquê.
Às vezes fazemos coisas e não temos uma base do porque fazemos, fazemos apenas pelas circunstancias que as trouxe. É nessas horas que me pergunto, porque o fazes, será que vale a pena, são perguntas que me vem a cabeça mais nem sempre consigo a resposta. O pior é que as pessoas às vezes acreditam no que fazemos, o que dificulta uma interrupção do mesmo, o medo de decepciona-las nos tira a coragem de interrompê-las, o que me faz aprender a conviver. Mais nem com isso conseguimos eliminar o porquê, acrescentamos apenas um “consigo”.
Antes de dormir ponho minha cabeça no travesseiro e não consigo enxergar a importância do dia que passa, talvez porque ele nunca passa, apenas se renova a cada dia. Na aceitação de uma vida que não me traz autoestima aprendi a repetir meus dias adaptando apenas ao seu meio. Mais, um dia vem a contestação, vejo que escrevi paginas em branco, algo não está completo, o tempo passou e eu não vi as horas, o livro fechou mais não consegui leitores.
Na contestação, vi que algo ficou, aprendi que elas me ajudam a evoluir, onde antes não havia vírgulas botei um ponto final.

Anderson Bezerra
VITICULTURA E ENOLOGIA - VE06

Um comentário:

Alef Braga disse...

Um texto melancólico eu diria.
Bem no meu estilo de escrever, por isso, mesmo sendo um pouco suspeito em falar.
Gostei bastante!
Sua forma um tanto filosófica de escrever, trás ao leitor uma nova maneira de pensar sobre a contestação da vida.

",vejo que escrevi páginas em branco,..." uma

Boa frase, marcante!

",onde não havia vírgulas botei um ponto final."

Outra frase que simplesmente adorei.

Só uma dica, atente-se mais à pontuação, vírgulas e etc. Se averiguasse isso com bastante carinho, daria a seu texto um brilho inestimável.

Gostei ^^