sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Nas águas do Riacho

QUE FALTA EU TENHO DA SOMBRA DA MINHA CASA...
Oh!  Que falta eu tenho
Da sombra da minha casa,
Da minha vida querida
Que o tempo não volta mais!
Lazer, que tinha, ventos fortes,
Nas noites ligeiras
Nas águas do riacho
Descendo  as serras!
Com seus belos arco-íris
Do amanhecer do dia!
— Olha para o céu e a inocência
Com perfumes das frutas;
O riacho é — curto, calmo,
A água— azulada como o céu,
(...)
Que nuvem branca
que dança de alegria,
Sem ser vulgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra cheia de flores
E o sol beijando o riacho!
Dias da minha vida!
Que não voltam!
Que doce a vida não era
Nas  manhãs bonitas,
Que eu tinha na roça
Da minha mãe
E brigas com minha irmã!
Livre das montanhas de concreto da cidade,
Da vida aberta à natureza,

Pés descalços, braços nus
Correndo pelas matas
A roda do riacho,
Atrás das águas ligeiras
Das nuvens azuis!
Naqueles tempos chuvosos
E ir colher os frutos,
Tirava as mangas,
Brincava na beira do riacho;
Rezava o terço,
Achava o céu azul.
Adormecia na cama
E despertava ao amanhecer!
Oh! Que falta que tenho
Da aurora da minha vida,
Da sombra da minha querida Casa
Que vida eu tinha na mata,
Naquelas noites ligeiras
à sombra dos coqueiros
Debaixo das goiabeiras!

FRANCISCO IURY E BRISA - TURMA 4204  ENSINO MÉDIO

A vida é curta? Não sei...

Paráfrases a partir do texto de Cora Coralina

Não sei...


Também não sei quase nada da VIDA...
Só sei do que já vivi
E se ela é curta, não sei
 Só sei que já vivi demais para saber que o sentido para a vida, quem dá somos nós

Porque podemos ser quem quisermos ser
É para isso que servem os sonhos que tornamos realidade.

E já que dizem que a vida é curta,
Porque não viver o hoje, sendo mais acolhedor, envolvente, respeitoso, contagiante
Mesmo com as lágrimas inevitáveis e os contratempos inesperados.

Assim quando não nos restar mais tempo,
saberemos que o que fizemos da vida teve um grande sentindo
Saberemos se fez sentido ter vivido, se valeu a pena.
Mesmo por pouco tempo
Que tenha sido verdadeira e intensa.

ANA CLÁUDIA SILVA - AGROINDÚSTRIA - PRONATEC

domingo, 22 de dezembro de 2013

Os sentimentos são retirados do peito com ardor e profundidade.... ALUNAS DE AGROINDÚSTRIA - PRONATEC


Dayana Oliveira

Pior do que ser magoada com atitudes é ser magoada com palavras, que machucam mais do que uma flecha cravada no peito. É como ser apunhalada pelas costas.
E dói mais, quando a palavra é dita por uma pessoa que amamos e, às vezes machuca tanto que só conseguimos nos recuperar aos poucos, lentamente. E diante de tantas incertezas tudo que dizemos ao nosso coração para tentar fingir que nada aconteceu e não passa de meras mentiras que só fazem com que soframos ainda mais.
 Mas a vida continua e temos que seguir em frente, apesar do coração estar despedaçado por dentro. E a caminhada fica mais fácil quando aparece alguém que consegue aliviar nossas feridas com amor, carinho e afeto.

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Jessica Fernanda da Silva Nascimento

Vida é pra ser vivida.

Se a vida é realmente curta, então vamos aproveitá-la bastante, aproveitar os amigos e amores. Vamos estender a mão ao próximo como um gesto de amor e afeto, que essa atitude não seja passageira, mas sim um hábito, assim esticando a vida e não fazendo da mesma, algo sem sentido, dando importância ao que vale a pena, dando atenção às coisas simples como uma boa conversa, fazendo do trabalho uma extensão de casa;
Aproveitar  tudo que a vida pode proporcionar porque nessa vida não dá pra apertar CTRL+Z e desfazer o que fez ou falou, Assim, buscar falar e fazer coisas boas já é começo e a vida se encarrega do resto.       

Justo ou Injusto? Isto é Brasil! De Jane Vasconcelos - AGROINDÚSTRIA PRONATEC


Sempre acreditei no melhor do ser humano, e ainda me pergunto porque acontecem coisas tão ruins! Porque uma pessoa é capaz de matar, roubar, machucar e outras coisas mais.
Certo dia, presenciei uma cena que a princípio me deixou chateada e, por fim, furiosa, não só pelo desfecho que a caracterizou, mas, sobretudo pelos personagens que a compuseram. 
Estava em um terminal rodoviário esperando o ônibus, quando de repente chegaram dois policiais em uma viatura trazendo um homem seminu, usando apenas um short e estava descalço, e bem ali na minha frente começaram e espancá-lo.
 Nunca na minha vida eu havia presenciado tamanha brutalidade. Pensei:
 - Que pode ter feito esse pobre coitado pra merecer tamanha humilhação? E porque aqueles policiais escolheram um local cheio de pessoas pra  cometerem tamanha atrocidade?
Aquilo doía em mim, mas eu não podia fazer nada e nem ao menos sabia por que ele estava sendo espancado, o que ele teria feito? Sai rapidamente, finalmente o ônibus chegou, olhava em outra direção, tentando ignorar aquela cena.
Já afastada, fiquei olhando, discretamente, os personagens, tentando escutar as suas vozes a fim de entender o desenrolar dos acontecimentos. Entrei no ônibus, e por fim este entrou em movimento.

 - Graças a Deus, pensei. Fiquei extremamente aliviada por sair dali.

Crônica "...basta uma nuvem ‘ensombrada’, uma chuva melancólica, uma brisa que invade a sala para fazer-me lembrar..."

Este texto muito me emocionou e deixou uma sensação de que sentimos o vazio que a saudade nos deixa...
 ( Professora Antonise)

Em um dia ensolarado, quente e corrido na cidade grande é fácil esquecer o que se sente por dentro. O ritmo apressado, os compromissos inadiáveis, tudo sufoca e omite. Todavia, basta uma nuvem ‘ensombrada’, uma chuva melancólica, uma brisa que invade a sala para fazer-me lembrar dos que eu deixei, dos momentos vividos, do tempo de cidadezinha. “inha” mesmo! Tão pequena que ninguém é de ninguém. Todo mundo é filho de seu Pedro, ou sobrinho de dona Ana, mora no Brejo da Madre, na Várzea do Meio, no Alto de São Pedro, ou ainda se entoca na cidadezinha, com ar de ser a capital de alguma coisa – dos brejos, das várzeas, dos altos.
Não quero me gabar, mas em capital nasci e em capital fui criado. A capital da vida mansa. Criado mesmo, porque ninguém se cria sozinho, também tive tia, primo, padrinho, cachorro, gato, galinha. Mas, aquele lugar tão pequeno, de gente simples e trabalhadora parece estar livre das forças transformadoras do tempo. E melhor que seja assim. Quem dera na grande cidade eu encontrasse a mesma paz, calor e solidariedade que encontrava por lá.
Todos os dias, a caminho do Instituto, onde estudo, passo por muitos lugares que me parecem familiares. Entre hectares de plantações existem pequenos povoados que muito me lembram o lugar de onde eu vim. Não foi nesses lugares que me criei, mas uma breve visita me confirmaria o que eu sei, por intuição.

Ali também o tempo parece parar. Sei que as pessoas são simples, os bichos correm soltos na rua, substituem o trânsito da cidade. Sei que ali também existem ternura e simplicidade no coração das pessoas que optaram viver de aconchego.

 Danilo Soares Teixeira Leite
Agroindústria - PRONATEC - TARDE - IF CAMPUS ZONA RURAL

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Participação do Profº Silver Jonas no VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia

VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia
Tema: “Cuidando da Saúde do Planeta”. Porto Alegre, 25 a 28 de novembro de 2013.

Quero agradecer ao IF SERTÃO-PE por me oportunizar a participação nesse congresso. Voltei muito animado com o que vivi nesses dias em Porto Alegre, estamos conseguindo mudar nosso planeta para uma situação mais saudável, mesmo com todo atual pujante agronegócio brasileiro. Existe um grupo muito grande de pessoas interessada nisso. Participaram mais de 4000 pessoas no congresso, 1055 trabalhos acadêmicos publicados na Revista Brasileira de Agroecologia (B3), e havia uma sintonia, um sonho comum, um pensamento novo que poderá nos ajudar a sair da crise que nos metemos, um pensamento diferente daquele que criou a crise, parafraseando Albert Einstein que foi citado pelo teólogo Lonardo Boff, na palestra de abertura do evento.

Segundo o teólogo, devemos parar de pensar que a terra nos oferece recursos naturais, ela nos oferece sim bondades da natureza. Falou-se de Gaia e de Pachamama (da língua quíchua Pacha, "universo", "mundo", "tempo", " lugar", e Mama, "mãe", "Mãe Terra"). Eu, também teólogo, diria que na terra dispomos das bênçãos de Deus.

Boff citou algo muito interessante: o legado do primeiro satélite artificial a entrar em órbita em 4 de Outubro de 1957, o Sputnik. 1º, vendo a terra somos uma única humanidade, 2º, passamos a ter uma consciência planetária, 3º, somos uma terra de extrema fragilidade flutuando no nada do espaço.

Ainda comentando a fala de Boff, estamos crucificando a terra; se não fizermos um pacto estaremos arriscando a verdade da vida. Estamos sendo hostis com a terra, estamos doentes porque não estamos cuidando dela, porque ficamos antropocêntricos, esquecemo-nos da nossa essência humana, que advém do termo “húmus”, que significa terra boa e fértil, terra arável e cultivável. Estamos num exílio, longe da nossa origem, desligados. Precisamos de uma religação com nossa origem, com nosso Deus.

Todos os seres vivos não são muito diferentes, possuem os mesmos 20 aminoácidos essenciais, 4 bases fosfatadas que são a base do mesmo tipo de codificação da vida chamado DNA. A ecologia que ensina desde a espécie de indivíduo, as populações, as comunidades, os ecossistemas, os biomas, a terra, cooperam entre si para manterem a vida, não é uma competição vencida pelos mais fortes e evoluídos. A terra é um ser vivo, que se mexe, é vida, que obedece a comandos de uma complexidade e perfeição que nos causa temor e tremor. Nós estamos aqui para cuidar dela. Cuidar da Saúde do Planeta. Ou não? Estaríamos aqui apenas para enriquecer com os materiais valiosos aqui existentes?

Com a agroecologia prega-se essa origem dos sentidos da humanidade e do planeta, evocamos a cooperação que nos é inerente, sentimento e paixão nos são naturais, razão sensível nós temos e devemos usá-la. É na paixão que residem os sonhos para mudar a realidade, a ética do bom samaritano.

Alguns dos palestrantes estrangeiros mais importantes foram todos unânimes em dizer que o Brasil hoje é liderança em agroecologia, considerando que temos legislações, grupos, redes, recursos, experiências, projetos. Isso foi dito por Miguel Altieri (UC Berkeley/SOCLA), Stephen Gliessman (UC Santa Cruz), Eduardo Sevilha Guzmán (Univ. Córdoba), Manuel Gonzalez de Molina (Unid. Pablo de Olavide/SEAE).

É necessário comunicar isso ao Brasil. Nossa grande imprensa vem barrando essa notícia. Nós precisamos divulgar o que somos e fazemos.

Silver Jonas Alves Farfan. Professor IF SERTÃO-PE, Petrolina Zona Rural.

02 de dezembro de 2013.