quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Textos: Paródia de GILDIMAR E EVANDRO e a Paródia da Canção do Exílio - MARTA E SELTON - 2º ANO ENSINO MÉDIO

Evandro e Gildimar apresentam texto no Café Literário
05 de novembro de 2013
Minha terra tem um rio

Onde nada o kurimatã
As belezas que aqui existem
Não existem como lá

Na minha terra tem forró, xaxado e baião
Tem vaquejada corre boi
Ai, meu Deus, meu coração!

Como queria estar eu lá
Olhando para essa noite estrelada
E acordar pela manhã
Com o canto da passarada.

AUTORES: GILDIMAR E EVANDRO


TEXTO 2:  Minha terra!!

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o bem-te-vi,
As aves que ali cantam,
Não cantam como as daqui.

Nossas crianças tem muita fome,
Nossa vida mais carência,
Nossas ruas mais fumaça,
Nossas cidades têm doença.

Minha terra tem calor,
Tem um clima diferente,
Às vezes gosto do frio,
Mas não dispenso uma terra quente.

Em pensar sobre os problemas,
Que eu encontro na pesca e na caça,
Me pergunto se tem beleza,
Ou se tem apenas desgraça.

Marta Joane e Selton Nunes
Turma 4103

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Parodia do poema meus 8 anos de Casimiro de Abreu

Meus 15 anos.
Há! Que saudade eu tenho
Da minha vida de gado
Do meu cavalo arriado
Que os anos não trazem mais !
Que saudade da sela, do gibão
Naquela tarde que eu gostava
Todo dia eu estava
Pegando boi no mourão

Como era esses dias
Do deportar da existência
Que na minha consciência
Essa era a minha inclinação.
O riacho era meu mar
O céu um manto azulado
Nesse mundo sou viciado
Em mulher, cavalo e gado
Que hoje eu só tenho lembranças,
Da vida maravilhosa
Da minha infância na roça
Que eu não trocava por nada!
O céu estrelado
Da lua cheia eu não esqueço,
Vaquejada não sai da cabeça
E antes que eu me esqueça
Vaquejada mora na minha consciência!

Robson Carlos - turma 4204

Parodia do texto Canção do Exílio

            Saudades do Meu Lugar !
                                                                                        Sinto Falta da minha Terra.
                                                                                   Da minha família, do meu lugar
                                                                                   Sinto Falta dos amores
                                                                                   Que muitos deixei por lá.

                                                                                  Lá eu tenho liberdade.
                                                                                  Lá eu posso correr e brincar
                                                                                 Sem preocupações, e responsabilidades 
                                                                                 Livre e pronto para amar.

                                                                                 Fico sozinho á noite.
                                                                                 Olhando as estrelas a pensar
                                                                                 Que bonita minha terra !
                                                                                 É pra lá, que vou voltar.

                                                                                Minha terra tem belezas.
                                                                                Tais não dei valor por lá
                                                                                Somente quando fui embora
                                                                                É que soube valorizar.

                                                                                Hoje sinto muitas saudades
                                                                                Tanto, que não tem como explicar
                                                                                 Peço a Deus do céu que se eu morra
                                                                                 Que seja no meu lugar



Luis Gabriel, e Elder Macêdo. Turma: 4103

terça-feira, 15 de outubro de 2013

NÃO PERMITA DEUS QUE EU MORRA, SEM QUE DESFRUTE DO DAS BELEZAS DO VIZINHO, CABRA DA PESTE

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o bem-te-vi
As aves que ali cantam
Não cantam como as daqui.

Nossas crianças tem muita fome
Nossa vida mais carência
Nossas ruas mais fumaça
Nossas cidades têm doença.

Minha terra tem calor
Tem um clima diferente
Às vezes gosto do frio
Mas não dispenso uma terra quente

Em pensar sobre os problemas
Que eu encontro na pesca e na caça
Me pergunto se tem beleza
Ou se tem apenas desgraça
Minha terra tem muita gente,
E hospitaleiras encontro em massa.

Não permita Deus que eu morra
Sem conhecer todo o Nordeste
Sem que desfrute das belezas
Do vizinho, cabra da peste
Sem que veja as calçadas
Onde bênçãos o povo pede.

Marta Joane - Turma 4103

E LÁ VAI ELA...

E lá vai ela...

E lá vai ela passando a língua por entre os lábios,
acalmando-os por falta das caricias e dos beijos molhados que o seu amor lhe dava...

E lá vai ela,pensando que o que ela sentia poderia acabar,
como as folhas de uma árvore no outono, ela queria que durasse para sempre,
ela não queria que fosse apenas um gostar e sim um amor que pudesse durar...

E lá vai ela,sentindo uma vontade imensa de ter o corpo junto ao seu
ela sentia uma dor que não se comparava com nenhuma outra,
que lhe fez refletir e questionar-se: A saudade existe apenas para ficarmos mais vulneráveis ao amor?

Fernanda Pereira de Oliveira Feitosa,
Géssica Nery França e
Sabrina da Silva de Oliveira Freitas.
TURMA: 4103

SAUDADE DA INFÂNCIA À SOMBRA DOS IMBUZEIROS


Adão Santana e Higor Macedo

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Oh! Como eu queria a minha infância de volta!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras debaixo de um umbuzeiro,
À sombra das bananeiras,
e comendo as frutas que eu escondia nos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor do pé de umbuzeiro;
A lagoa é mar onde não tem água,
A caatinga - é um cinzeiro só avistado,
trabalhar – tinha uma preguiça danada,
trabalho – uma palavra muito chata de ouvir!

Que sol, que calor, que preguiça,
Que noites dormi na casa da minha tia,
Naquela agonia, com as muriçocas me mordendo,
queriam me sugar vivo!
O céu eu via pelos buracos que tinha nas telhas,
A terra deserta, sem nem um pé de árvore,
O vento levantando as telhas,
E a luz ali só do candeeiro!

Oh! dias de minha infância
Oh! meu céu de verão!
Que doce a vida não tinha nada,
Nessa tristonha manhã!
Em vez das mágoas de hoje, já vinha também as do amanhã,
E com isso tudo eu tinha da minha mãe uma boa educação, era uma ‘pisa’ todo dia,
querendo ou não,
De meu pai, as reclamações,
E trapaças da minha irmã,

No meio da chapada,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto vai um pau e pegou no meu peito,
- Pés descalços cheios de espinhos, braço queimados do sol ,
Correndo pela caatinga, com um facão na mão abrindo carreiro,
Atrás da criação,
Atrás da cabras roceiras para encangar*,

Naqueles tempos ditosos
Ia catar feijão, enchendo minhas mãos de calos,
Trepava a tirar os umbus,
Brincava à beira da barragem,
Rezava às Ave-Marias,
Pra que tivesse comida todo dia,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
À sombra dos umbuzeiros!

Encangar – é um termo usado no Nordeste do Brasil para designar o objeto feito de madeira, em formato de um triângulo, colocado nos animais para evitar que passem por cercas.  ( Conceito dos Alunos)
Adão Santana e Higor Rodrigues
Turma: 4204


INFÂNCIA NA ILHA - PARÁFRASE DO TEMA: SAUDADE DA INFÂNCIA

                                     Minha Querida Infância

Oh! Que saudades eu tenho da minha vida na ilha,
na beira do rio a brincar.
Tempo que passou e não vai volta mais.

Na manhã, à tarde e à noite ficava a brincar de pescar, 
à sombras das ingazeiras.  Até o meu pai me chamar.
Não demoro muito tempo para essa vida acabar,
pois tive que estudar.

Comecei a estudar, mas que tempo bom, eu aprendi  o b,a,bá , o alfabeto.
Oh! não precisava nem estudar.
Comecei brincado com os números para depois somar, dividir e multiplicar, diminuir, não quero nem falar,
foi o mais fácil depois de somar.

O tempo foi passando e as coisas foram dificultando, matérias novas foram entrando e o alfabeto foi mudando.

Não demorou muito e fui me agoniando:  tempos das provas chegaram. Ufa! Ainda bem, notas boas eu tirei, mas o tempo bom passou e creio que não volta mais.

João Marcos Solone Soares
Thiago Souza      -
CURSO: Agropecuária -  Ensino Médio - Turma: 4204

O DESAFIO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA - ALUNO DO PRONATEC - CURSO DE PROGRAMADOR DE SISTEMAS


O DESAFIO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

     São inúmeras as dificuldades enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência, e nas escolas, isso não é muito diferente. O descaso do governo e a sua cegueira para suas próprias leis, não tem preparado transporte, escolas, professores para receberem esses alunos, que também tem o direito à educação. Por consequência, crianças e adolescentes deixam de estudar, desanimados com tantas barreiras.
     Para atender a esta necessidade social é muito importante o processo de educação inclusiva, que propõe uma reestruturação cultural de práticas e políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos e busque perceber e corresponder com as necessidades educativas de cada um.
     A educação inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva, e no Brasil é reconhecidamente um processo em evolução., com um longo caminho a percorrer e muitas batalhas a travar, seja contra o bullying ou mesmo contra o despreparo de professores. Uma prova disto seria o aumento do número de alunos deficientes no ensino à distancia (E.A.D) que promove um acesso ao saber sem discriminação.
     A inclusão é, portanto um conceito que busca quebrar as barreiras impostas pela exclusão e assegurar o direito de todos os alunos, sem questionar suas possibilidades e dificuldades.

     É preciso respeitar e integrar este aluno ao cotidiano escolar por meio da informação e da mudança de paradigmas de conceitos e costumes, e desenvolver uma real integração, fazendo os alunos ditos “normais” entenderem as necessidades especiais de cada um, pois trazendo o conhecimento o preconceito não se propagará.

José Eudes Marques de Sousa – Programador de sistemas - PRONATEC<<

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CRÔNICA REFLEXIVA DE DANYEL BARROS GALVÃO - PRONATEC

Se for preciso, a gente aumenta depois.
Danyel ao fundo,pensativo, ao lado de José Eudes
      
Numa tarde de Dezembro, não lembro o dia, mas foi antes do meu aniversário, que é no dia dez.Caminhava por uma rua bonita e bem cuidada na cidade de Brasília. À direita é possível ver as torres do Congresso Nacional, lá no fim da Esplanada. À esquerda, há uma longa calçada que perde seu caminho ao topar com um “metro quadrado”, no qual duas árvores brigam por espaço.
      Brigam?!
      Mas que presunção!
      Talvez elas estejam lá há tanto tempo que já aprenderam a conviver com a crueldade do aperto em que foram colocadas, e se acostumaram com a dor de verem em sua frente o imenso gramado que  encorpa o Eixo Monumental da cidade em forma de avião.    
      Talvez elas pensem: “Bem que poderíamos estar na primeira classe deste voo”.
      O voo que amontoa pés de jamelão em pequenos canteiros nas calçadas, engessadas, de cimento  e, ao mesmo tempo, ostenta quilômetros de gramados onde aquelas duas parceiras poderiam espalhar sua estirpe à vontade.
      Me pergunto se até na natureza há diferença social.
      Olho aquelas grandes árvores e imagino o tamanho de suas raízes sobe o piso. Suas veias inutilizadas pela impermeabilidade do concreto.
      Talvez elas dividam bem a pouca água que entra pelo pequeno espaço do canteiro que compartilham. Ou será que vivem a lei do mais forte?
      Não!
      Em tão pouco espaço, prefiro acreditar que optam pela civilidade. Afinal, elas são ilustres moradoras da Capital do País, e precisam ser exemplo de respeito à coletividade. Aqui há muita gente formada que não sabe disso.
      Numa olhada mais detalhada, parecem me olhar de volta, e como se estivessem ouvindo meus pensamentos; imagino-as dizendo:
      -Ei! “Aqui é pequeno, mas dá pra nós dois”.

      Danyel Barros Galvão. - PRONATEC
CURSO DE PROGRAMADOR DE SISTEMAS - IF ZONA RURAL




                   VISÃO DE BRASÍLIA - DF

NO SERTÃO, A CHUVA É MOTIVO DE SAUDADE NA RECRIAÇÃO DOS ALUNOS: Quanta saudade do Cheiro da Terrinha Molhada

MINHA INFÂNCIA - Jaqueline da Silva e Cleyton Santos

Oh! Que saudades que tenho da minha vida no campo,
 da minha infância 
de correr de pés descalços
 no meio do campo.

Ah! Que saudades tenho de viver a minha vida
 perto da natureza,
a cada manhã que  acordo
 sinto o cheiro da terrinha molhada.

As minhas noites de alegrias,
 de sentar rodeado com a minha família, em uma fogueira.
Na cidade me sinto um caipira,
 mas no meu interior me sinto um doutor,
 tenho saudades de acordar  e ouvir o cântico dos  passarinhos,
 ver os pássaros alimentando  seus filhotes.
Saudades das minhas noites de melodias,
sinto saudades do meu  mundo
 em um sonho dourado,
  de respirar  alma inocência

 e sentir os perfumes das flores.


TEXTO DE LUCIANO CASTRO - TURMA 4103

Minha terra tem Goiabeiras
Onde canta o Sabiá;
Os Pássaros que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Meus Jardins têm mais Flores
Os meus bosques têm mais vidas 
Minha vida, meus amores.

Então, solitário, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem Goiabeiras
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem mais amores
Que nunca mais irei encontrar
Então solitário, à noite
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem goiabeiras
Onde canta o Sabiá.

Não permita o Cristo que meu amor morra;
Sem que eu ande por lá
Sem que eu desfrute dos seus beijos
Que jamais irei encontrar
Sem que visite minhas goiabeiras
Onde canta o Sabiá. 




RECRIAÇÃO DOS POEMAS: CANÇÃO DO EXÍLIO- Gonçalves Dias e MEUS OITO ANOS de Casimiro de Abreu

A RECRIAÇÃO DE POEMAS ROMÂNTICOS A PARTIR DE TEXTOS CONSAGRADOS É UMA DAS POSSIBILIDADES DOS ALUNOS DE ENSINO MÉDIO PERCEBERAM O VALOR DA PRODUÇÃO ESCRITA. PARA INCENTIVÁ-LOS, A ATIVIDADE FOI EM DUPLAS, NUM PROCESSO DE ELABORAÇÃO TEXTUAL
 CANÇÃO DO EXILIO
Minha terra tem fronteiras,
Onde canta quem mora lá,
As pessoas que aqui cantam,
Não cantam como as de lá.

Nosso sol é mais brilhante,
Nossa vida é radiante,
Nossos amores são emocionantes,
Nossa caatinga é mais em cantante.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem fronteiras,
Onde canta quem mora lá.

Minha terra tem amores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar, sozinho, à noite,
Minha terra tem fronteiras,
Onde canta quem mora lá.

Meu Deus, não permita, que acabe com aquele lugar,
Sem que antes eu volte lá,
Sem que desfrute os amores,
Que não encontro por cá,
Sem que eu veja aquelas fronteiras,
Onde canta quem mora lá.                                               
AUTOR: Ramon Rodrigues Coelho TURMA:4103     
TEXTO: Meus 16 anos 
Oh! Que saudades que tenho
Da minha adolescência  querida
Tempos bons que não voltam mais,
Amor, amizade sinceridade que não são iguais
debaixo dos parreirais.

Como são belos os dias 
onde tínhamos nossas alegrias .
O mar é lago sereno
O céu é um manto azulado ,
O mundo, um  sonho dourado
A vida é reino de amor

Que natureza , que vida!
Que noites alegres e perfeitas
O céu brilhante de estrela
A terra onde canta o sabiá 
as ondas beijando a areia ,
e a lua beijando o Velho Sofrimento!
Oh! Que saudade que tenho da minha adolescência .
 Hérica Freire  e  Naéliton - TURMA 4204 - AGROPECUÁRIA