quarta-feira, 20 de julho de 2011

Interpretações do Poema: " Às vezes, de noite". Sérgio Caparelli

Um dos objetivos principais do uso do blog em sala de aula é que esta ferramenta não é uma entidade fixa, mas depende de mudanças na sociedade e no tempo. Alguns gêneros textuais desaparecerão, outros nascerão. Talvez alguns se transformem. Os textos produzidos por nossos alunos e alunas ultrapassaram a indicação sugerida em sala de aula e nos surpreenderam. É desta maneira que p gosto pela escrita começa: com empenho e vontade de se expressar.

POEMA 01
A certeza é o futuro
                      Mayane Karolinne 

Às vezes, sozinha
Adormeço a pensar, e o amanhã virá
 Do jeito que imaginei?
Talvez, não sei
Às vezes, sozinha.

Às vezes, a realidade
Manda-me um recado
Dizendo que o medo é passado,
Que tudo mudou, o sol já raiou
Às vezes, a realidade.

Aí vem a alegria
Cheia de euforia
Nem pede licença, em pleno meio dia
Aí vem a alegria,

A certeza é o futuro
E o presente se tornou passado, vacilei, pisquei os olhos no momento errado.
E assim continuo a me perguntar, se o amanhã virá
Do jeito que imaginei?
Ainda não sei,
A certeza é o futuro.

Curso Agroecologia - Superior -
Instituto Federal  de Educação -Zona Rural
POEMA 02

Às vezes, de madrugada

                                                Matheus Alencar


Às vezes, de madrugada.
Não consigo dormir
Pois o amanhã não sei o que está por vir
Às vezes, de madrugada.

Às vezes, de madrugada.
A mente parece uma novela
Todos os problemas passam nela
Às vezes, de madrugada.

Às vezes, de madrugada.
Reflito bastante
Pois a vida de hoje não é como a de antes
Às vezes, de madrugada.

Às vezes, de madrugada.
Me posto diante do meu Senhor
Pois ele e o meu consolador
Às vezes, de madrugada.

MATHEUS ALENCAR LIMA PINTO
TECNÓLOGO EM HORTICULTURA – TH 11
IF- SERTÃO PERNAMBUCANO –
CAMPUS ZONA RURAL


POEMA 03

  •  Bruno Henrique saiu do padrão original do poema sugerido e fez um belíssimo resgate sobre o mundo de hoje:

O MUNDO QUE GIRA É IMUNDO

Oh! Mundo Cruel,
Oh! Mundo infiel,
Trabalho obrigado, sofro calado,
Só ganho trocados, sou sempre o culpado.

Oh! Mundo cruel,
Oh! Mundo infiel,
Vivo preocupado com o futuro da gente
Sempre,  fui comandando, por delinquentes.

Oh! Mundo cruel,
Oh! Mundo infiel,
Se faço uma escolha, não tenho razão,
Se for um político, pinta corrupção.

Oh! Mundo cruel,
Oh! Mundo infiel,
O nosso país só tem corrupção, talvez um dia eu tenha razão,
O pilar de tudo é a EDUCAÇÃO.

Bruno Henrique 
HORTICULTURA - TH 11
IF ZONA RURAL

POEMA 04:

  • Nesta construção poética, Adriana Santos de Horticultura TH 11 também saiu da versão original e mostrou sua capacidade de elaboração textual.
TUDO FOI UM SONHO...

Num certo dia ao amanhecer,
No jardim das ilusões,
Uma cordilheira de orgasmo se deleta,
Alimentando paixões.

Foi um sonho inesquecivelmente,
Provocando insistentemente, a minha fracassada mente,
Num certo dia ao amanhecer,
No jardim das ilusões.

Lá eu vi pessoas lindas,
Gente toda arrumada, pessoas atraentes, joias preciosas, gente de toda cor,
Num certo dia ao amanhecer,
 no jardim das ilusões.

Havia pessoas simpáticas,
Todas decoradas, fiquei até encantada,
Num certo dia ao amanhecer,
No jardim das ilusões.
Adriana Santos
HORTICULTURA TH 11



  • Às vezes, precisamos conversar melhor com os alunos e alunas para que  tenham coragem, interesse e estímulo em publicar seus textos neste blog e, em seguida, possam receber os comentários dos colegas. Incentivo e testemunho aqueles que serão audaciosos com a leitura, afinal ler é reinventar, apropriar-se dos sentidos. Professora Antonise

POEMA 05
Às vezes na calada da noite

Às vezes na calada da noite
acordo pensando em coisas,pensando como seria
a vida sem alegria
às vezes na clada da noite

Às vezes na calada da noite
infelicidade seria a base de tudo
consequências sofreria o mundo
às vezes na calada da noite

Às vezes na calada da noite
pessoas inuteis e acomodadas
sem perspectiva de nada
às vezes na calada da noite

Às vezes na calada da noite
ainda bem que não é verdade
pois, seria uma enorme fatalidade
às vezes na calada da noite
 
Ariane Costa
Horticultura TH 11

2 comentários:

Alef Braga disse...

Me apeguei a alguns textos aí.
Bastante diversificado o estilo de escrita, mas um deles me chamou a atenção pelo modo melancólico e nostálgico até, de escrever. O texto de Mayanne Caroline, interessantíssimo.

Alguns textos me chamaram a atenção pelo modo como foram colocados, o texto: "O Mundo que Gira é Imundo". É bastante marcante, pelo fato da expressão de revoltar que o autor explicíta.


Já o texto "Tudo foi um sonho." Tem um tom mais belo de escrita, uma forma mais suave, e mais cognitiva até.

O texto "As vezes de madrugada".

Demonstra um tanto de melancolia/sofrimento, não sei bem, mas chamou a atenção.

^^

Aline Duarte disse...

Na verdade todos estam interessantes, mas o poema de Bruno, ta massa!
Ps: e haja cueldade...rs,ta massa!!!
=)