terça-feira, 5 de agosto de 2014

CHÃO SECO - Gabriela Cristina


No período em que estávamos em greve na Instituição, recebi emails calorosos sobre a vontade de escrever. Quis, então, publicar na íntegra o de Gabriela. Parabéns!
Oi, professora Antonise, boa tarde!
A senhora ontem me incentivou a escrever, então decidir começar.
Um beijo.
Gabriela Cristina - Turma: 4206 (EM Agropecuária)

“Espero a chuva cair de novo pra eu voltar pro meu sertão...”.
 E hoje o sertão agradeceu. Agradeci também por cada molécula da chuva que cai nesse chão que nos castiga. O sertanejo recolhe-se, levanta as mãos para céu e diz obrigado pela plantação que foi salva. As crianças agradecem por tomar banho de chuva e se divertir tanto. A dona de casa fica feliz pela água que conseguiu juntar em sua cisterna para fazer a comida.
Esse chão seco, seco, mas tão amado, mesmo com esse sol impiedoso. Sertão de tantos amores e desamores, tantas vidas, mortes, ilusões e desilusões.  De um Chão seco esse nosso, a ponto de não ter o que comer e beber, mas o sertanejo de fé, ajoelha, reza aos seus santos, mas não arreda o pé da amada terrinha.
 E de tanto rezar e pedir, é atendido e mais uma vez agradece. 




2 comentários:

Unknown disse...

Obrigada pela postagem professora! Nosso sertão merece ser lembrado.

Unknown disse...

Gabriela mostra que a escrita é o caminho para falar do seu lugar, de histórias de sua gente. Fico feliz, pois aos poucos meus alunos percebem a importância deste espaço de divulgação das leituras e experiências de escrita. Parabéns, Gabriela Cristina. Aluna de Agropecuária - 2 ano.