terça-feira, 25 de março de 2014

ENSINO MÉDIO - TURMA 4105 - AGROPECUÁRIA - INICIA LEITURA DOS CONTOS MACHADIANOS

Numa época em que o uso da vírgula ainda não estava normalizado, Machado de Assis emprega esse sinal diacrítico de forma hesitante e, às vezes, contraditória, como é possível verificar nas ressalvas feitas por muitos organizadores de suas edições. Veja o exemplo a seguir:
" A imaginação dela porém não era doentia, nem romântica nem piegas". ( ML, x)
 
Aqui faltam as vírgulas antes e depois da conjunção porém. (  Retirado do livro DICIONÁRIO DE MACHADO DE ASSIS, Língua, estilo, Temas - de Castelar de Carvalho - Editora Lexikon)
BOA LEITURA E FRUTÍFERAS DISCUSSÕES SOBRE NOSSO BRUXO DO COSME VELHO.
 




 
 
No pátio do IF ZONA RURAL, os alunos ainda envergonhados posam para o registro fotográfico de suas leituras machadianas com o conto - NOITE DE ALMIRANTE.
 

OS EXEMPLARES DESTE LIVRO ESTÃO À DISPOSIÇÃO EM NOSSA BIBLIOTECA DO CAMPUS ZONA RURAL PARA EMPRÉSTIMO.

segunda-feira, 24 de março de 2014

O café da manhã: sem café

Esta Crônica Reflexiva nos surpreende ao questionar o valor da família. A atividade foi elaborada em casa  e corrigida pela professora. Durante a reescrita, Katharina conversa com o leitor e propõe seus questionamentos.  A leitura de outros textos contribuíram para o aprofundamento da escrita. Houve liberdade, preservando os aspectos do gênero trabalhado. Em seguida, os alunos farão os comentários e observações nas produções aqui postadas.
Professora Antonise
O café da manhã: sem café

Por: Katharina Marinho
Turma: 4105 - Agropecuária

Você pode estar se perguntando: "Cara, que coisa mais sem noção! Como alguém escolhe um tema assim?", porém é a mais pura realidade. Você já parou para pensar e se perguntar como era o incomparável café familiar, da época dos seus avós e pais, com o nosso de hoje em dia?
Se sua resposta for não, meu amigo, bote a cabeça para funcionar e investigue a história dos seus pais, garanto-lhe que pode ser surpreendente. Eu mesma decidi revirar o baú de histórias da minha família, e daí, me deparei com as histórias do café, da minha amada mãe.
Maria Ivone, minha mãe, moradora da zona rural durante sua fase de criança, conta que nessa época eram quatro pessoas para o café da manhã: os pais, o irmão e ela. Nesses dias, ela assumiu, que eram difíceis, lhe faltavam comida. Ter cuscuz era um luxo, só tinha na época da safra que era quando minha avó podia colher as espigas e moer os grãos, e fazer coisas diferentes como: canjica, bolo de milho, pamonha, nessa época era uma festa. Fora desse tempo, o que tinha para comer era uma bolacha fofa, feita de farinha de trigo água e sal chamada de mata fome.

Minha mãe conta que leite não faltava, pois seu pai trabalhava numa fazenda e o fazendeiro dava um pouco de leite todos os dias. Fora isso, as únicas coisas que  tinha para comer, eram frutas que ela e seu irmão colhiam nas árvores da fazenda.

Agora me responda: Será que você tem que passar pelo mesmo sofrimento para ter seu café da manhã todos os dias? Você agradece a Deus todos os dias por seus pais terem forças pra trabalhar e trazer o pão pra dentro de casa todos os dias?
Fazemos parte de uma geração diferente e não temos que passar por tanto sofrimento pra ter o café da manhã todos os dias. Seja grato por isso!
Catarina e a Profª. Antonise

O EXERCÍCIO DA ESCRITA PERMITE REFLEXÕES SOBRE FAMÍLIA E AMIGOS - ENSINO MÉDIO AGROPECUÁRIA 2014


MEU PAI 

Os ensinamentos mais preciosos que já recebi foi dele, meu pai. Josevaldo dos Santos, o homem mais trabalhador que eu conheço. Aquele que sabe o que faz com tudo, a família, o trabalho, amigos, pelo menos é o que ele passa pra mim.
 Já passou por tantas situações e não quer deixar que isso se repita com nenhum de seus filhos.
- A partir dos meus quatorze anos, eu morava na casa dos outros, trabalhando e estudando porque meus pais não tinham condições! Hoje vocês têm tudo, então se esforcem e me deem orgulho.
 Meu amor por ele não se mede. Acham parecida com ele,  às vezes ele fala que meu jeito parece com o dele:
- Puxou a mim!
 Diferente de muitos, meu pai é carinhoso, amável. Isso é o que eu mais gosto nele. Essa distância que nos separa, não impede que continue me transmitindo todas as coisas boas que existem dentro dele.

Que continue assim este amor de pai e filha.

 Gabriela Cristina da Silva Santos
Turma:4206
Meus Pais




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Buchada pros Paulistas

Certo dia, um povo da minha família, lá de São Paulo veio  nos visitar. Então, eles chegaram e já foram direto almoçar.  Os paulistas gostaram dessa tal de buchada, eles comeram, comeram, e comeram, mas uma prima nossa gostou tanto, e comeu por demais.
Depois do almoço, fomos conversar: papo vai, papo vem e a prima quieta. Ela acostumada com os temperos da sua cidade o que não é a mesma coisa do tempero nordestino.

Quando vimos,  a prima correu pro banheiro e  foi cada estrondo; uma sinfonia inteira. E o fedor, tapamos o nariz e nada dessa menina sair. De repente,  a menina abre a porta do banheiro dizendo:
-  Vocês assistem a novela das oito? Eu não perco um capítulo.
Ficamos admirados com a atitude dela. A menina saiu como se nada tivesse acontecido.
Era o peido da Buchada!
Nunca mais esqueci este dia.
George Manoel
Turma: 4105
 
 

PROFESSORES GABRIEL KAFURE E ROBERTO REMÍGIO DIALOGAM SOBRE O DIA DA POESIA

Professor Gabriel Kafure, Filósofo, surpreende-nos com abordagem histórica do termo POÉTICA:
A Poética (em grego antigo: Περὶ ποιητικῆς; em latim: poiétikés), provavelmente registrada entre os anos 335 a.C. e 323 a.C. (Eudoro de Souza, 1993, pg.8), é um conjunto de anotações das aulas de Aristóteles sobre o tema da poesia e da arte em sua época, pertencentes aos seus escritos acroamáticos (para serem transmitidos oralmente aos seus alunos) ou esotéricos (textos para iniciados).  ( Retirado do site wikipedia.org.)
 





 
SEGUNDO MOMENTO DA TARDE: Profº. Roberto Remígio enalteceu o dia da Poesia ao fazer uma análise dos poetas regionais clássicos e atuais, tais como: Vinícius de Moraes, Drummond, Arnaldo Antunes, Pedro Américo ( pernambucano) entre outros.
 









quinta-feira, 20 de março de 2014

Imagens das Atividades Realizadas no Dia da Poesia no Campus Zona Rural

ALUNOS DO PRIMEIRO ANO PREPARAM
OS VARAIS POÉTICOS EM SALA DE AULA





 
VARAIS POÉTICOS NA ENTRADA - AUDITÓRIO ANDRÁS LAKATOS
 
 

MOSTRA DE OBRAS DE AUTORES REGIONAIS, INCLUSIVE OS LIVROS COM OBRAS( Poemas e Contos) DO PROFESSOR ROBERTO REMÍGIO.


 
Professora Celione Silva com os alunos e alunas dos Primeiros Anos de
Agropecuária  durante a preparação dos Varais Poéticos
 





 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Homenagem ao Dia da Poesia: uma trajetória em diferentes épocas e formas de expressão - IF CAMPUS ZONA RURAL PETROLINA

O Gênero Poesia não apenas marcou uma geração, mas uma conduta, um modo de vida, presente em trechos como os de Bertlot Brechet “ Não desperdicem um só pensamento, com o que não pode mudar”  ou de Cecília Meireles “ Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa; Não sou alegre nem sou triste: sou poeta. A partir dessas considerações, o Campus Zona Rural do IF SERTÃO PE, no último dia 13 de março, homenageou a Poesia em suas formas de expressão: letras e canções.

A Professora Celione Silva realizou o Varal Poético com os alunos dos Primeiros Anos das turmas 4207 e 4208 do IF SERTÃO PE – CAMPUS ZONA RURAL os quais fizeram poema sobre diversos temas: o amor, o Sertão, vídeos games, bem como trouxeram a escrita de poemas consagrados: Drummond, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e outros para a confecção do Varal Poético  sobre o dia da Poesia, 14 de março.

A Professora Antonise assistiu com os alunos dos Segundos Anos do Ensino Médio ( Turmas 4206 e 4105) o documentário sobre a  obra de Chico Buarque e suas músicas: Apesar de Você, Construção, Vai Passar, etc. Considerado como o poeta de alma feminina, Chico Buarque  sabe trazer questões da vida da mulher para seus poemas e letras de canções com a sensibilidade de quem conhece, como homem, a verdadeira mulher.

À tarde, no auditório Andreas Lakatos, houve apresentações e homenagens ao dia da Poesia. Inicialmente com a fala do professor de filosofia, Gabriel Kafure, que fez esclarecimentos sobre a trajetória dos poetas gregos, a influência exercida por eles até hoje em nossa arte e literatura e a subjetividade da poesia.

Em seguida, o Professor e Escritor Roberto Remígio homenageou o dia da Poesia com uma palestra sobre “Existe Literatura Regional?”. Em sua fala, destacou o papel da Estética, defendendo que não há arte sem esforço, sem labor. No momento, também mostrou as diferenças entre a poesia verdadeiramente artística e o subproduto da mídia, que é o poema de apelo meramente comercial.

Depois da palestra, os alunos dos terceiros anos ( Turmas 4204 e 4103) fizeram apresentações de Seminários sobre a vida e obra de grandes poetas brasileiros como Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles. Além disso, autores contemporâneos foram contemplados, entre eles: Pedro Américo, Thiago de Melo, Arnaldo Antunes.

No encerramento, o professor Elias (Sociologia) comentou o quanto ficou impressionado com as explicações sobre o fazer poético, a leitura dos poemas e agradeceu a oportunidade de estar presente e aprender mais sobre Poesia.

A Coordenação do Ensino Médio, Profª. Rafaela também parabenizou o evento que mostra a importância de os alunos assistirem aulas diferentes, em contextos que despertam a atenção e a interação. Nós, professores de Língua Portuguesa, ficamos felizes com o público presente que se mostrou interessado e participativo, interagindo com as análises apresentadas.

Equipe de Higor, José Paulo, João Marcos - 3º anos


Apresentação sobre Arnaldo Antunes

Equipe sobre Ferreira Gullar 

Professores Elias, Remígio, Antonise, Rafaela e Gabriel ( de camisa amarela)

Professor Gabriel e Débora,  fotógrafa de última
 hora para o evento.

Roberto Remígio durante a palestra " Existe Literatura Regional?"


Cartazes elaborados pelos alunos

Apresentação Thiago de Melo



Grupo de Maiany   sobre a Escritora Alice Ruiz





quarta-feira, 5 de março de 2014

O amor é tema principal nos textos: O GOSTAR DEMAIS E VIDA NO CAFÉ DA MANHÃ


O  GOSTAR  DEMAIS



Tudo começa quando um menino gosta da menina. Com isso o tempo passa, o menino esquece por uns tempos dela. Depois, eles se reencontram, mas há um porém,  ela pertence a uma classe social diferente dele ,mas mesmo  assim ele ficam, acabou surgindo um “desejo”, emoções entre eles. Ela gosta dele, mas por achar que ele é muito ‘galinha’ e anda pegando todas as meninas que lhe dão ousadia, não acredita que ele gosta dela realmente, para namorar não vai dar certo por motivos óbvios, embora o jovem sinta amor demais por esta menina.

Faz de tudo para vê-la, mas a menina começa a namorar outro rapaz. Como fica triste com essa situação, mas anos se passam e eles se reencontram e acabam namorando.
 
 Casam-se e têm lindos filhos. Quando você gosta de uma pessoa, gosta dela do jeito que ela é, não importa o defeito que ela tenha ou classe social. Se é de verdade, a pessoa mudará e nem perceberá a mudança.

Radamés  Dias
TURMA: 4206 - 2º ANO -
 



VIDA NO CAFÉ DA MANHÃ
Uma manhã fria, num dia longo, mãe e filha nunca perdem o costume:  o café da manhã juntas é uma rotina que elas não abrem mão.
Bem, todos os dias  Julia saía para o cursinho e chegava  por volta das 20:00h. Já acostumada com sua mãe para sair às nove horas da manhã e voltar às 23h00, sempre almoçou e jantou ou na escola , ou em casa sozinha.
Julia estuda muito para passar em medicina. Esse foi um dos motivos que fez ela pedir para sua mãe Paula fazer um chekup  geral. O resultado doloroso veio à tona: a mãe, única pessoa que lhe restava na sua vida estava  com leucemia em fase terminal.
- Como? Por quê? Por que isto aconteceu com ela?
Paula,  a mãe, com sua dor se afastou do trabalho por justa causa, e viu todos os dias do fim da sua vida o que o medico dizia:
- Eram no máximo oito meses para ela viver.
 Eram oito meses de café da manhã com a filha. E todos os dias estavam lá,  as duas,  sentadas à  mesa ,rindo,  contando piada sem discussão , sem stress. Por dentro, havia o nó na garganta, o coração apertado, o choro escondido, mas não podiam demonstrar tristeza,  afinal ela não iria mudar as coisas.
Os dias se passaram e o dia da prova chegou. Seriam dois dias seguidos, no segundo dia assim que Julia saiu da prova e  ligou o celular, viu ligações e mensagens perdidas. Era sua mãe ligando para dizer que estava no hospital
Assim que chegou ao hospital,  pediu-lhe desculpas por tê-la deixado sozinha naquele momento.
 Mãe e  filha estavam frente a  frente, chorando,  não precisava mais ficar com um sorriso doloroso no rosto.
E assim passaram-se os dias e elas não tomavam só café juntas, mas todas as refeições.
Um dia sua mãe a gritou e ela entrou no quarto,  entusiasmada  com a notícia que acabava de receber.
 -  Mãe, eu passei , mas a sua mãe olhou-lhe rapidamente , sorriu , escorreu –lhe  a úlltima lagrima e dormiu eternamente.
Julia passou dias tristes  e sempre quando pensa em sua mãe o nó  chega na garganta e o coração apertado vem , mas ela nunca perde o costume e todos os dias, antes de ir para faculdade , toma o café da manhã reforçado,  pega o retrato da sua mãe e diz:
 –Mãe,  estou indo. Te amo, beijo!
                                                                                         
 Beatriz dos Anjos  
TURMA: 4105
 



 

CRÔNICAS: ZÉ DE CIÇO, MEU VÔ e FÉRIAS NO CAPIM


                                Zé de Ciço, Meu Vô


A velha cadeira continua lá, no mesmo lugar, apesar de existir cadeiras novas ele faz questão de consertar a velha.

 Este é meu avô, José Rodrigues da Silva, nome que até agora eu mal lembrava devido ao costume de todos  os chamarem de “Zé de Ciço”. Até hoje me pergunto o porquê  desse “Ciço” e até hoje nunca achei resposta.

 O humor do meu “vô” (é assim que eu lhe chamo) está sempre dividido em duas fases: os dias estressantes e os dias em que ele fica muito bem humorado (esses são os melhores). Gosto sempre de ouvir suas histórias, de escutar seus comentários, principalmente. Tudo isso porque ele tem sua forma própria de falar, seu costume de abreviar palavras me deixa curiosa. Um exemplo disso é que ao invés de falar “mais ou menos” ele sempre diz :

-“Mareno”.

Eu sempre ficava imitando e achava tudo muito engraçado, mas não sei se essa forma de falar é devido à idade dele, ou a pancada que ele recebeu quando era mais jovem, mas que o marcou pra sempre. Realmente a vida do meu “vô” foi uma grande história e uma delas é esta:

 Antes de ser esse homem trabalhador, agricultor e morador do sertão,  meu avô morava na capital, e antes de ficar velho e ter a pele fragilizada, Zé de Ciço já foi um jovem bonito e foi devido a essa tal “boniteza” que uma moça muito charmosa se interessou  por ele. O  problema  é que seu amigo também gostava da moça e ao perceber o que estava pra acontecer tramou uma cilada contra ele e o agrediu na cabeça com uma barra de ferro. Ele ficou muito tempo no hospital, mas isso é história antiga, no fim das contas , meu vô conheceu  minha avó D. Arlete e estão  casados até hoje  ‘entre tapas e beijos’ como ele mesmo diz:

-“Nós se demos certo, dois desmantelados.”

Bom, no fim de tudo eu sou apenas mais uma de tantas netas  que não convive tanto com ele, mas que sempre se diverte com suas histórias e que admira seu jeito e seu talento pra consertar coisas  que estejam quebradas, esquecidas e velhas. Meu “vô”, Zé de Ciço só não consegue consertar o jeito estressado, engraçado, errado ao falar, e teimoso mais que uma mula. Seu nome poucos lembram,  mas todo mundo o chama de “Zé de Ciço”.



Aluna:  Isabela da Silva Santos

Turma: 4206



2.

Minhas férias no Capim

Nas férias de dezembro no Capim, povoado que fica a cerca de 30 km de Petrolina, lugar conhecido pela tradicional corrida de burros e jegues, a ‘Jecana’, idealizada pelo radialista Carlos Augusto, aconteceram muitas coisas legais. Eu e meus amigos andávamos a cavalo todos os finais de semana, íamos ‘pro mato’ correr atrás de bois e jumentos. Isso se tornou uma prática bem comum entre nós. 
Durante a semana, eu trabalhava o dia inteiro com meu pai. Era muito bom, pois ele me dava dinheiro todos os dias, mas esse dinheiro não durava muito, porque à noite eu e meus amigos saíamos para os outros projetos vizinhos como N-9,10 e 11.
Às vezes, íamos a Petrolina e com essas voltas meu dinheiro que eu suei para ganhar foi embora apenas em uma noite.  Tudo isso era rotina.
Todos os dias era a mesma coisa, mas eu não enjoei, nas próximas férias, quero que seja tudo do mesmo jeito. Minhas férias foram perfeitas!

            
Imagem da Jecana no Capim - PETROLINA-PE
                                                                                 


Autoria: Raryson Gabriel 
Turma:4105