quarta-feira, 5 de março de 2014

CRÔNICAS: ZÉ DE CIÇO, MEU VÔ e FÉRIAS NO CAPIM


                                Zé de Ciço, Meu Vô


A velha cadeira continua lá, no mesmo lugar, apesar de existir cadeiras novas ele faz questão de consertar a velha.

 Este é meu avô, José Rodrigues da Silva, nome que até agora eu mal lembrava devido ao costume de todos  os chamarem de “Zé de Ciço”. Até hoje me pergunto o porquê  desse “Ciço” e até hoje nunca achei resposta.

 O humor do meu “vô” (é assim que eu lhe chamo) está sempre dividido em duas fases: os dias estressantes e os dias em que ele fica muito bem humorado (esses são os melhores). Gosto sempre de ouvir suas histórias, de escutar seus comentários, principalmente. Tudo isso porque ele tem sua forma própria de falar, seu costume de abreviar palavras me deixa curiosa. Um exemplo disso é que ao invés de falar “mais ou menos” ele sempre diz :

-“Mareno”.

Eu sempre ficava imitando e achava tudo muito engraçado, mas não sei se essa forma de falar é devido à idade dele, ou a pancada que ele recebeu quando era mais jovem, mas que o marcou pra sempre. Realmente a vida do meu “vô” foi uma grande história e uma delas é esta:

 Antes de ser esse homem trabalhador, agricultor e morador do sertão,  meu avô morava na capital, e antes de ficar velho e ter a pele fragilizada, Zé de Ciço já foi um jovem bonito e foi devido a essa tal “boniteza” que uma moça muito charmosa se interessou  por ele. O  problema  é que seu amigo também gostava da moça e ao perceber o que estava pra acontecer tramou uma cilada contra ele e o agrediu na cabeça com uma barra de ferro. Ele ficou muito tempo no hospital, mas isso é história antiga, no fim das contas , meu vô conheceu  minha avó D. Arlete e estão  casados até hoje  ‘entre tapas e beijos’ como ele mesmo diz:

-“Nós se demos certo, dois desmantelados.”

Bom, no fim de tudo eu sou apenas mais uma de tantas netas  que não convive tanto com ele, mas que sempre se diverte com suas histórias e que admira seu jeito e seu talento pra consertar coisas  que estejam quebradas, esquecidas e velhas. Meu “vô”, Zé de Ciço só não consegue consertar o jeito estressado, engraçado, errado ao falar, e teimoso mais que uma mula. Seu nome poucos lembram,  mas todo mundo o chama de “Zé de Ciço”.



Aluna:  Isabela da Silva Santos

Turma: 4206



2.

Minhas férias no Capim

Nas férias de dezembro no Capim, povoado que fica a cerca de 30 km de Petrolina, lugar conhecido pela tradicional corrida de burros e jegues, a ‘Jecana’, idealizada pelo radialista Carlos Augusto, aconteceram muitas coisas legais. Eu e meus amigos andávamos a cavalo todos os finais de semana, íamos ‘pro mato’ correr atrás de bois e jumentos. Isso se tornou uma prática bem comum entre nós. 
Durante a semana, eu trabalhava o dia inteiro com meu pai. Era muito bom, pois ele me dava dinheiro todos os dias, mas esse dinheiro não durava muito, porque à noite eu e meus amigos saíamos para os outros projetos vizinhos como N-9,10 e 11.
Às vezes, íamos a Petrolina e com essas voltas meu dinheiro que eu suei para ganhar foi embora apenas em uma noite.  Tudo isso era rotina.
Todos os dias era a mesma coisa, mas eu não enjoei, nas próximas férias, quero que seja tudo do mesmo jeito. Minhas férias foram perfeitas!

            
Imagem da Jecana no Capim - PETROLINA-PE
                                                                                 


Autoria: Raryson Gabriel 
Turma:4105

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