sábado, 9 de junho de 2012

Leitura de autores estrangeiros


OS TEXTOS APRESENTADOS  FORAM PRODUZIDOS APÓS A LEITURA DE UMA OBRA ESCOLHIDA PELOS ALUNOS. Os temas e gêneros distintos são resultado do gosto de cada um. Apenas solicitei que fizessem uma resenha e evitassem as cópias prontas da internet, de outros livros. Assim, teremos a oportunidades como leitores do blog Tempo da Palavra de conhecer várias obras de diferentes épocas. PARABÉNS A TODOS OS ALUNOS E ALUNAS QUE CUMPRIRAM A ATIVIDADE COM PRAZER E ENTUSIASMO.
1. TEXTO DE THAIS MARCZUK   - ENOLOGIA 

RESENHA CRÍTICA

DOSTOIÉVSKI, Fiódor, 1848 – Noites Brancas/ Tradução: Natália Nunes - vol. 682; Ilustração da capa: “La Nièce du peintre Assisse” (1932), óleo sobre tela de André Durain – 2ª Ed. – Rio Grande do Sul: L&PM POCKET 2010.

 

1. O AUTOR

 

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski nasceu em Moscou, no hospital onde seu pai, Mikhail Andriéievitch Dostoiévski, clinicava. Mikhail, apesar de imprimir uma disciplina severa à família, incentivava os sete filhos ao amor pela cultura. Em 1837, a mãe de Dostoiévski morreu precocemente de tuberculose. A perda foi um choque para o pai, que acabou mergulhando na depressão e no alcoolismo. Fiódor e um de seus irmãos foram então enviados à Escola de Engenharia, em São Petersburgo.

 

Em 1843, morreu o pai de Dostoiévski. As causas são controvertidas, e uma das versões é que o pai – que tinha fama de avaro e de violento – foi assassinado pelos servos enfurecidos com os maus tratos. Dostoiévski culpou-se durante toda a vida pelo fato de, em várias ocasiões, ter desejado a morte do pai. Essa questão da culpa, que acabou transparecendo em sua obra, foi estudada por Sigmund Freud no famoso artigo “Dostoiévski e o parricídio”, de 1928.

 

Em 1843, concluiu os estudos de Engenharia e obteve o grau militar de subtenente. Durante esses anos, dedicou-se à tradução, incluindo a obra de Balzac, um autor que ele admirava. Em 1844, abandonou o exército e começou a escrever a novela Pobre gente, obra que recebeu uma crítica positiva no seu lançamento. Foi nesta época que contraiu dívidas e sofreu o primeiro ataque epilético. À primeira obra, seguiram-se Niétotchka Niezvânova (escrito entre 1846 e 1849), Noites brancas (1848), entre outros.

 

Enquanto isso, Dostoiévski engajou-se na luta da juventude democrática russa pelo combate ao regime autoritário do Tsar Nicolau I. Em abril de 1849, foi preso e condenado; em novembro do mesmo ano, acabou sentenciado à morte pela participação em atividades antigovernamentais junto a um grupo socialista. No dia 22 de dezembro, chegou a ser levado ao pátio com outros prisioneiros para o fuzilamento, mas, na última hora, teve a pena de morte substituída por cinco anos de trabalhos forçados na Sibéria, onde permaneceu até 1854. A experiência abalou profundamente o escritor, que iniciou o romance Memórias da casa dos mortos, publicado em 1862.

 

Alguns anos antes, Dostoiévski conheceu María Dmítrievna Issáieva, viúva de um maestro, com quem se casou em 1857. Retornou a São Petersburgo em 1859, dedicando-se integralmente a escrever, produzindo seis longos romances, entre os quais suas obras-primas Crime e castigo (1866), O idiota (1869) e Os irmãos Karamazóv (1880). É também dessa época a criação da revista Tempo, cujo primeiro número apareceu parte de Humilhados e ofendidos, obra que também remete à sua experiência na Sibéria.

 

A década de 1860 é marcada por viagens pela Europa, período no qual conheceu sua grande paixão, Paulina Súslova, que acabaria o traindo. Após a decepção amorosa, Dostoiévski voltou para a esposa, que morreu logo depois.

 

Solitário, endividado e tendo de sustentar a família do irmão recém-falecido, o escritor ditou, em 1866, O jogador para a sua secretária, Anna Grigórievna, com quem se casaria depois da recusa de Paulina em reatar o relacionamento. O livro é um sucesso e colabora para restabelecer suas finanças. Logo depois de publicar Crime e castigo, viajou com a nova mulher para Genebra, onde nasceu a primeira filha do casal, que viveu por pouco tempo.

 

A partir de 1873, passou a editar a revista Diário de um escritor, na qual publicava histórias curtas, artigos sobre política e crítica literária. Em 1880 participou da inauguração do monumento a Aleksandr Púchkin, em Moscou. Na ocasião, pronunciou um memorável discurso sobre o destino da Rússia. No dia 8 de novembro do mesmo ano, em São Petersburgo, terminou de redigir Os irmãos Karamazóv. Morreu em fevereiro de 1881.

 

2. RESUMO DA OBRA

 

Em uma noite de primavera, um jovem sonhador, andando pela cidade já adormecida, se depara com uma linda moça, que chora. Ao se deparar com o jovem, a moça acaba se assustando e vai embora, mas, no entanto, um bêbado a persegue, e o tal rapaz a socorre. Com isso, eles se conhecem e combinam de se encontrarem no mesmo local e na mesma hora para prosearem.

 

No segundo encontro, o jovem conta a tal jovem misteriosa, que se chama Nástienhka, um pouco sobre sua vazia história de vida, no qual ele alega que não tem amigos, nem mesmo nunca antes havia conversado com uma mulher. A jovem se impressiona e se identifica com a história do tal sonhador, e começa a contar sobre a sua, onde sua avó que era cega costurou seus vestidos no dela, para que ela não pudesse sair de casa, pois, um tempo antes, a Nástienhka havia se envolvido com o inquilino de sua avó. Esse tal inquilino, por questão trabalhista, teve que se mudar e prometeu que voltaria à jovem um ano depois, e naquele mesmo dia, havia feito exatamente um ano que homem teria partido. O sonhador resolve escrever uma carta, pedindo satisfações ao tal homem, e assim, resolveram encontrar-se novamente na noite seguinte.

 

Na terceira noite, Nástienhka chega muito alegre, agradecendo ao sonhador por não ter se apaixonado por ela – o que não era, de fato, verdade, pois o rapaz já o fizera. A moça começa a chorar alegando que o seu amor não iria voltar e, o pobre sonhador a consola e diz que a carta ainda não chegara às mãos do inquilino. Com isso, eles se despedem e na outra noite se encontram como haviam planejado.

 

Na quarta noite, o jovem decide se declarar a moça que, já sem esperança de que seu amor volte, diz também amar o sonhador. Os dois começam a andar pela rua muito alegres, conversando sobre o futuro, quando são interrompidos por um homem. Nástienhka sai correndo em direção ao homem, ao qual era a sua paixão, e meio ressentida, volta ao sonhador e lhe dá um beijo caloroso em seus lábios. Depois, volta-se ao seu amor e vai embora.

 

O sonhador volta para casa e começa a refletir sobre sua triste vida, dizendo: “Talvez a culpa de tudo isto fosse aquele raio de sol que de súbito surgiu por entre as nuvens, para logo depois voltar a esconder-se por detrás de outra ainda mais escura, que anunciava chuva, de tal maneira que todas as coisas se tornaram ainda mais lúgubres e mais sombrias...”. E ao final indaga: “Meu Deus! Um momento de felicidade! Sim! Não será isso o bastante para preencher uma vida?”, terminando, assim, a obra.

 

 

 

 

Um comentário:

Gilvoneide disse...

A resenha está bastante interessante, foi feita de forma bem enxuta e de fácil entendimento. Pelo resumo dá para perceber que o livro é bem agradável de ler.