terça-feira, 26 de junho de 2012

O aroma natural do Instituto Federal Sertão PE - Campus Rural



O exercício foi gratificante e trouxe o desejo de realizar práticas de linguagem em outros contextos de aprendizagem. Compartilho com os colegas esta experiência porque, muitas vezes, nós, do ensino de Ciências Humanas delimitamos nossas estratégias de Ensino ao espaço acadêmico, teórico, quando nossos estudantes querem outras possibilidades.  Professora Antonise - 26/06/2012.



Deus em sua magnitude nos presenteou com todas as maravilhas que ele criou; e deu ao ser humano a alegria de está inserido a todas essas maravilhas.
Segundo São Francisco de Assis, devemos admirar o belo e foi assim que fizemos, e saímos do nosso eu, do nosso egocentrismo, da sala de aula, e fomos além mar. 

Percorremos o campo, contemplando cada criação de Deus, das pequenas coisas até as grandes, e percebemos que cada uma é especial e tem seu papel na vida, na mãe natureza, cada uma tem seu brilho, sem sobrepor o outro.

O encanto e aroma matinal traziam um ar de reflexão e paramos para escutar o vento a embalar as plantas, senti-lo tocando na nossa face; escutar o cantar dos pássaros, ouvir o som da água, que esta a correr, e aprender assim como ela, que a nossa vida devemos contornar os problemas e não parar diante deles.

Débora Samira - VE 07

CURTA "VIDA MARIA"



Apreciação sobre o curta-metragem

Como um ciclo que nunca tem fim, Maria foi o nome dado a várias mulheres de uma mesma família e várias gerações.

Por falta de oportunidade e conhecimento essas mulheres viviam apenas para cuidar das obrigações da casa e dos filhos. Como nenhuma delas teve atitude de continuar estudando, não conseguiram aprender, alem do nome, mais conhecimento que pudessem quebrar o ciclo vivido por tantas vitima.

O que uma vivia na infância quando adulta fazia o mesmo com a filha e assim esse tratamento foi transmitido ao longo das gerações.

Isso mostra que muitas pessoas ainda podem está sofrendo com essa desigualdade, sem ter oportunidade de adquirir conhecimento e buscar melhores condições de vida.

O conhecimento é o primeiro passo para libertar uma pessoa de uma vida sofrida e sem condições de melhora. 

Maria Ingrity e Camila Gomes - VE 07

TEXTO:

O curta-metragem Vida Maria retrata a vida de Maria José, uma menina que é obrigada pela mãe a largar os estudos e ir trabalhar, para o sustento da família. O enredo se passa no sertão do Ceará, mostrando a falta de perspectiva de uma vida melhor para a jovem criança e demais personagens.

Com o decorrer do filme, as etapas da vida de Maria José vão sendo mostradas: juventude, fase adulta e envelhecimento. Todas essas fases, regadas a muito sofrimento.

Ainda idosa, com seus oito filhos, Maria José comete o mesmo erro de sua mãe: põe a única filha que ela teve para trabalhar.O curta termina com a cena de um velho caderno, sendo folheado pelo vento. Nesse caderno, continham desenhos e nomes das “Marias” daquela geração. Esse ciclo parece continuar ainda nos dias de hoje.

O documentário é bem didático, e mostra a vida de uma garota que é obrigada a deixar de estudar para trabalhar. Uma infância sendo interrompida, com ausência de diversões e conhecimentos através de leituras. Uma ausência que irá refletir mais tarde, tornando a Maria José uma pessoa ranzinza. 

O vídeo passa a mensagem que é a de nunca acomodarmos naquilo que vivemos, pois o tema do curta é um problema de todos nós e não só da Maria.

 Jonas Melo e Adriano José

A Importância da Linguagem


Destaco os textos de José Uelison, aluno de Horticultura - Superior,  porque me senti envaidecida com a singela manifestação deste jovem ao refletir sobre a linguagem. É interessante quando o professor propõe uma atividade e  tem como resultado um produto elaborado com dedicação, entusiamo e além do que foi proposto. As atividades de produção textual realmente assumem um grande valor nas aulas de Língua Portuguesa.

A Linguagem

Há muitas maneiras de nos comunicar. Por sinais; da escrita; da música; da pintura; entre outros, que também são formas de manifestar alguns sentimentos, sejam eles bons ou ruis.
Em todo instante, fazemos uso de uma forma de linguagem que estabelece uma relação de interação com algo ou alguém. E a maneira como isso acontece, revela traços próprios: de que somos; de onde viemos; o que queremos e para onde vamos, criando assim uma identidade pessoal.
Eu utilizo no meu dia a dia, uma linguagem poética; musical filosófica, para não dar ouvidos ao rufo dos tambores da insegurança, e do medo de encarar o novo, olhando com sensibilidade tudo que esta a minha volta e descobrindo que apesar dos muitos espinhos que compõe o mandacaru, ao cheiro das águas ele desabrocha lindas flores de perfume particular.
Crio conceitos; reformulo preconceitos, baseando-me na interação com os meios. Através de múltiplas linguagens, escrevo uma historia pessoal e coletiva; preservando  culturas que me  fazem  lembrar  de minhas raízes plantadas no mural de minhas memórias.  
                                                                José uelison da silva TH12

Olhos de alquimia


Todos os dias, temos que encarar o novo, o desconhecido, e muitas vezes isso nos causa medo. Mas é o medo que chama a coragem, que mostra para nós que podemos o que queremos.
Temos duas alternativas: encarar os novos desafios; criando forças que espantem os fantasmas que insistimos em deixar ficar conosco, ou fugir mostrando que nossa força de vontade é menor que a coragem para usar nossa capacidade de superação.
Tudo vai depender do ângulo que queremos enxergar. Quando começamos a olhar para algumas coisas que ate então não dávamos atenção, e por isso não tinham valor ou significado, descobrimos que a vida só faz sentido porque elas existem.
Assim, podemos olhar para uma pedra, e ver um travesseiro; uma cadeira; um empecilho. Passamos a ver uma pessoa simples e enxergamos um anjo, que leva as pessoas que estão ao seu redor para um vôo mágico ao sabor do vento, sem ter asas.
Podemos ter um problema, e descobrir que ele não é motivo para desistir; mas a oportunidade de usarmos habilidades que desconhecemos ter, para solucioná-lo.
Quando contemplamos o céu e aguçamos nossa visão, não o vemos apenas como um grande espaço azul cheio de fumaça; descobrimos que  é um grande mural de Deus onde ele escreve as nuvens que falam e ensinam conselhos.
          
 José Uelison da Silva -  TH12








O Pequeno Barco de Velas Brancas


No início de cada semestre, seleciono textos reflexivos para as primeiras aulas e foi num momento de longa espera no aeroporto de Maringá(PR) em janeiro passado (2012) que encontrei, folheando uma revista, este lindo texto de Rubem Alves. Imediamente guardei-o como nós, professores, sempre fazemos ao encontrar um material para ser utilizado em nossas aulas e foi o que fiz.
Aqui, um fragmento para inspirar nossos leitores. Meus alunos e alunas também desenharam, falaram, soltaram suas impressões sobre o tema em diversos contextos e salas de aula - Ensino Médio, Cursos Superiores, etc. 
Ressalto que este meu sentido de posse ao dizer "meus alunos e alunas" é porque sinto saudades dos momentos convividos com pessoas que tanto ressignificam a minha profissão, dai o pedido de desculpas se eu for mal interpretada.  Professora Antonise

 FRAGMENTO DO TEXTO ORIGINAL:

  O pequeno barco de velas brancas  - RUBEM ALVES  http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/r_alves/id180703.htm
 
Nasci nas Minas Gerais. Minas não tem mar. Minas tem montanhas, matas e tem céu. É aí que me sinto em casa. Uma babalorixá, sem que eu perguntasse, me revelou que meu orixá era Oxossi, o guarda das matas. Acreditei. E, por causa disso, quase fiz uma loucura. Estava no aeroporto, vi uma loja de arte, entrei para ver, e o que vi me fascinou: uma coleção de máscaras de orixás, assombrosas, fascinantes.
Entre elas, a máscara do meu orixá, Oxossi. Perguntei o preço. Muito cara. Mas eu estava em transe, enfeitiçado. Puxei o talão de cheques. "Vou levar", eu disse para a vendedora. "O seu cartão de embarque, por favor", ela disse. Mostrei. "Mas o seu vôo é doméstico. E essa loja só vende artigos para vôos internacionais." Saí triste, sem o meu Oxossi.
Minas não tem mar. Lá, quem quiser navegar tem de aprender que o mar de Minas é em outro lugar. "O mar de Minas não é no mar./ O mar de Minas é no céu,/ pro mundo olhar pra cima e navegar/ sem nunca ter um porto onde chegar." Acho que é por isso que em Minas nasce tanto poeta. Poeta é quem navega nos céus.
Comecei a navegar no mar de Minas quando era menino. Me deitava no capim e ficava vendo as nuvens e os urubus. Pensava poesia sem saber que era poesia. A Adélia diz que poesia é quando a gente olha para uma pedra e vê outra coisa. Como no famoso poema do Drummond, "No meio do caminho havia uma pedra..." Estou certo de que essa pedra que ele via era outra coisa cujo nome ele não podia dizer.           [...]



TEXTOS REFLEXIVOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS E ALUNAS:

1.Diego Brito - TH 12

 É sempre possível deixar o barco atracado ou só navegar nas baías mansas. Ai não há perigo de naufrágio. Mas não há o prazer do calafrio e do desconhecido, pois nossa vida é  feita de escolhas, e muitas  vezes ao ter que fazer escolha, a primeira coisa que vem a cabeça é não ter que ficar longe de casa, da família, dos amigos e também o medo de não conseguir, ou melhor, fracassar. Mas como o mar é perigo e naufrágio para quem tem medo de navegá-lo; é  a  aventura, para quem o navega. Assim também é a vida perigosa para quem tem medo de enfrentá-la, mas para quem a enfrenta é a maior aventura e um grande passo.      



2. Camila Gomes - VE 07

Sinto-me assim, um pequeno barco de velas brancas que não sabe ao certo aonde vai, só quer chegar a um lugar determinado. Pensando bem, somos um barquinho que para navegar, precisa da força dos ventos, assim como nós precisamos colocar fé e otimismo em tudo que iremos fazer, um barco feito com muito amor e que, ás vezes, teimoso, entra em furadas, mas nada que não se possa resolver, nem tudo são flores.
Na vida, passamos por muitas aprovações, aprovações boas, aprovações ruins, não importa, o que importa mesmo é saber passar pelas dificuldades com a cabeça erguida, sem fraquejar, sem desistir, assim como o barquinho pode passar por tempestade sem naufragar. Passada a dificuldade, é gratificante vê-las acabar por causa da nossa determinação e paciência e não porque alguém resolveu para nós, a gente pode e deve ser o marinheiro da nossa embarcação.
Nós que escolhemos deixar o barco atracado ou navegar mar à dentro, que no caso, esse mar é a vida, que sempre quer mais de nós, que existe calmaria, ondas e até tsunamis, cabe a cada um, saber levá-lo com segurança, sem deixá-lo ir a fundo para que na hora de jogar a ancora, olhar pra trás e dizer: Graças a Deus, no final deu tudo certo!
 Devemos tomar conta do nosso barquinho antes que seja tarde demais.


3.  Fernanda dos Santos Nogueira - VE 07

A vida é cheia de sonhos e vontades, sabendo que nada conseguimos com facilidade e sempre encontramos obstáculos assim como esse menino que tinha um desejo enorme de conhecer o mar. Mas como em Minas Gerais não tinha mar, Rubem Alves começou a observar que o mar de Minas Gerais era de outra forma, através da imaginação como olhar para o céu a navegar.
Navegando sempre, vendo coisas e transformando em outras, tendo como mestre de navegação os urubus que se deixam ser levados pelo vento. Mas quando se mudou para o Rio de janeiro conheceu realmente o que era o mar e ficava a ver os barcos de velas brancas levados pelo vento e viu que apesar do mar encantar ele também esconde grandes perigos.

Assim como na vida, somos um pequeno barco de velas brancas a navegar e que deixam ser levados pelo vento, mesmo com os grandes perigos a encontrar, que nem sempre o mar é calmaria, às vezes tem tempestades e ainda continuamos a navegar pelo puro prazer de entrar na mar. Persistindo em algo que não conhecemos, mas buscando forças.

4. Arlete Ribeiro do Nascimento - VE 07

A vida é o retrato da complexidade. No qual somos designados como um pequeno barco à vela perdido a navegar na imensidão do mar, em busca de um simples porto para ancorar. Mar com suas imensas ondas de problemas, e tentando o pequeno barco a afundar, e ele que abre suas velas, para da tempestade se afastar, mas apesar de todo o caus, segue em busca de um mar sereno e repleto de soluções a procura da normalidade da vida.Retornar e apreciar a beleza da existência de ser livre ao navegar e o mar de felicidade regressar.



5. PRODUÇÕES DO CURSO DE PEDAGOGIA - PARFOR - CURAÇÁ/BA:
 



6. Débora Samira - VE 07


A vida se comparada a um barco, nos dá duas opções: a de ficar atracado à margem, completamente inerte, ou a de está em alto mar, mas é claro que estando suscetível a grandes perigos.
E a mágica da vida está propriamente dita no movimento, nas oscilações, que nos embala a sair da inércia, para adentrar as variações da vida, sendo que ao passo que nos traz felicidades, prazeres entre outros, também nos trará momentos de perigos, de angústias, de sofrimentos, apesar dessas marés baixas, não devemos lançar ao mar nossa âncora e simplesmente parar.
Assim, e de forma firme, a vida nos remete a tomar as nossas decisões diante dela e mediante os nossos anseios e persistências e assim fazer com que os nossos objetivos se tornem a bússola a nos guiar nesse mar, que é a Vida.  

terça-feira, 19 de junho de 2012

"A Linguagem é rica, influencia nossa identidade"

 Quando refletimos sobre a relevância da Linguagem, descobrimos sua beleza, formas e passamos a acreditar na força que as palavras assumem. As redes sociais despertam o sentido da escrita como uma das possibilidades de visualização do pensamento dos alunos e alunas. Imensa é a dedicação dos estudantes quando comentam os textos. 
Verdadeiramente, começam a pensar, a traduzir sentimentos em escrita.
Professora Antonise

TEXTO : Valéria Souza  -TH12

 LINGUAGEM


A linguagem é rica, pois apresentar uma variedade linguística, seja ela falada escrita, com gesto, como é o caso da mimica que é uma forma de linguagem que não precisa de uma só palavra, para conseguimos entender a mensagem que o mímico quer passar.
A comunicação é muito importante, pois é ela que move o mundo, porque a linguagem está em tudo, desde uma dança até  a televisão.A linguagem também influencia a nossa identidade, pois ela muda nossa maneira de pensar, de agir, de acordo com a nossa língua e também com a nossa cultura .
É essa beleza da linguagem não está presa a regras, a cada momento descobrimos novas formas de nos comunicar com outros indivíduos, como é o caso das redes sociais. Assim dá aos falantes ou não o poder de criação e liberdade.

TEXTO de Dédora Raquel -  TH12
 A importância da linguagem
A linguagem permite estabelecer relações entre tudo aquilo que se distingue e dá sentidos diferente as coisas.Ao falar se reconhece que o individuo não só descreve o que observa, mas atua no mundo e faz com que certas coisas aconteçam. Por meio da linguagem o homem também pode modificar suas relações com os demais e desenvolver sua própria identidade. A comunicação é um grau de desenvolvimento de uma sociedade, é por meio dela que o homem expressa sentimentos, ideias, conceitos, bem como evolui como ser humano interativo que ensina e aprende em contato com o outro.Como Jovem ativo posso perceber que a linguagem é um suporte ao ser humano, pois através de gestos, falas, códigos, escrita podemos demonstrar o universo de emoções, sentimentos, expressar as ideias que rodeiam nossa mente.

TEXTO DE  Gabrielle Silva de Freitas Ferreita - TH12

A escrita, o diálogo, o pensamento, são peças fundamentais nos labirintos que a vida nos proporciona. O quanto é importante uma base sobre uma boa linguagem? – Muito importante basicamente, tudo depende da maneira a qual nos relacionamos com as outras pessoas.
Quando citamos “linguagem” observamos que a palavra-chave é língua, que tem como função a fala, e, através da fala interagimos, ou seja, linguagem é o modo de interação entre pessoas, com o mesmo pensamento, ou não. Já que muito dificilmente que todos cheguem a pensar do mesmo modo, pois já inclui a esses pensamentos a forma com que cada um tem sua base de cultura, princípios, valores familiares e etc.
Logo achei interessante a frase: "A língua é uma coisa de tal modo distinta que um homem privado do uso da fala conserva a língua, contato que compreenda os signos vocais que ouve." (Saussure).
 
TEXTO DE DIEGO SOUZA - TH 12

A linguagem é um bem comum a todos, determinante territorial e cultural de um povo.
Nenhuma outra característica distingue tão bem o homem dos brutos animais como o domínio da linguagem. Ela é o eixo central do desenvolvimento social e cultural da humanidade, pois é o que possuímos  para expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos.
A linguagem enquanto sistema de comunicação é fundamentalmente diferente e muito mais complexa do que as formas de comunicação das outras espécies, já que se baseia em um diversificado sistema de regras relativas a símbolos para seus significados, resultando em um número definido de possíveis expressões inovadoras a partir de um finito número de elementos.