domingo, 16 de dezembro de 2012

A Arte da Leitura é a Releitura

Considerações sobre as atividades do blog Tempo da Palavra neste final de ano de 2012.

Agradeço a oportunidade de usar este espaço para divulgar as ações da sala de aula de Língua Portuguesa e como tenho aprendido sobre o texto literário com os meus alunos e alunas. Segundo a Professora Irandé Antunes,  nas aulas de Português, muitas vezes, se desvirtua inteiramente esse aspecto do texto literário, ( ...) desviando o olhar do aluno do encantamento que a literatura é chamada a produzir.  ( 2012:133). 

Sei que é preciso um cuidado particular em cada interpretação feita dos contos, dos poemas, mas acredito que o primeiro passo é permitir a leitura em sala de aula, ampliar para outros espaços na própria escola e, em seguida, a produção de declamações, recitais, e outros eventos.

A partir desta perspectiva, é que as atividades com o texto literário tem proporcionado a oportunidade de extrair os potenciais, talentos dos alunos e alunas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano.  

Em 2013, faremos muito mais para haver o prazer da leitura gratuita, da troca de emoções e declarações de amor na busca pelo conhecimento. Agradeço aos meus colegas professores, aos alunos de todas os níveis e séries e, principalmente, aos seguidores do  Blog Tempo da Palavra.

Território das Palavras é um novo trabalho da autora Irandé Antunes o qual aborda a importância do lêxico, das diversas palavras em suas diferentes colocações no universo da escrita. Material Pedagógico necessário a todos os professores.


                                                     
LIVRO: TERRITÓRIO DAS PALAVRAS DE IRANDÉ ANTUNES. Editora Parábola.

3 comentários:

Jose Paulo disse...

PARABENS,temos que fazer nos os alunos ater prazer na hora que lé.

Unknown disse...

TRABALHO DE AGOSTINHA MARIA E GILVANI TORRES
TURMA 3219
Uma Noite de Almirante
A história acontece em Gamboa onde morava Genoveva e seu namorado Diolindo(venta grande) e a velha Inácia que vivia na mesma casa que Genoveva.Certo dia Diolindo teve que partir em uma viagem a pedido da marinha, diante da situação resolveram fazer um juramento de fidelidade, em que ambos iam esperar um pelo outro.
Dias depois quando Diolindo chegou de viagem foi avisado que Genoveva estava com outro rapaz chamado José Diego, e que foram morar na Prainha Formosa. Seguiu para lá, e quando chegou encontrou Genoveva sozinha sentou-se e começou a conversar com ela, percebeu que José Diego não estava e começou a relembrar tudo que eles tinham vivido. Emocionada Genoveva declara que nunca deixou de ama-lo, mas por achar que nunca voltaria, resolveu procurar uma nova paixão. Ele percebendo sua fragilidade aproveitou da situação e aproximou-se dela lhe dizendo palavras lindas, tirou do bolso um presente e lhe deu, Genoveva não resistiu a sua antiga paixão e rendeu-se nos braços dela, assim Deolindo tendo uma grande noite de Almirante.

( Modificação do conto,Uma Noite de Almirante )
(Machado de Assis)

Unknown disse...

TRABALHO REALIZADO POR GILVANI TORRRES, AGOSTINHA MARIA, STELA DAVID. TURMA 3219
Talvez uma história de Amor

Meu nome é Alice, e minha Mãe é Carla, ela disse que essa vida não era pra mim, que eu merecia coisa melhor. Mas eu a vivo, então ela é minha. Por um tempo acreditei na fantasia que algo surpreendente aconteceria, e minha vida daria uma reviravolta. Esperei e vi as coisas continuarem como eram. As coisas surpreendentes não são tão surpreendentes quando você as vive e as faz, são apenas boas histórias para se contar.
Tenho um grande amor e que desde quando o vi minha alma esplandeceu de alegria, ele surgiu de paraquedas mesmo quando minha vida não tinha mais sentido, a minha ideia dele sempre foi superior à minha própria existência. Na verdade, acho que a imagem que tinha dele era infinitamente maior e melhor do que toda a sua carne, o seu sangue, seus fluídos, ossos, e tudo o mais.
O que sinto nunca nasceu como nasce todos os amores, com a curiosidade, com o fascínio, a dúvida, a emoção, e mesmo a mais pura raiva. Meu amor nasceu no dia em que quase morri, e não estava necessariamente para morrer fisicamente, antes poderia falar que estava no fundo do poço: esquelético, deprimido, pessimista e cínico. Foi a sua mão que me segurou aquele dia, que me puxou para cima e me fez enxergar alguma luz. E desde então tenho caminhado, sou grato. O que seria isso então, que me enche de alegria e virtude, toda vez que ouço sua voz? Eu estaria de alguma forma mentalmente comprometida após tanto tempo acreditando na escuridão? Um daqueles casos pervertidos de homens que se assanham sobre as qualidades mais negativas das mulheres? Eu acho que não.
Eu acho que você me mostrou um toque de pureza e isso originou o amor. Não que você seja santa, anjo ou tenha sido abençoada pelo Espírito Santo ou algo parecido, eu só penso que, despreocupadamente, num certo dia, você viu alguém quase indo pelo ralo e se condoeu: “oh! o que é esse fiapo de ser humano se esvaindo? volte aqui, criatura”. Eu voltei, e quando a olhei, vi ternura sem comprometimento e, acima de tudo, vi a beleza divina que me iluminou.
Muitos vão pensar que é perda de tempo chamar isso de amor ideal, vão indagar onde está o romantismo, o carinho, a cena tórrida de paixão? Isso não é amor platônico, são apenas um ensaio para a grande arte do amor carnal, ou do amor que vai gerar filhos, ou do amor da novela mexicana, de qualquer amor, enfim, que não o baseado na pura virtude de nos tornar mais humanos.
Você não tem rosto, não tem cheiro, seus cabelos são de todas as cores, você mata as moscas, você é formada por inconsistências insuperáveis e ainda assim eu consigo ver seu rosto. Como eu posso reconhecer um rosto que não existe? Como eu, sem esforço algum, consigo adivinhar o começo, o meio e o fim do que fazemos e mesmo assim procurar incessantemente toda essa história já contada e recontada pelo animal homem? Mas acredito eu vou viver um grande amor.