terça-feira, 12 de junho de 2012

O Instituto Federal Campus Rural no olhar dos Jovens




UM TOUR NO CAMPUS
                                                                 
Na saída, em frente ao prédio de agroecologia, sentamos num gramado para as primeiras, de várias, fotos. Iniciamos a caminhada, proposta em direção ao campo do campus IF. Sertão.  Já avistava as instalações para criações rurais,quando num olhar mais ao longe, à direita, no alto de um morro, observei uma igreja; achei-a bonita. A professora Antonise teve a mesma visão, comentou: ”--Olha uma igreja! nunca soube”.  Gostei, estávamos observando a mesma coisa.
Fomos direto às instalações. Mais próximos sentíamos o cheiro, para alguns, de caprinos que ali estavam. Arriscamos palpites quanto as raças confinadas naquele espaço; disse: Dorper, Ayrlan concordou, num outro, gerou uma dúvida entre Morada Nova e Santa Inês, bati o martelo, Santa Inês. E saímos. A essa altura as paparazzi, incansáveis, não paravam de clicar. Entramos num outro galpão para ver  uma criação de coelhos. Adriano, que carregava um musse ofertado pela Thays, foi proibido de entrar. Como eu o acho muito engraçado, morri de sorri. Vimos algumas galinhas, ao longe, em um outro galpão e seguimos a caminhada já nos valendo de uma guia: Arlete. Fomos  conhecer uma área de pesquisa da uva Benitaca, cultivada em  latada. Mais umas dezenas de fotos e seguimos rumo às hortas.
Caminhávamos juntos. Eu, Adriano, Maria e Marrrcia. Começamos a citar algumas plantas da caatinga: Jurema Preta, xique-xique dentre outras lá preservadas numa boa faixa de área nativa,  quando identificamos um ninho de Casaca de Couro, ave típica do nordeste brasileiro, a Marcia criada no Sum Paulo, desconhecia  de um tudo, Maria escrachava, e eu ria muito.
Gritei, apresentando aos que não conhecem a estrutura à direita:  É UM PIVÔ CENTRAL ( SISTEMA DE IRRIGAÇÃO). Lá adiante algumas rés pastavam, acreditei fossem  da raça nelore; más não disse nada.
As meninas já estavam lá na frente junto a uma plantação de café. Que  maravilha, pensei, e logo estava eu saboreando daquele fruto doce, até mastiguei alguns grãos .Seguimos pelo caminho, alguns pés de atemóia exibiam seus frutos;foi a primeira vez que as vi no pé.
Chegamos à horta convencional, fomos recepcionados pelo Sr. Manoel Fernandes, técnico responsável, que, muito simpático fez questão de nos falar das experiências praticadas ali. Falou do cultivo da menta como novidade no campus. Estava presente  na área uma turma de horticultura em aula prática. A essa altura, alguns já falavam no lanche; Antecipamos na caminhada. Eu, Adriano, Danilo e um pouco mais atrás  Ayrlan, íamos rumo aos tanques de piscicultura quando de repente um furão  cruzou o caminho, fiquei maravilhado; não sabia que tínhamos furão na nossa fauna. Outro dia no transporte até o Instituto o motorista da van comentou que um atravessara a  estrada, fiquei desconfiado. Agora estava ali; corremos na direção de onde ele passara na intenção de vê-lo mais. Sem sucesso.
Fomos ao encontro da turma que já chegava a um ponto de apoio. À sombra de um cajueiro, mais fotos, e na calçada montamos a mesa farta do lanche. A turma caprichou; café,  bolos, pães, queijo, presunto, cuscuz da Fernanda, e o musse da Thays, coloquei a garrafa de suco de caju que Antonise me incumbira de carregá-la e retirei os biscoitos da minha oferta, que ainda estavam na bolsa,  ah!  de frutas?  bananas, que só o Danilo comeu.
Na VE 07 o povo é  meio gorduroso mesmo.Depois da gulodice visitamos o canal que leva água do lago de Sobradinho ao projeto Senador Nilo Coelho ( Ver fotos neste blog)
A hora já nos mandava retornar; mais uma vez saí com Danilo e Adriano e nos antecipamos, passamos pelos tanques e quando à sombra de uma algaroba esperávamos pelo restante da turma,que parara para tirar fotos num trator,eis que surge atravessando a estrada,de volta, o furão.( que lindo,  fiquei muito feliz). Caminhamos um pouco mais  e  chegamos à pocilga onde vimos os gigantes: Landrace, Duroc Jersey..., em suas báias. Os grandões fedem pra caramba. De volta à estrada pegamos um atalho para  conhecer a casa do reitor. Nossa guia dessa vez tentou nos matar; na subida pedregosa faltou  fôlego, paramos algumas vezes, enfim  o esforço foi recompensado com o visual encantador que se tem lá do alto; vê-se o canal,aqui já citado,algumas plantações nas áreas do projeto,agrovilas, morros, e a caatinga como testemunha da evolução.
Bem, como nem tudo é alegria, durante o percurso pude observar as marcas da presença do homem, mesmo dentro dos limites de uma Instituição de ensino,o lixo é notado como sinal da falta de respeito para com a natureza e quem parte desta faz.
Retornamos à base (a biblioteca) e.pose para a última foto.  
Tchau, até a próxima aventura da VE07.  

KLEBER FRANÇA

8 comentários:

Fernanda Nogueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda Nogueira disse...

Esse passeio despertou em todos coisas boas, através de observações notadas em cada lugar, espero que aconteça outras vezes, pois a turma adorou, parabéns Kleber você fez um ótimo texto.
Fernanda Nogueira VE07

Daynara Aparecida disse...

Esse tipo de atividade é ótima pra despertar o intesse dos alunos pras coisas que, muitas vezes, passam despercebidas pelos olhos dos mesmos. Parabéns pela iniciativa, profª Antonise! A Sra, como sempre, inovando! :D

Gilvoneide disse...

O texto foi bem elaborado. Parabéns ao autor, realmente o Instituto apresenta ambientes bem interessantes e agradáveis, vai além de centro de educação e pesquisa, é um ótimo lugar para passeios educativos.....

Gilvoneide Santana. TH12

Unknown disse...

Foi um passeio maravilhoso que nos fez reecontrar raizes presas a quatro paredes, agradeço a Antonise por essa aventura!

Viviane Nunes, ve07

valeria souza th12 disse...

Quero apenas comentar que achei este texto bem humorado e bem escrito com um linguagem interessantes logo ao ler fiquei curiosa em conhecer esses lugares narrados.

yago disse...

Esse passeio despertou em todos nós sentimentos diferentes, muitas vezes fazendo me lembrar da minha infância, espera que essas aulas aconteça mais vezes.

Yago Giovanni - VE07

Unknown disse...

Foi muito bom passar a manhã com a galera em uma aula diferente, cada coisa vista foi um aprendizado diferente.