sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Nas águas do Riacho

QUE FALTA EU TENHO DA SOMBRA DA MINHA CASA...
Oh!  Que falta eu tenho
Da sombra da minha casa,
Da minha vida querida
Que o tempo não volta mais!
Lazer, que tinha, ventos fortes,
Nas noites ligeiras
Nas águas do riacho
Descendo  as serras!
Com seus belos arco-íris
Do amanhecer do dia!
— Olha para o céu e a inocência
Com perfumes das frutas;
O riacho é — curto, calmo,
A água— azulada como o céu,
(...)
Que nuvem branca
que dança de alegria,
Sem ser vulgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra cheia de flores
E o sol beijando o riacho!
Dias da minha vida!
Que não voltam!
Que doce a vida não era
Nas  manhãs bonitas,
Que eu tinha na roça
Da minha mãe
E brigas com minha irmã!
Livre das montanhas de concreto da cidade,
Da vida aberta à natureza,

Pés descalços, braços nus
Correndo pelas matas
A roda do riacho,
Atrás das águas ligeiras
Das nuvens azuis!
Naqueles tempos chuvosos
E ir colher os frutos,
Tirava as mangas,
Brincava na beira do riacho;
Rezava o terço,
Achava o céu azul.
Adormecia na cama
E despertava ao amanhecer!
Oh! Que falta que tenho
Da aurora da minha vida,
Da sombra da minha querida Casa
Que vida eu tinha na mata,
Naquelas noites ligeiras
à sombra dos coqueiros
Debaixo das goiabeiras!

FRANCISCO IURY E BRISA - TURMA 4204  ENSINO MÉDIO

A vida é curta? Não sei...

Paráfrases a partir do texto de Cora Coralina

Não sei...


Também não sei quase nada da VIDA...
Só sei do que já vivi
E se ela é curta, não sei
 Só sei que já vivi demais para saber que o sentido para a vida, quem dá somos nós

Porque podemos ser quem quisermos ser
É para isso que servem os sonhos que tornamos realidade.

E já que dizem que a vida é curta,
Porque não viver o hoje, sendo mais acolhedor, envolvente, respeitoso, contagiante
Mesmo com as lágrimas inevitáveis e os contratempos inesperados.

Assim quando não nos restar mais tempo,
saberemos que o que fizemos da vida teve um grande sentindo
Saberemos se fez sentido ter vivido, se valeu a pena.
Mesmo por pouco tempo
Que tenha sido verdadeira e intensa.

ANA CLÁUDIA SILVA - AGROINDÚSTRIA - PRONATEC

domingo, 22 de dezembro de 2013

Os sentimentos são retirados do peito com ardor e profundidade.... ALUNAS DE AGROINDÚSTRIA - PRONATEC


Dayana Oliveira

Pior do que ser magoada com atitudes é ser magoada com palavras, que machucam mais do que uma flecha cravada no peito. É como ser apunhalada pelas costas.
E dói mais, quando a palavra é dita por uma pessoa que amamos e, às vezes machuca tanto que só conseguimos nos recuperar aos poucos, lentamente. E diante de tantas incertezas tudo que dizemos ao nosso coração para tentar fingir que nada aconteceu e não passa de meras mentiras que só fazem com que soframos ainda mais.
 Mas a vida continua e temos que seguir em frente, apesar do coração estar despedaçado por dentro. E a caminhada fica mais fácil quando aparece alguém que consegue aliviar nossas feridas com amor, carinho e afeto.

______________________________________________________

Jessica Fernanda da Silva Nascimento

Vida é pra ser vivida.

Se a vida é realmente curta, então vamos aproveitá-la bastante, aproveitar os amigos e amores. Vamos estender a mão ao próximo como um gesto de amor e afeto, que essa atitude não seja passageira, mas sim um hábito, assim esticando a vida e não fazendo da mesma, algo sem sentido, dando importância ao que vale a pena, dando atenção às coisas simples como uma boa conversa, fazendo do trabalho uma extensão de casa;
Aproveitar  tudo que a vida pode proporcionar porque nessa vida não dá pra apertar CTRL+Z e desfazer o que fez ou falou, Assim, buscar falar e fazer coisas boas já é começo e a vida se encarrega do resto.       

Justo ou Injusto? Isto é Brasil! De Jane Vasconcelos - AGROINDÚSTRIA PRONATEC


Sempre acreditei no melhor do ser humano, e ainda me pergunto porque acontecem coisas tão ruins! Porque uma pessoa é capaz de matar, roubar, machucar e outras coisas mais.
Certo dia, presenciei uma cena que a princípio me deixou chateada e, por fim, furiosa, não só pelo desfecho que a caracterizou, mas, sobretudo pelos personagens que a compuseram. 
Estava em um terminal rodoviário esperando o ônibus, quando de repente chegaram dois policiais em uma viatura trazendo um homem seminu, usando apenas um short e estava descalço, e bem ali na minha frente começaram e espancá-lo.
 Nunca na minha vida eu havia presenciado tamanha brutalidade. Pensei:
 - Que pode ter feito esse pobre coitado pra merecer tamanha humilhação? E porque aqueles policiais escolheram um local cheio de pessoas pra  cometerem tamanha atrocidade?
Aquilo doía em mim, mas eu não podia fazer nada e nem ao menos sabia por que ele estava sendo espancado, o que ele teria feito? Sai rapidamente, finalmente o ônibus chegou, olhava em outra direção, tentando ignorar aquela cena.
Já afastada, fiquei olhando, discretamente, os personagens, tentando escutar as suas vozes a fim de entender o desenrolar dos acontecimentos. Entrei no ônibus, e por fim este entrou em movimento.

 - Graças a Deus, pensei. Fiquei extremamente aliviada por sair dali.

Crônica "...basta uma nuvem ‘ensombrada’, uma chuva melancólica, uma brisa que invade a sala para fazer-me lembrar..."

Este texto muito me emocionou e deixou uma sensação de que sentimos o vazio que a saudade nos deixa...
 ( Professora Antonise)

Em um dia ensolarado, quente e corrido na cidade grande é fácil esquecer o que se sente por dentro. O ritmo apressado, os compromissos inadiáveis, tudo sufoca e omite. Todavia, basta uma nuvem ‘ensombrada’, uma chuva melancólica, uma brisa que invade a sala para fazer-me lembrar dos que eu deixei, dos momentos vividos, do tempo de cidadezinha. “inha” mesmo! Tão pequena que ninguém é de ninguém. Todo mundo é filho de seu Pedro, ou sobrinho de dona Ana, mora no Brejo da Madre, na Várzea do Meio, no Alto de São Pedro, ou ainda se entoca na cidadezinha, com ar de ser a capital de alguma coisa – dos brejos, das várzeas, dos altos.
Não quero me gabar, mas em capital nasci e em capital fui criado. A capital da vida mansa. Criado mesmo, porque ninguém se cria sozinho, também tive tia, primo, padrinho, cachorro, gato, galinha. Mas, aquele lugar tão pequeno, de gente simples e trabalhadora parece estar livre das forças transformadoras do tempo. E melhor que seja assim. Quem dera na grande cidade eu encontrasse a mesma paz, calor e solidariedade que encontrava por lá.
Todos os dias, a caminho do Instituto, onde estudo, passo por muitos lugares que me parecem familiares. Entre hectares de plantações existem pequenos povoados que muito me lembram o lugar de onde eu vim. Não foi nesses lugares que me criei, mas uma breve visita me confirmaria o que eu sei, por intuição.

Ali também o tempo parece parar. Sei que as pessoas são simples, os bichos correm soltos na rua, substituem o trânsito da cidade. Sei que ali também existem ternura e simplicidade no coração das pessoas que optaram viver de aconchego.

 Danilo Soares Teixeira Leite
Agroindústria - PRONATEC - TARDE - IF CAMPUS ZONA RURAL

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Participação do Profº Silver Jonas no VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia

VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia
Tema: “Cuidando da Saúde do Planeta”. Porto Alegre, 25 a 28 de novembro de 2013.

Quero agradecer ao IF SERTÃO-PE por me oportunizar a participação nesse congresso. Voltei muito animado com o que vivi nesses dias em Porto Alegre, estamos conseguindo mudar nosso planeta para uma situação mais saudável, mesmo com todo atual pujante agronegócio brasileiro. Existe um grupo muito grande de pessoas interessada nisso. Participaram mais de 4000 pessoas no congresso, 1055 trabalhos acadêmicos publicados na Revista Brasileira de Agroecologia (B3), e havia uma sintonia, um sonho comum, um pensamento novo que poderá nos ajudar a sair da crise que nos metemos, um pensamento diferente daquele que criou a crise, parafraseando Albert Einstein que foi citado pelo teólogo Lonardo Boff, na palestra de abertura do evento.

Segundo o teólogo, devemos parar de pensar que a terra nos oferece recursos naturais, ela nos oferece sim bondades da natureza. Falou-se de Gaia e de Pachamama (da língua quíchua Pacha, "universo", "mundo", "tempo", " lugar", e Mama, "mãe", "Mãe Terra"). Eu, também teólogo, diria que na terra dispomos das bênçãos de Deus.

Boff citou algo muito interessante: o legado do primeiro satélite artificial a entrar em órbita em 4 de Outubro de 1957, o Sputnik. 1º, vendo a terra somos uma única humanidade, 2º, passamos a ter uma consciência planetária, 3º, somos uma terra de extrema fragilidade flutuando no nada do espaço.

Ainda comentando a fala de Boff, estamos crucificando a terra; se não fizermos um pacto estaremos arriscando a verdade da vida. Estamos sendo hostis com a terra, estamos doentes porque não estamos cuidando dela, porque ficamos antropocêntricos, esquecemo-nos da nossa essência humana, que advém do termo “húmus”, que significa terra boa e fértil, terra arável e cultivável. Estamos num exílio, longe da nossa origem, desligados. Precisamos de uma religação com nossa origem, com nosso Deus.

Todos os seres vivos não são muito diferentes, possuem os mesmos 20 aminoácidos essenciais, 4 bases fosfatadas que são a base do mesmo tipo de codificação da vida chamado DNA. A ecologia que ensina desde a espécie de indivíduo, as populações, as comunidades, os ecossistemas, os biomas, a terra, cooperam entre si para manterem a vida, não é uma competição vencida pelos mais fortes e evoluídos. A terra é um ser vivo, que se mexe, é vida, que obedece a comandos de uma complexidade e perfeição que nos causa temor e tremor. Nós estamos aqui para cuidar dela. Cuidar da Saúde do Planeta. Ou não? Estaríamos aqui apenas para enriquecer com os materiais valiosos aqui existentes?

Com a agroecologia prega-se essa origem dos sentidos da humanidade e do planeta, evocamos a cooperação que nos é inerente, sentimento e paixão nos são naturais, razão sensível nós temos e devemos usá-la. É na paixão que residem os sonhos para mudar a realidade, a ética do bom samaritano.

Alguns dos palestrantes estrangeiros mais importantes foram todos unânimes em dizer que o Brasil hoje é liderança em agroecologia, considerando que temos legislações, grupos, redes, recursos, experiências, projetos. Isso foi dito por Miguel Altieri (UC Berkeley/SOCLA), Stephen Gliessman (UC Santa Cruz), Eduardo Sevilha Guzmán (Univ. Córdoba), Manuel Gonzalez de Molina (Unid. Pablo de Olavide/SEAE).

É necessário comunicar isso ao Brasil. Nossa grande imprensa vem barrando essa notícia. Nós precisamos divulgar o que somos e fazemos.

Silver Jonas Alves Farfan. Professor IF SERTÃO-PE, Petrolina Zona Rural.

02 de dezembro de 2013.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CAFÉ LITERÁRIO EM COMEMORAÇÃO A SEMANA NACIONAL DO LIVRO E DA BIBLIOTECA - IF CAMPUS ZONA RURAL

ATIVIDADE  DE DESINIBIÇÃO:  Café Literário





O CAFÉ LITERÁRIO realizado na Biblioteca do Instituto Federal Petrolina Campus Zonar Rural, no último dia 05 de novembro, proporcionou a oportunidade de transformação dos bloqueios e inibições dos nossos alunos e alunas do Ensino Médio, Técnico e Cursos Superiores, pois tiveram a audácia de desafiar o microfone para leitura e declamação de textos literários. 


Para o evento, tivemos a parceria da Bibliotecária Rosângela Carvalho, principal organizadora e dos demais servidores, Patrícia, Antonio, Dirley, além das pessoas responsáveis pelo Refeitório, Limpeza, Coordenação de Eventos com a Sra. Conceição e demais voluntários. Enfim, todas as pessoas que se somaram  à realização dessas duas comemorações: SEMANA NACIONAL DO LIVRO E DA BIBLIOTECA para oferecer um gostoso café ao ritmo das leituras realizadas.

Melida, aluna Agronomia Curso Superior, leu seus
próprios textos que falam de amor, depressão, amizade

Catarina, aluna do Ensino Médio, turma 4105 abrilhantou o evento
 com suas leituras de temas românticos.

Naéliton, da turma 4204, leu trechos de Manuel Bandeira

Nós, professores de Língua Portuguesa, devemos quebrar a impotência verbal dos alunos, além da ausência de  reflexão sobre o saber-fazer. Por isso, é necessário que os professores busquem alternativas pedagógicas para impulsionar os alunos para o processo de desinibição, leitura e criação literária.  


Acreditamos que a criatividade e a imaginação dos alunos serão construídas a partir dessas práticas voluntárias e coercitivas, como as que foram realizadas nas apresentações dos textos no Café Literário.

Também contamos com a participação do nosso colega, Sr. Manuel Fernandes, Agrônomo, Mestrando, que valorizou a importância da capacidade de exprimir emoções e conquistar a plateia com a boa leitura. Ele parabenizou os alunos que tiveram coragem de apresentar os textos trabalhados e criados por eles mesmos.

Sr. Manoel Fernandes, Servidor do IF CAMPUS ZONA RURAL
Jeovane e Ramone em produção textual que se encontra postada neste blog.

Luis Gabriel fazendo a leitura de poema de sua autoria postado neste blog.

Alunos das turmas 4204 aproveitam o evento para
 apreciar a leitura de textos expostos no Café Literário

Shirley emocionando a plateia com a suas leituras

Wellington, turma 4103 também supera a timidez para ler Manuel
Bandeira e muitos outros autores

Luciano, aluno da turma 4103

 Os alunos e alunas se transformam durante as leituras realizadas. 






quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Textos: Paródia de GILDIMAR E EVANDRO e a Paródia da Canção do Exílio - MARTA E SELTON - 2º ANO ENSINO MÉDIO

Evandro e Gildimar apresentam texto no Café Literário
05 de novembro de 2013
Minha terra tem um rio

Onde nada o kurimatã
As belezas que aqui existem
Não existem como lá

Na minha terra tem forró, xaxado e baião
Tem vaquejada corre boi
Ai, meu Deus, meu coração!

Como queria estar eu lá
Olhando para essa noite estrelada
E acordar pela manhã
Com o canto da passarada.

AUTORES: GILDIMAR E EVANDRO


TEXTO 2:  Minha terra!!

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o bem-te-vi,
As aves que ali cantam,
Não cantam como as daqui.

Nossas crianças tem muita fome,
Nossa vida mais carência,
Nossas ruas mais fumaça,
Nossas cidades têm doença.

Minha terra tem calor,
Tem um clima diferente,
Às vezes gosto do frio,
Mas não dispenso uma terra quente.

Em pensar sobre os problemas,
Que eu encontro na pesca e na caça,
Me pergunto se tem beleza,
Ou se tem apenas desgraça.

Marta Joane e Selton Nunes
Turma 4103

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Parodia do poema meus 8 anos de Casimiro de Abreu

Meus 15 anos.
Há! Que saudade eu tenho
Da minha vida de gado
Do meu cavalo arriado
Que os anos não trazem mais !
Que saudade da sela, do gibão
Naquela tarde que eu gostava
Todo dia eu estava
Pegando boi no mourão

Como era esses dias
Do deportar da existência
Que na minha consciência
Essa era a minha inclinação.
O riacho era meu mar
O céu um manto azulado
Nesse mundo sou viciado
Em mulher, cavalo e gado
Que hoje eu só tenho lembranças,
Da vida maravilhosa
Da minha infância na roça
Que eu não trocava por nada!
O céu estrelado
Da lua cheia eu não esqueço,
Vaquejada não sai da cabeça
E antes que eu me esqueça
Vaquejada mora na minha consciência!

Robson Carlos - turma 4204

Parodia do texto Canção do Exílio

            Saudades do Meu Lugar !
                                                                                        Sinto Falta da minha Terra.
                                                                                   Da minha família, do meu lugar
                                                                                   Sinto Falta dos amores
                                                                                   Que muitos deixei por lá.

                                                                                  Lá eu tenho liberdade.
                                                                                  Lá eu posso correr e brincar
                                                                                 Sem preocupações, e responsabilidades 
                                                                                 Livre e pronto para amar.

                                                                                 Fico sozinho á noite.
                                                                                 Olhando as estrelas a pensar
                                                                                 Que bonita minha terra !
                                                                                 É pra lá, que vou voltar.

                                                                                Minha terra tem belezas.
                                                                                Tais não dei valor por lá
                                                                                Somente quando fui embora
                                                                                É que soube valorizar.

                                                                                Hoje sinto muitas saudades
                                                                                Tanto, que não tem como explicar
                                                                                 Peço a Deus do céu que se eu morra
                                                                                 Que seja no meu lugar



Luis Gabriel, e Elder Macêdo. Turma: 4103

terça-feira, 15 de outubro de 2013

NÃO PERMITA DEUS QUE EU MORRA, SEM QUE DESFRUTE DO DAS BELEZAS DO VIZINHO, CABRA DA PESTE

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o bem-te-vi
As aves que ali cantam
Não cantam como as daqui.

Nossas crianças tem muita fome
Nossa vida mais carência
Nossas ruas mais fumaça
Nossas cidades têm doença.

Minha terra tem calor
Tem um clima diferente
Às vezes gosto do frio
Mas não dispenso uma terra quente

Em pensar sobre os problemas
Que eu encontro na pesca e na caça
Me pergunto se tem beleza
Ou se tem apenas desgraça
Minha terra tem muita gente,
E hospitaleiras encontro em massa.

Não permita Deus que eu morra
Sem conhecer todo o Nordeste
Sem que desfrute das belezas
Do vizinho, cabra da peste
Sem que veja as calçadas
Onde bênçãos o povo pede.

Marta Joane - Turma 4103

E LÁ VAI ELA...

E lá vai ela...

E lá vai ela passando a língua por entre os lábios,
acalmando-os por falta das caricias e dos beijos molhados que o seu amor lhe dava...

E lá vai ela,pensando que o que ela sentia poderia acabar,
como as folhas de uma árvore no outono, ela queria que durasse para sempre,
ela não queria que fosse apenas um gostar e sim um amor que pudesse durar...

E lá vai ela,sentindo uma vontade imensa de ter o corpo junto ao seu
ela sentia uma dor que não se comparava com nenhuma outra,
que lhe fez refletir e questionar-se: A saudade existe apenas para ficarmos mais vulneráveis ao amor?

Fernanda Pereira de Oliveira Feitosa,
Géssica Nery França e
Sabrina da Silva de Oliveira Freitas.
TURMA: 4103

SAUDADE DA INFÂNCIA À SOMBRA DOS IMBUZEIROS


Adão Santana e Higor Macedo

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Oh! Como eu queria a minha infância de volta!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras debaixo de um umbuzeiro,
À sombra das bananeiras,
e comendo as frutas que eu escondia nos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor do pé de umbuzeiro;
A lagoa é mar onde não tem água,
A caatinga - é um cinzeiro só avistado,
trabalhar – tinha uma preguiça danada,
trabalho – uma palavra muito chata de ouvir!

Que sol, que calor, que preguiça,
Que noites dormi na casa da minha tia,
Naquela agonia, com as muriçocas me mordendo,
queriam me sugar vivo!
O céu eu via pelos buracos que tinha nas telhas,
A terra deserta, sem nem um pé de árvore,
O vento levantando as telhas,
E a luz ali só do candeeiro!

Oh! dias de minha infância
Oh! meu céu de verão!
Que doce a vida não tinha nada,
Nessa tristonha manhã!
Em vez das mágoas de hoje, já vinha também as do amanhã,
E com isso tudo eu tinha da minha mãe uma boa educação, era uma ‘pisa’ todo dia,
querendo ou não,
De meu pai, as reclamações,
E trapaças da minha irmã,

No meio da chapada,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto vai um pau e pegou no meu peito,
- Pés descalços cheios de espinhos, braço queimados do sol ,
Correndo pela caatinga, com um facão na mão abrindo carreiro,
Atrás da criação,
Atrás da cabras roceiras para encangar*,

Naqueles tempos ditosos
Ia catar feijão, enchendo minhas mãos de calos,
Trepava a tirar os umbus,
Brincava à beira da barragem,
Rezava às Ave-Marias,
Pra que tivesse comida todo dia,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
À sombra dos umbuzeiros!

Encangar – é um termo usado no Nordeste do Brasil para designar o objeto feito de madeira, em formato de um triângulo, colocado nos animais para evitar que passem por cercas.  ( Conceito dos Alunos)
Adão Santana e Higor Rodrigues
Turma: 4204


INFÂNCIA NA ILHA - PARÁFRASE DO TEMA: SAUDADE DA INFÂNCIA

                                     Minha Querida Infância

Oh! Que saudades eu tenho da minha vida na ilha,
na beira do rio a brincar.
Tempo que passou e não vai volta mais.

Na manhã, à tarde e à noite ficava a brincar de pescar, 
à sombras das ingazeiras.  Até o meu pai me chamar.
Não demoro muito tempo para essa vida acabar,
pois tive que estudar.

Comecei a estudar, mas que tempo bom, eu aprendi  o b,a,bá , o alfabeto.
Oh! não precisava nem estudar.
Comecei brincado com os números para depois somar, dividir e multiplicar, diminuir, não quero nem falar,
foi o mais fácil depois de somar.

O tempo foi passando e as coisas foram dificultando, matérias novas foram entrando e o alfabeto foi mudando.

Não demorou muito e fui me agoniando:  tempos das provas chegaram. Ufa! Ainda bem, notas boas eu tirei, mas o tempo bom passou e creio que não volta mais.

João Marcos Solone Soares
Thiago Souza      -
CURSO: Agropecuária -  Ensino Médio - Turma: 4204

O DESAFIO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA - ALUNO DO PRONATEC - CURSO DE PROGRAMADOR DE SISTEMAS


O DESAFIO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

     São inúmeras as dificuldades enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência, e nas escolas, isso não é muito diferente. O descaso do governo e a sua cegueira para suas próprias leis, não tem preparado transporte, escolas, professores para receberem esses alunos, que também tem o direito à educação. Por consequência, crianças e adolescentes deixam de estudar, desanimados com tantas barreiras.
     Para atender a esta necessidade social é muito importante o processo de educação inclusiva, que propõe uma reestruturação cultural de práticas e políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos e busque perceber e corresponder com as necessidades educativas de cada um.
     A educação inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva, e no Brasil é reconhecidamente um processo em evolução., com um longo caminho a percorrer e muitas batalhas a travar, seja contra o bullying ou mesmo contra o despreparo de professores. Uma prova disto seria o aumento do número de alunos deficientes no ensino à distancia (E.A.D) que promove um acesso ao saber sem discriminação.
     A inclusão é, portanto um conceito que busca quebrar as barreiras impostas pela exclusão e assegurar o direito de todos os alunos, sem questionar suas possibilidades e dificuldades.

     É preciso respeitar e integrar este aluno ao cotidiano escolar por meio da informação e da mudança de paradigmas de conceitos e costumes, e desenvolver uma real integração, fazendo os alunos ditos “normais” entenderem as necessidades especiais de cada um, pois trazendo o conhecimento o preconceito não se propagará.

José Eudes Marques de Sousa – Programador de sistemas - PRONATEC<<

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CRÔNICA REFLEXIVA DE DANYEL BARROS GALVÃO - PRONATEC

Se for preciso, a gente aumenta depois.
Danyel ao fundo,pensativo, ao lado de José Eudes
      
Numa tarde de Dezembro, não lembro o dia, mas foi antes do meu aniversário, que é no dia dez.Caminhava por uma rua bonita e bem cuidada na cidade de Brasília. À direita é possível ver as torres do Congresso Nacional, lá no fim da Esplanada. À esquerda, há uma longa calçada que perde seu caminho ao topar com um “metro quadrado”, no qual duas árvores brigam por espaço.
      Brigam?!
      Mas que presunção!
      Talvez elas estejam lá há tanto tempo que já aprenderam a conviver com a crueldade do aperto em que foram colocadas, e se acostumaram com a dor de verem em sua frente o imenso gramado que  encorpa o Eixo Monumental da cidade em forma de avião.    
      Talvez elas pensem: “Bem que poderíamos estar na primeira classe deste voo”.
      O voo que amontoa pés de jamelão em pequenos canteiros nas calçadas, engessadas, de cimento  e, ao mesmo tempo, ostenta quilômetros de gramados onde aquelas duas parceiras poderiam espalhar sua estirpe à vontade.
      Me pergunto se até na natureza há diferença social.
      Olho aquelas grandes árvores e imagino o tamanho de suas raízes sobe o piso. Suas veias inutilizadas pela impermeabilidade do concreto.
      Talvez elas dividam bem a pouca água que entra pelo pequeno espaço do canteiro que compartilham. Ou será que vivem a lei do mais forte?
      Não!
      Em tão pouco espaço, prefiro acreditar que optam pela civilidade. Afinal, elas são ilustres moradoras da Capital do País, e precisam ser exemplo de respeito à coletividade. Aqui há muita gente formada que não sabe disso.
      Numa olhada mais detalhada, parecem me olhar de volta, e como se estivessem ouvindo meus pensamentos; imagino-as dizendo:
      -Ei! “Aqui é pequeno, mas dá pra nós dois”.

      Danyel Barros Galvão. - PRONATEC
CURSO DE PROGRAMADOR DE SISTEMAS - IF ZONA RURAL




                   VISÃO DE BRASÍLIA - DF