terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Crônica de uma realidade

História de um cotidiano sem água

Sendo a água o liquido que todos precisam para suprir suas necessidades, desde ao acordar ao sair de casa os cidadãos se levantam cedo para a lida do dia a dia, sejam eles trabalhadores das grandes empresas agrícolas, funcionários públicos, estudantes particulares ou públicos, do centro da cidade ou da zona rural, até de cidades circunvizinhas que se deslocam todos os dias para exercerem suas funções.
Acordei cedo como de costume para ir à escola, e qual grande surpresa tive, ninguém conseguia sair ou entrar na cidade pois moradores de um loteamento na BR 235 que sofriam pela falta d’água ocuparam a pista com baldes, panelas e outros recipientes para protestar contra o serviço Autônomo de água e esgoto (SAAE) responsável pelo abastecimento de toda a cidade.
No meio daquela multidão surge uma pobre mulher lavadeira com uma trouxa na cabeça, que logo foi abordada por um repórter radialista local que lhe perguntou:
- Quem é a senhora?
A mulher respondeu:
- Olha meu senhor eu não sou ninguém de grande importância.
- O que?, falou o radialista fingindo não a escutar, e a ignorou.
Comecei a pensar na humildade daquela senhora, pois se não o fosse por ela muitos dos trabalhadores presentes com seus uniformes limpos e engomados, nem estariam ali. A população estava trocando o dia pela noite aparando a pouca água que saia das torneiras e as contas vindas para suas casas chegando com os mesmos valores contabilizados como se houvesse água abundante.
 Então atenta me questiono e os hidrômetros medem o que?!


- Fernanda Coelho Laura Cunha. Turma: 4103

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