terça-feira, 9 de setembro de 2014

Produções Textuais Com Temática: "O Futuro da Terra"

Alunos do Ensino Médio Técnico em Agropecuária (T. 4206) elaboram textos e trazem reportagens sobre os principais problemas da atualidade que afetam a região do vale São Francisco: Desmatamento da caatinga, os efeitos dos agrotóxicos no Vale e a Poluição das águas do rio São Francisco  pelos esgotos.  De acordo com a professora Antonise Aquino,  o tema proposto "O futuro da Terra" oportunizou  a reflexão e  a apropriação de uma temática que falasse de aspectos regionais.
Foram realizadas atividades em grupos para leitura e produção textual com meu apoio como bolsista deste Projeto de Extensão. Bárbara Roscelis ( Bolsista PIBEX)


                                            Bioma Caatinga

Atualmente as devastações do bioma caatinga vem aumentando de acordo com o crescimento populacional e agrícola.  Como consequência o aceleramento contribui para desertificação e extinção de espécies da flora e fauna. Os resíduos de agrotóxicos e outros produtos químicos despejados em aguas correntes prejudica a saúde humana.
As devastações do bioma caatinga está cada dia mais prejudicada, existindo apenas 11% de sua preservação decorrentes das queimadas e desmatamentos para a implantação de habitações, agrícola e pecuária. Lembrando que como consequência existem espécies em alto risco de extinção alguns exemplos são: a aroeira, umburana, de cambão, umbuzeiro, tatu bola, ararinha azul. O uso de agrotóxicos é prejudicial tanto diretamente ao ser humano, quanto indiretamente através do alimento que recebeu o produto. Além do descarte inadequado do produto que em contato com a agua pode fluir em lagos, rios ou poços e logo em seguida vir a ser consumida.
Pode-se reconstituir a fauna e flora, através do plantio e da preservação das espécies naturais e, diminuindo a caça indiscriminada e o contrabando, com a inclusão de um projeto para recolhimento correto das embalagens de agrotóxicos, tubulações para o escoamento dos excessos do produto para um lugar adequado.


- Brunna Luiza, Josyely Bezerra, Mateus Henrique e Jaqueline Gomes.
 
Turma: T.4206


Alunos Gabriela, Clodoaldo, Igor, Janaina da turma 4206

 Brunna Luiza, Josyely Bezerra, Mateus Henrique e Jaqueline Gomes. Turma: T.4206



Francisco Micael, Jamis e Alexandre


                    Os efeitos dos agrotóxicos no vale do São Francisco

A utilização de agrotóxicos no vale do São Francisco possui efeitos adversos que podem ser positivos no que diz respeito ao aumento da produção agrícola, e negativos em seus efeitos vindo a prejudicar os trabalhadores, consumidores e o meio ambiente.
A utilização dos agrotóxicos, previne o ataque de pragas e de fungos que trazem problemas a produção, tornando as plantações mais protegidas, e possibilitando a produção de culturas que naturalmente não seriam possíveis em nossa região. Como a uva que é originada de regiões frias, que sem a utilização de produtos químicos para auxiliar a sua floração e crescimento não teria sucesso na nossa região. O uso de defensivos em excesso causa mal estar e doenças que podem levar morte aos trabalhadores que passam muito tempo expostos aos mesmos. E a exposição dos alimentos aos defensivos é tão excessiva que os donos de plantações não consumem os alimentos que eles mesmos produzem.
 Os defensivos que são aplicados acabam prejudicando muito ao solo, pois os fazendeiros não fazem o vazio sanitário, que consiste em um período de descanso para o solo, causando erosões e também danos as fontes de agua, como o rio São Francisco. Pois a chuva leva os defensivos do solo para os rios envenenando assim, tanto a agua quanto os seres que nele habitam.
Os agrotóxicos podem ser benéficos, quanto maléficos, cabe ao produtor ter sabedoria ao utiliza-lo.

 - Camila, Joao Victor, Raryson, Ramon e Katharina. T. 4105

Esgotos poluem o Rio São Francisco


A população de Juazeiro e Petrolina cobra das autoridades locais uma solução para a quantidade de detritos que são lançados diariamente pelos esgotos, no Rio São Francisco. “O problema é sério e merece atenção imediata”. O alerta vem do ambientalista Vitório Rodrigues, presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Petrolina.
Segundo Rodrigues, o município pernambucano polui mais do que Juazeiro, mas as duas cidades são responsáveis diretas pela sujeira jogada no rio. “Há três anos estamos monitorando a água com três pontos de coleta na área central da cidade, onde são despejados, por segundo, 250 litros de esgoto sem tratamento”, esclarece.

No resultado da análise, foi registrada a presença de 16 mil coliformes fecais para cada 100 ml de água. Petrolina tem, atualmente, apenas três lagoas de estabilização funcionando das 11 existentes. Em Juazeiro, só existem três, e muitos dos esgotos no centro da cidade foram desviados para a Ilha de Nossa Senhora, tirando o problema da vista da população, mas não do meio ambiente.
O crescimento da densidade populacional resulta em mais produção de lixo, e a excessiva presença de dejetos nas águas acumula nutrientes que possibilitam o aparecimento de plantas conhecidas como baronesas, que se aproveitam das águas tranquilas para uma reprodução rápida. As plantas são responsáveis pela poluição visual, surgimento de mosquitos e por dificultar a navegação e a oxigenação da água. Em Juazeiro, a presença das baronesas não é tanta quanto em Petrolina, pois a correnteza do rio é mais forte na margem baiana. Em Petrolina, o fato pode ser explicado pela existência de uma zona de refluxo que impede que a planta seja levada pelas águas do rio.

O esforço para tentar mudar o quadro poluidor vem de organizações não-governamentais, escolas, faculdades, colônia de pescadores, Ministério Público, Ibama e sociedade civil, que preparam campanhas no sentido de sensibilizar empresas agrícolas, indústrias e poderes públicos para se engajarem na luta em defesa de um rio limpo.
Um projeto ambiental e urbanístico, ainda sem data de implantação, do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Petrolina pretende revitalizar a orla da cidade com reflorestamento e recuperação da mata ciliar. Em Juazeiro, o meio ambiente conta com o projeto Juazeiro Verde, que tem por objetivo recuperar áreas verdes e proporcionar uma vida mais saudável à população. “Se cada prefeitura fizesse o tratamento dos esgotos, a situação poderia não ser tão grave”, opina o ambientalista Vitório Rodrigues. Embaixo de uma estrutura que foi ampliada em 1994 e inaugurada como Terminal Hidroviário, funciona um ancoradouro para as barcas que fazem a travessia de passageiros das duas cidades. A secretária Telma Rocha Rios mora em Juazeiro, sempre vai a Petrolina de barca e se diz indignada com a falta de atenção à limpeza por parte da prefeitura em relação ao local. “Quantas pessoas têm que fazer a travessia todos os dias e são obrigadas a conviver com lixo e sujeira?”, argumenta.


O vendedor ambulante José Cesário Souza mantém uma banca de doces há 11 meses no local, a poucos metros de um dos esgotos da cidade. Com 60 anos e sete filhos, Souza diz que “a necessidade faz com que a gente não possa escolher muito. Aqui, o movimento é maior do que o lugar onde eu trabalhava”, comenta.
Ao lado da banca de José Cesário, lavadores de carro trabalham usando a água do rio, criando poças de lama. Próximo a eles, um rapaz vende frutas numa carroça e, mais adiante, toda a água suja dos banheiros de alguns bares escorre em direção ao rio, onde as crianças costumam tomar banho.
A falta de saneamento e a ingestão de água ou alimentos contaminados podem causar doenças como cólera, febre tifoide, hepatite A, dengue, esquistossomose e amebíase.

- Reportagem escolhida por:  Radamés Dias. T.4206

  

Um comentário:

Profª. Antonise Coelho disse...

Bárbara Roscelis,
Parabéns pela postagem, mas precisamos saber de onde foi retirada a reportagem escolhida pelo aluno Radamés. Dados informativos sobre este texto. Um grande abraço. Vamos comentar!