quinta-feira, 28 de março de 2013

QUASE UMA HISTÓRIA DE AMOR



Meu nome é Alice, e minha Mãe é Carla, ela disse que essa vida não era pra mim, que eu merecia coisa melhor.Mas eu a vivo, então ela é minha. Por um tempo acreditei na fantasia que algo surpreendente aconteceria, e minha vida daria uma reviravolta. Esperei e vi as coisas continuarem como eram. As coisas surpreendentes não são tão surpreendentes quando você as vive e as faz, são apenas boas histórias para se contar.
Tenho um grande amor e que desde quando o vi minha alma esplandeceu de alegria, ele surgiu de paraquedas mesmo quando minha vida não tinha mais sentido, a minha ideia dele sempre foi superior à minha própria existência. Na verdade, acho que a imagem que tinha dele era infinitamente maior e melhor do que toda a sua carne, o seu sangue, seus fluídos, ossos, e tudo o mais.
O que sinto nunca nasceu como nasce todos os amores, com a curiosidade, com o fascínio, a dúvida, a emoção, e mesmo a mais pura raiva. Meu amor nasceu no dia em que quase morri, e não estava necessariamente para morrer fisicamente, antes poderia falar que estava no fundo do poço: esquelético, deprimido, pessimista e cínico. Foi a sua mão que me segurou aquele dia, que me puxou para cima e me fez enxergar alguma luz. E desde então tenho caminhado, sou grato. O que seria isso então, que me enche de alegria e virtude, toda vez que ouço sua voz? Eu estaria de alguma forma mentalmente comprometida após tanto tempo acreditando na escuridão? Um daqueles casos pervertidos de homens que se assanham sobre as qualidades mais negativas das mulheres? Eu acho que não.
Eu acho que você me mostrou um toque de pureza e isso originou o amor. Não que você seja santa, anjo ou tenha sido abençoada pelo Espírito Santo ou algo parecido, eu só penso que, despreocupadamente, num certo dia, você viu alguém quase indo pelo ralo e se condoeu: “oh! o que é esse fiapo de ser humano se esvaindo? volte aqui, criatura”. Eu voltei, e quando a olhei, vi ternura sem comprometimento e, acima de tudo, vi a beleza divina que me iluminou.
Muitos vão pensar que é perda de tempo chamar isso de amor ideal, vão indagar onde está o romantismo, o carinho, a cena tórrida de paixão? Isso não é amor platônico, são apenas um ensaio para a grande arte do amor carnal, ou do amor que vai gerar filhos, ou do amor da novela mexicana, de qualquer amor, enfim, que não o baseado na pura virtude de nos tornar mais humanos.
Você não tem rosto, não tem cheiro, seus cabelos são de todas as cores, você mata as moscas, você é formada por inconsistências insuperáveis e ainda assim eu consigo ver seu rosto. Como eu posso reconhecer um rosto que não existe? Como eu, sem esforço algum, consigo adivinhar o começo, o meio e o fim do que fazemos e mesmo assim procurar incessantemente toda essa história já contada e recontada pelo animal homem? Mas acredito eu vou viver um grande amor.
10 de março de 2013 


segunda-feira, 25 de março de 2013

RELEITURA DO POEMA DE THIAGO URUBU - ENOLOGIA

PARÁFRASE DO POEMA CANÇÃO DO EXÍLIO 

MINHA TERRA NÃO TEM CULTURA
FOI-SE EMBORA ATÉ O SABIÁ
COM MEDO DO ÚNICO TIPO DE MÚSICA
BOTAR A MÃO NA CABEÇA E REB0LAR.

NOSSO CÉU ESTÁ MANCHADO
NOSSAS VARZEAS CHEIAS DE BARONEZAS
NOSSOS BOSQUES SÓ HÁ “COELHOS” E “LEÕES”
QUE IMPERAM CHEIOS DE RIQUEZAS.

DEITO SOZINHO À NOITE
E SOB A LÂMPADA
FLUORESCENTE COMEÇO A INDAGAR
QUE MINHA TERRA NÃO TEM CULTURA...
ACHO QUE ME ASSASSINARAM O SABIÁ.

MINHA TERRA TEM UMA BIOSFERA
DIFERENTE DE TODO O REINO ANIMAL
BASEADA EM DUAS ESTAÇÕES
RESTO DO ANO E CARNAVAL
SÓ ME RESTA PENSAR NO SABIÁ
QUE A NINGUÉM NUNCA FEZ MAL.

PEÇO AOS
DEUSES QUE ME AJUDEM
A VIVER
NESTE LUGAR
POIS, APESAR DE TODAS ESSAS COISAS
QUE SOMENTE ENCONTRO POR CÁ
QUEM SABE DEBAIXO DE UMA PALMEIRA
TALVEZ ENCONTRE O SABIÁ.

Thiago Urubu -
Aluno da turma VE -05 Enologia 

VIDA DE VAQUEIRO - ROBSON CARLOS - Turma 4204 - Agropecuária

Robson Carlos em momento de criação literária em sala de aula

Vida de Vaqueiro

Eu nunca tive vontade
De sair do meu sertão
Deixar a minha terra
E esquecer a tradição
Deixar de aboiar
De chamar gado e cantar
Que é a minha paixão

Eu não gosto de zuada
Do barulho do motor
Quando estou na cidade grande
Eu me sinto inferior
Quando estou na minha terra
No meu velho pé de serra
Eu me sinto um doutor

Minha escola foi o curral
E o gado professor
Eu não faltava um dia
E hoje em dia sou doutor
Eu adoro a profissão
Com meu cavalo alazão
Faço isso com amor

Se do cordel não gostou
E comigo quer falar
Eu vou dizer os lugares
Que você vai me encontrar
Em todas as festas de gado
E pega de boi no mato
Com certeza eu vou estar.

 Fiz este cordel porque eu queria falar um pouco do que eu gosto e para representar a vida dos vaqueiros nordestinos. Robson Carlos

A turma 4204 conhece a vida e obra do grande mestre Carlos Drummond de Andrade


Conhecer a vida e obras de  Drummond foi um exercício literário em busca do texto poético, da capacidade criadora. 
A poesia ativa o universo da fantasia, as memórias, o mundo da imaginação.






Bibliotecária Rosângela Carvalho acompanha e orienta alunos na
escolha dos poemas para  produção de cartazes.








Leitura e atenção nas produções dos poemas.


sábado, 16 de março de 2013

JOVENS CONHECEM E APRECIAM POEMAS


NA SEMANA DE HOMENAGEM AO DIA DA POESIA, OS ALUNOS  PUDERAM LER E APRECIAR OS TEXTOS EXPOSTOS EM DIFERENTES ESPAÇOS DA INSTITUIÇÃO. A PROFESSORA TATHIANE MENDES REALIZOU A ATIVIDADE NA TURMA 4105 - ENSINO MÉDIO - AGROPECUÁRIA.

Centro de Qualificação


SINTA A POESIA





 Corredores das Salas de Aulas



Sala de Professores



Pátio do IF Campus Rural
A Turma 4105 com a Professora Tathiane Mendes também
participaram desta atividade lúdica



DOIS MUNDOS - PROSA POÉTICA DE JEOVANA MIKAELA

Produção Textual de Jeovana Mikaela Gois Lacerda, aluna da turma 4103 - Ensino Médio Agropecuária -

DOIS MUNDOS

Jeovana Mikaela Gois Lacerda  ao lado da exposição de seu texto.


DOIS MUNDOS
"  Que todos joguem no lixo a ignorância  e deem mais valor a semelhança."  Jeovana