quinta-feira, 13 de setembro de 2012



AS BRINCADEIRAS DE INFÂNCIA
O dia já se preparava bem: não havia nuvens no céu. Seria quente demais! Naquele horário de início da manhã, o sol não estava tão escaldante. Esses pensamentos povoavam minha mente enquanto seguia para a Faculdade. Passei por uma professora acompanhada por vários jovens com bolas, cordas para as aulas de educação física, algo comum, aparentemente.
Fui para o segundo andar  à espera de uma colega. Meu colega Genivaldo já estava recostado numa janela; Assim que me viu, ele disse: - vem cá,  Antonise. 
Achei que era para falar de assuntos da atividade a ser realizada em seguida.Me  aproximei da janela, no segundo andar, pude ver um grande grupo de crianças e pré-adolescentes em vários pequenos grupos, brincando  de roda, peteca, bola de gude, pula corda.
O colega me chamou a atenção para a  situação, pois as brincadeiras eram resgatadas pelos estudantes e nenhum ficava parado. Era grande  interesse, sorriam bastante, recebiam orientação da professora com alegria, uma algazarra prazerosa
Fiquei admirada com a cena, afinal, aula de educação física como resgate de atividades lúdicas era impressionante.  Daquela observação, eu e Genivaldo falamos sobre as nossas infâncias e o quanto era significativo e necessário para os nossos alunos aquelas brincadeiras.
 A escola pode oferecer oportunidades de integração e construir um sentimento de prazer, de volta às práticas realizadas pelos pais, avós, sem abandonar o antigo.
Aquela professora deu possibilidades de integração e atividades bem diferentes do mundo dos jovens de hoje, pois certamente, boa parte utiliza a internet e as redes sociais como ferramenta de comunicação, mas desconhece esses hábitos de brincar.
 Senti meu coração disparar ao relembrar os dias de alegria com minhas irmãs e primos na pracinha ao lado da casa da vovó.  Genivaldo também relembrava a infância. Ficamos por alguns instantes em completo silêncio e observação.Reencontrar nossa infância nas brincadeiras de roda, de peteca, com a corda, com a bola de gude  foi uma cena inesquecível.

Texto produzido pela Professora Antonise Aquino