quinta-feira, 21 de julho de 2011

Novos temas suscitam a criatividade dos alunos e alunas


Eu sei... Você pensa

Pensa que não sou capaz.
Que não vou conseguir.
Que irei desistir
Eu sei... Você pensa.

Pensa que a verdade não é absoluta.
E que mesmo que eu viva, será sempre uma luta.
Pensa que acreditar, não é o mesmo que sonhar.
Que é o ínfimo teor do ser, só pela ânsia do saber.
Sim eu sei... Você pensa.

Pensa que pelo modo que eu me expresso.
Mostro que não sou singelo.
E que vivo em uma ficção contínua, entre tristeza e alegria
Demonstrando ter prazer em entender essa magia.
Eu vejo, eu sei... Você pensa.

Pensa que pelo meu modo de ser
Defino as características do meu viver.

Acredita mesmo na veracidade da minha transparência?
Sabe mesmo que eu mostro ser quem sou
no decorrer da minha vivência?
Tu ainda vives na reles ilusão
que eu sou o que você pensa?

Transcendendo barreiras, vivendo a magia e misturando a alegria.
Eu jamais serei o inócuo ser que você acha que eu sou. 
Surpreenderei em mostrar que o parece ser, já não é.
E o que é, já não parece ser.
Pois sim... Eu sei, eu vejo, eu sinto... Você pensa.

Autor: Alef Braga
TH 11

A poesia transformada



   Às vezes, quando paro para pensar

 Às vezes, quando paro para pensar,
vejo o tempo passar e a beleza do luar, 
às vezes, quando paro para pensar.

 Às vezes, quando paro para pensar,
 quero amar sem medo de errar,
 mas devendo sempre estudar,
às vezes, quando paro para pensar.

 Às vezes, quando paro para pensar,
vejo o presente na minha frente, o passado
nas minhas costas, e um futuro que comigo nao hà quem possa,
 às vezes, quando paro para pensar.

 Às vezes, quando paro para pensar,
o tempo passa ligeiro por aqui e já é hora de me despedir,
às vezes, quando paro para pensar. 

Gleuber Gonçalves 
TH 11



Às vezes, quando anoitece

                                                                  Mackson Xavier

Às vezes, quando anoitece
Tento não me preocupar
Com o outro dia, que logo chegará
Às vezes, quando anoitece

Às vezes, quando anoitece
Problemas a todo momento
Não saem do pensamento
Às vezes, quando anoitece


Às vezes, quando anoitece
Não me deixo abater
Com fé e perseverança
Sei eu posso resolver
Às vezes, quando anoitece


MACKSON XAVIER LIMA DA SILVA
TECNÓLOGO EM HORTICULTURA – TH 11
IF -ZONA RURAL




quarta-feira, 20 de julho de 2011

Interpretações do Poema: " Às vezes, de noite". Sérgio Caparelli

Um dos objetivos principais do uso do blog em sala de aula é que esta ferramenta não é uma entidade fixa, mas depende de mudanças na sociedade e no tempo. Alguns gêneros textuais desaparecerão, outros nascerão. Talvez alguns se transformem. Os textos produzidos por nossos alunos e alunas ultrapassaram a indicação sugerida em sala de aula e nos surpreenderam. É desta maneira que p gosto pela escrita começa: com empenho e vontade de se expressar.

POEMA 01
A certeza é o futuro
                      Mayane Karolinne 

Às vezes, sozinha
Adormeço a pensar, e o amanhã virá
 Do jeito que imaginei?
Talvez, não sei
Às vezes, sozinha.

Às vezes, a realidade
Manda-me um recado
Dizendo que o medo é passado,
Que tudo mudou, o sol já raiou
Às vezes, a realidade.

Aí vem a alegria
Cheia de euforia
Nem pede licença, em pleno meio dia
Aí vem a alegria,

A certeza é o futuro
E o presente se tornou passado, vacilei, pisquei os olhos no momento errado.
E assim continuo a me perguntar, se o amanhã virá
Do jeito que imaginei?
Ainda não sei,
A certeza é o futuro.

Curso Agroecologia - Superior -
Instituto Federal  de Educação -Zona Rural
POEMA 02

Às vezes, de madrugada

                                                Matheus Alencar


Às vezes, de madrugada.
Não consigo dormir
Pois o amanhã não sei o que está por vir
Às vezes, de madrugada.

Às vezes, de madrugada.
A mente parece uma novela
Todos os problemas passam nela
Às vezes, de madrugada.

Às vezes, de madrugada.
Reflito bastante
Pois a vida de hoje não é como a de antes
Às vezes, de madrugada.

Às vezes, de madrugada.
Me posto diante do meu Senhor
Pois ele e o meu consolador
Às vezes, de madrugada.

MATHEUS ALENCAR LIMA PINTO
TECNÓLOGO EM HORTICULTURA – TH 11
IF- SERTÃO PERNAMBUCANO –
CAMPUS ZONA RURAL


POEMA 03

  •  Bruno Henrique saiu do padrão original do poema sugerido e fez um belíssimo resgate sobre o mundo de hoje:

O MUNDO QUE GIRA É IMUNDO

Oh! Mundo Cruel,
Oh! Mundo infiel,
Trabalho obrigado, sofro calado,
Só ganho trocados, sou sempre o culpado.

Oh! Mundo cruel,
Oh! Mundo infiel,
Vivo preocupado com o futuro da gente
Sempre,  fui comandando, por delinquentes.

Oh! Mundo cruel,
Oh! Mundo infiel,
Se faço uma escolha, não tenho razão,
Se for um político, pinta corrupção.

Oh! Mundo cruel,
Oh! Mundo infiel,
O nosso país só tem corrupção, talvez um dia eu tenha razão,
O pilar de tudo é a EDUCAÇÃO.

Bruno Henrique 
HORTICULTURA - TH 11
IF ZONA RURAL

POEMA 04:

  • Nesta construção poética, Adriana Santos de Horticultura TH 11 também saiu da versão original e mostrou sua capacidade de elaboração textual.
TUDO FOI UM SONHO...

Num certo dia ao amanhecer,
No jardim das ilusões,
Uma cordilheira de orgasmo se deleta,
Alimentando paixões.

Foi um sonho inesquecivelmente,
Provocando insistentemente, a minha fracassada mente,
Num certo dia ao amanhecer,
No jardim das ilusões.

Lá eu vi pessoas lindas,
Gente toda arrumada, pessoas atraentes, joias preciosas, gente de toda cor,
Num certo dia ao amanhecer,
 no jardim das ilusões.

Havia pessoas simpáticas,
Todas decoradas, fiquei até encantada,
Num certo dia ao amanhecer,
No jardim das ilusões.
Adriana Santos
HORTICULTURA TH 11



  • Às vezes, precisamos conversar melhor com os alunos e alunas para que  tenham coragem, interesse e estímulo em publicar seus textos neste blog e, em seguida, possam receber os comentários dos colegas. Incentivo e testemunho aqueles que serão audaciosos com a leitura, afinal ler é reinventar, apropriar-se dos sentidos. Professora Antonise

POEMA 05
Às vezes na calada da noite

Às vezes na calada da noite
acordo pensando em coisas,pensando como seria
a vida sem alegria
às vezes na clada da noite

Às vezes na calada da noite
infelicidade seria a base de tudo
consequências sofreria o mundo
às vezes na calada da noite

Às vezes na calada da noite
pessoas inuteis e acomodadas
sem perspectiva de nada
às vezes na calada da noite

Às vezes na calada da noite
ainda bem que não é verdade
pois, seria uma enorme fatalidade
às vezes na calada da noite
 
Ariane Costa
Horticultura TH 11

terça-feira, 19 de julho de 2011

Recebi imediatamente o texto da aluna IRIS PRISCILA - TH 11  (nova turma) como iniciativa para os demais participantes produzirem a releitura do poema "Às vezes, de noite". Estou entusiasmada. Um abraço carinhoso. Aguardarei os textos. Comentem, também.

ÀS VEZES, DE MANHÃ

Às vezes, de manhã.
Meu coração se enche de dor
Quando não vejo meu grande amor
Às vezes, de manhã.

Às vezes, de manhã.
Acordo leve como uma flor
Que em segredo se aflora o meu eterno amor
Às vezes, de manhã.

Às vezes, de manhã.
Quando vejo o amanhecer
Penso em você sem querer
Às vezes, de manhã.

Às vezes, de manhã.
Sinto-me nua
Andando sem você pelas ruas
Às vezes, de manhã.



PRISCILA IRIS DE CASTRO
TECNÓLOGO EM HORTICULTURA-TH11
IF- INSTITUTO FEDERAL DO SERTÃO PERNAMBUCANO –
CAMPUS ZONA RURAL

Logo em seguida, Taianny enviou o poema abaixo:

TEXTO 2:
Às vezes, à tarde

Às vezes, à tarde,
É dia corrido.
É dia de canto, dia de ensaio, dia de ritmo.
Às vezes, à tarde.

Às vezes à tarde,
Durmo bastante.
Pois os compromissos são fadigantes.
Às vezes, à tarde.

Às vezes à tarde,
Estou em família. 
Há risos, piadas e muita comida.
Às vezes, à tarde.

Às vezes à tarde,
Visito amigos.
Faço favores, tornando meu dia mais gostoso
Às vezes, à tarde.


Aluna: Thaianny Priscilla Meneses de Brito.  TH 11 Horticultura 
 IF SERTÃO PE- ZONA RURAL

TEXTO 3:

Às vezes ao amanhecer do dia

Às vezes ao amanhecer do dia
minha janela se abre e e ouço os pássaros me dando bom dia
e me sinto feliz, pois sinto a presença deDeus.
Às vezes, ao amanhecer do dia

Às vezes ao amanhecer do dia
o vento toca minha pele sem proteção
e eu espero que o sol me ilumine
Às vezes, ao amanhecer do dia

Às vezes ao amanhecer do dia
viajo nos meus pensamentos em busca
de algo que me traga lembranças
do que um dia eu fui
Às vezes, ao amanhecer do dia.


Camilla Alves
TH 11 - Horticultura



ÀS VEZES, DE MANHÃ


Às vezes, de manhã.
Meu coração se enche de dor
Quando não vejo meu grande amor
Às vezes, de manhã.

Às vezes, de manhã.
Acordo leve como uma flor
Que em segredo se aflora o meu eterno amor
Às vezes, de manhã.

Às vezes, de manhã.
Quando vejo o amanhecer
Penso em você sem querer
Às vezes, de manhã.

Às vezes, de manhã.
Sinto-me nua
Andando sem você pelas ruas
Às vezes, de manhã.


PETROLINA, 18 DE JULHO DE 2011
PRISCILA IRIS DE CASTRO
TECNÓLOGO EM HORTICULTURA-TH11
IF- INSTITUTO FEDERAL DO SERTÃO PERNAMBUCANO –
CAMPUS ZONA RURAL


Releitura do Poema: Às vezes, de noite. Sérgio Caparelli







Estive ontem pela primeira vez com a nova turma de AGROECOLOGIA DO INSTITUTO FEDERAL ZONA RURAL EM PETROLINA. Deste primeiro contato, discutimos sobre o tema  O papel da linguagem, e a partir da interação dos alunos e alunas, iniciou-se a produção de poemas com o texto base - Às vezes, de noite. Autoria de Sérgio Caparelli. É um poema que exala  unicidade, capaz de expressar sentimentos, dando a seus leitores a oportunidade de  refletirem sobre si mesmos. Abaixo o poema-base:


 Às vezes de noite
Sérgio Caparelli

Às vezes, de noite,
acordo com muito medo
de alguém roubar os meus segredos,
às vezes, de noite.

Às vezes, de noite,
adormeço e no lume da vela
estou desperta e mais velha
às vezes, de noite.

Às vezes, de noite,
no meu sonho corre um rio
que me faz tremer de frio,
às vezes, de noite.

Às vezes, de noite,
me digo que sou boa, que sou meiga e que sou bela.
E cresci. E estou cega.
às vezes, de noite.