sábado, 5 de dezembro de 2015

BLOG TEMPO DA PALAVRA FAZ APRESENTAÇÃO NA X JINCE DO IF SERTÃO PE


Na X JINCE - Jornada de Iniciação Científica do IF SERTÃO PE - a bolsista, aluna de Agronomia do Câmpus Petrolina Zona Rural, Bárbara Roscelis apresenta o trabalho final do Blog Tempo da Palavra - Projeto de Extensão.



Bárbara e a Profª Antonise, coordenadora do Projeto.





quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PRODUÇÃO TEXTUAL COLETIVA DO 2º ANO AGROPECUÁRIA

Exposição dos textos coletivos no Pátio do Câmpus




O pai e o filho

Em uma bela casa, em uma bela cidade de médio porte, morava um pai e seu filho pequeno.
O Pai era um empresário, aventureiro e divorciado. A mãe do menino não possuía muito juízo e estava sempre arrumando confusões em protestos, por isso a guarda do filho estava com o pai.
Em um desses processos a mãe foi detida.
Recebendo a notícia, o pai decidiu ajudá-la, pois era a mãe do se filho e não podia negar uma ajuda, e assim comprou as passagens.
No dia seguinte junto a seu filho foi ao aeroporto e pegou o voo, no caminho foi transmitida uma mensagem que dizia:
  -O governo acha que manda em tudo, mas vou mostrar agora quem realmente manda aqui.
Então de repente o avião começou a cair e todos se desesperaram. A turbina esquerda explodiu, abrindo a lateral do avião e fazendo com que algumas pessoas fossem jogadas para fora. Quando o avião se aproximava do chão, o pai percebeu que se ele se jogasse no mar com o filho teriam mais possibilidade de sobreviver e assim fez.
Então eles nadaram até as margens de uma pequena ilha. Então resolveram explorar a ilha para ver se achavam ajuda. Durante a longa caminhada o filho começou a sentir fome, e para animá-lo, o pai tentou confortá-lo dizendo:
  -Meu filho, logo estaremos em casa e você poderá comer o que quiser, e a propósito, já já sairemos daqui, pois quem sabe eu possa ser o Super-Homem, ou até mesmo o Wolverine.
Seu filho começou a rir e continuaram caminhando e conversando até acharem um vilarejo, que na verdade era um povoado.
Chegando lá receberam ajuda, alimento, e conseguiram voltar para casa.
A mãe foi solta após três semanas e continuou seus protestos, e para recompensar o Pai levou o filho em uma doceria, onde tinham diversos tipos de doces.


Componentes: Eduardo Ferreira, Gabriel Rodrigues e Dominique Marinho.
Turma: 4107

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Conhecendo melhor o Câmpus do IF- Sertão Petrolina Zona Rural - Atividade de Produção Textual - ENOLOGIA VE 09

Estudantes Iniciantes de Viticultura e Enologia - VE 09 participam de um Tour para conhecer o Instituto Federal do Sertão Pernambucano Câmpus Zona Rural. Uma aula de Sábado dinâmica e divertida para compartilhar conhecimentos por meio de produção textual e da descrição da experiência de aprendizado. 

Um Sábado Especial

A professora Antonise proporcionou uma aula diferente durante uma manhã de sábado, a qual seria um piquenique ao ar livre da Instituição com a turma VE 09 de Enologia. Além da possibilidade do contato com o meio ambiente, podemos conhecer um pouco mais do espaço físico.
Durante o trajeto houve o contato direto com meio ambiente em que senti o ar livre, ouvir o som dos pássaros e as imagens maravilhosas da paisagem natural que me dava motivação e curiosidade de ir além. Ao visitar a pocilga, nos surpreendemos com os suínos gigantescos, adiante um cenário maravilhoso e admirável no qual paramos pra de fato nos deliciarmos com o café da manhã, com varias delícias.
Finalizamos o piquenique com um belo texto de reflexão “A Pipoca” de Rubem Alves, me fez refletir que as transformações e os obstáculos são necessários para torna-se uma pessoa melhor a cada dia. Vale ressaltar que esse Passeio nos proporcionou momentos bastantes agradáveis e inesquecíveis.

Maria Jardilene Rodrigues Alves Turma: VE 09

Petrolina, 06 de junho de 2015.


Um dia de sábado...


Hoje poderia ser mais um dia comum...um dia em que eu pudesse me afundar no poço da minha solidão e de afogar-me na minha tristeza, ficando a pensar nos porquês dos problemas, nos porquês de tantos acontecimentos ruins na minha vida. Contudo, hoje foi um dia bem diferente; foi um dia em que pude “olhar e enxergar” de forma minuciosa e nunca observada antes, a beleza das simples coisas que estavam ao meu redor, bem como pude perceber pessoas com as quais convivo todos os dias, mas que só hoje fui ter uma boa e descontraída conversa, podendo perceber que ali poderia nascer uma boa amizade.
Então me questionei: Se a vida é tão simples, e é na simplicidade das coisas que podemos encontrar a felicidade, para quê se martirizar com os problemas, para quê? se o tempo se encarrega de colocar tudo no seu devido lugar?!
E foi esse dia seis de junho de 2015, foi o contato com a natureza, com o sol, o vento, a vegetação, o som dos pássaros e o momento de descontração com os amigos que me permitiu perceber muitas coisas, bem como esquecer os problemas, as decepções, enfim, me fez lembrar que o amanhã pode ser um dia melhor, e que não há nenhuma dor que não cure com o tempo...
Hoje poderia ter sido só mais um dia...mas o contato com as coisas e pessoas enviadas por Deus fizeram desse dia um dia único e melhor...um dia de um café da manhã diferente, um dia de conversas e de muito aprendizado.

-  Islaine Santos Silva. VE09 


O que esperar de um passeio pelo campus do IF-sertão?


Pois bem, hoje 06 de junho de 2015, a turma de Viticultura e Enologia da qual faço parte, foi convidada pela professora Antonise para um passeio pelo campus da nossa instituição. Mais o que esperar de um passeio pelo campus do IF – sertão? Com essa duvida parti em direção ao campo. No inicio, parecia ser apenas um dia comum, uma aula comum! No entanto, durante o trajeto fomos descobrindo como é importante ter esse tipo de experiência, o contato com a natureza nos transforma, acalma e enriquece. Descobrimos também, como o nosso campus é extenso, pomares e parreirais destacam-se na paisagem. Além disso, ao caminhar pelas trilhas percebemos os sons dos pássaros, conhecemos árvores nativas e nos permitimos a refletir sobre o momento, sobre a vida. Ainda durante o roteiro, tive a oportunidade de ter uma maior aproximação com meus colegas de sala, boas amizades se consolidando. Em um determinado momento, paramos para lanchar e ler um texto reflexivo, tudo orientado pela professora. Após o momento de descanso e aprendizagem, seguimos nosso percurso. Voltando para a instituição, o último local por onde passamos e não poderia ser diferente foi o parreiral de uva de vinho, matéria prima do nosso futuro trabalho e degustamos a variedade de uva tinta sirah. Ao fim do passeio cheguei à conclusão que todos os alunos do IF-Sertão deveriam ter essa experiência, um passeio pelo campus pode possibilitar momentos incríveis. Agradeço imensamente a professora Antonise por nos possibilitar esse dia inesquecível.

- LUCAS DA SILVA BRITO TURMA: VE09


Passeio ao campo

No dia 06/06/2015, tudo começou diferente no meu dia, a incerteza de ir a faculdade, pois era um sábado, e a aula era um passeio ao campo, tenho muita preguiça de andar, então cheguei a pensar varias vezes em ir ou não, mas no final de tudo decidir ir. A ida a faculdade foi uma maravilha, a aula, foi a aula diferente, um passeio pela faculdade com a turma VE09 juntamente com a professora de redação cientifica, apreciando uma natureza incrível, inspirando e respirando um ar agradável.
O caminho que percorremos foi um pouco longo, mais bastante proveitoso, ao andar, apreciar a natureza e conhecer coisas novas, isso nos traz uma energia positiva para o nosso corpo e espirito, após conhecermos caminhos, dar uma olhada do morro, passar pela bovina, suíno, piscicultura, nada melhor do que aquela parada para tomar uma água e fazer um lanche embaixo de uma bela sombra, onde todos acomodaram-se, lanchamos, brincamos, conversamos, e o melhor de tudo alguns minutos de silencio, onde eu pude apreciar a natureza com mais tranquilidade, ouvindo o canto dos pássaros, o ranco do motor, sentindo o vento no rosto e admirando o balanço das arvores com o vento, nada melhor do que tudo isso para trazer a paz interior, paz esta que perdemos com a rotina do dia a dia, os estresse cotidiano. Por muitas vezes deixamos as coisas simples, e deixamos nos levar pelas mesmices.
Após toda a reflexão, nada melhor do que uma boa leitura para continuarmos reflexíveis, não podemos ser milho pirrá, difícil de estourar, ou seja, duros diante das situações achar que nossa opinião é tudo, devemos ser milhos transformados em flores, flexíveis e sensível.

- Anatália Cardoso.  VE09



Conhecendo o Campus 

Bem, no dia 06/06/15 um belo de um sábado que ia ter que pegar carona para chegar na faculdade não me animava, mas fui mesmo assim a sim. Foi uma aula muito a proveitosa, cheguei em casa mais leve porque desabafei com uma amiga minha tudo o que me incomodava e isso pra mim foi libertador.
Conhecemos o campus e tudo que eles no da para aproveitar de tudo conhecemos um pouco, suína, bovina, piscicultura, a natureza que o IF nos permite aproveitar.
Tivemos um belo de um lanche muito farto, em um lugar onde pude para e refletir sobre muita coisa que mudou em minha vida e como Deus é generoso comigo e tem horas que nem mereço. Nesse lugar percebi que dias difíceis que vivi, perdas que tive tinha apenas um significado me levar a um lugar onde não imaginaria estar e com pessoas que jamais pensei em conhecer. Minha vida mudou muito depois que comecei a cursa Enologia anda mais agitada, corrida porém estou muito feliz. Sei que Deus tem um futuro grandioso pra mim e não vou decepcioná-lo.

- Laise Ferreira VE 09

Passeio turístico no If sertão com a Turma VE09


Em pleno sabadão com clima as vezes nublado as vezes ensolarado iniciamos o nosso passeio tendo como guia o colega Joel, que nos guiou a vários lugares, logo no início a uma casa no alto do morro onde à enormes pedras com uma bela visão do “if sertão”,onde tiramos várias fotos e ao redor dessa casa a várias árvores frutíferas, onde o colega Geilson encontrou uma bola e por alguns minutos batemos uma bolinha.Depois seguimos enfrente descendo a ladeira por uma estrada estreita cercada de caatinga em alguns pontos seca e outros pontos a caatinga estava verde devido a vazamento, e a professora sempre fazia uma parada para tirarmos umas fotos.
A segunda parada Joel nos levou ao suinocultura onde nessa estrada a vários pé de hortelãs, e muitos capim pra os animais ai chegamos na pocilga, onde a vários leitões, em seguida mias a frente passamos pelos tanques do criatório de peixe, e mais a frente chegamos ao nosso destino uma casa próxima ao canal com um pé de umbuzeiro, cajueiro e coqueiros então colocamos a toalha no chão pois cada aluno levou um lanche para fazermos um piquenique depois de fazermos uma boquinha a professora nos deu um texto bem legal, de “Rubem Alves”,Milho de Pipoca”,“como dou ênfase a um paragrafo do texto ”, “O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transforma em outra coisa. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre”.
Depois dessa reflexão, iniciamos a volta pra if, então retornemos pela a estrada do canal e o sol resolveu sair de vez, então apressamos os passos e deu tempo pra ver até aluguns alunos de zootecnia recolherem o semêm das ovelhas para ensiminação artificial e continuamos acaminhada de volta ao if , e por fim passamos pelas areas de plantio de uva de vinho, e foi uma otima atividade com pessoas bem agradaveis tudo fica muito bom, obrigado professora por nos proporssionar isto.

- Igor Ramon Pereira. VE09


NO DIA 06 JUNHO DE 2015,

FIZEMOS UM MARAVILHOSO PASSEIO NA ZONA RURAL DO MUNICÍPIO DE PETROLINA. ONDE O VERDE DAS PLANTAS COM A TERRA APARENTEMENTE COM ÍNDECES DE SECA, O CÉU SEM MUITAS NUVENS E SEM RISCO DE CHUVA. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS MARCANTES DO SERTÃO PERNAMBUCANO AJUDARAM A ABRILHANTAR AINDA MAIS A NOSSA CAMINHADA.
LOGO NO INÍCIO, AS ESTRADAS ESTREITAS E LONGAS COM ALGUMAS PLANTAS TÍPICAS DA REGIÃO APERFEIÇOARAM AQUELE BELO CENÁRIO. DURANTE O PERCURSO MAIS ESPERADO DA SEMANA, OBSERVEI O CLIMA, A VEGETAÇÃO, O AR, OS SONS DOS PÁSSAROS QUE NOS ACOMPANHAVAM A TODO O MOMENTO.
UM POUCO MAIS ADIANTE VISITAMOS A POCILGA A “CASA DOS PORCOS” INTERESSANTE LUGAR, TINHA CADA PORCO MAIOR QUE O OUTRO. DURANTE O PASSEIO PASSAMOS POR LUGARES SIMPLES, MAS QUE NOS PROPORCIONOU MOMENTOS INESQUECÍVEIS, COMO A PASSAGEM NAS PEDRAS, QUE VIMOS BOA PARTE DA VEGETAÇÃO DA ZONA RURAL DO “ALTO”.
MESMO COM A PRESENÇA DE UM SOL FORTE E CLIMA SECO, NÃO PODERÍAMOS DEIXAR DE VIVENCIAR AQUELE BELO PASSEIO. VIVO EM UMA CIDADE, ONDE A PRESENÇA DO ESTRESSE É FREQUENTE NA MAIORIA DOS MORADORES E TIVE A OPORTUNIDADE DE APROVEITAR O MÁXIMO DA AULA DIFERENCIADA.
FOI UM PASSEIO MARAVILHOSO, RELAXANTE PROVEITOSO E DE VALORIZAÇÃO DESSA CAATINGA QUE GUARDA GRANDES SEGREDOS.

Geilson Amorim. VE09


Passeio da manhã de Sábado

Manhã de 4 de junho, ensolarada com cheiro de mato e muitas coias a serem vistas.
O que era pra ser uma aula diferente, tornou-se um momento de paz e alegria, confesso que não tenho momentos assim em minha família, foi um sábado marcado por boas risadas, fotos, abraços, harmonia, cansaço e comida, muuita comida.
Começamos nossa caminhada não tão animados, ninguém sabia se seria bom ou ruim, mas seguimos, chegamos numa pedra enorme onde tiramos fotos e só pra lembrar ela tinha uma vista linda, depois pegamos uma estrada estreita onde deu no lugar onde os bois e bodes ficam, não me lembro o nome mas achei tudo lindo, diferente, em seguida, fomos a Pocilga onde tinha porquinhos, modéstia parte falar porquinhos porque tinha porcos enormes um maior que o outro. Depois de fotos, animais fofos e muita caminhada, uma merecida pausa para o lanche, sentamos todos no chão ao redor da toalha onde fomos distribuindo nossos lanches e muita alegria, fizemos uma leitura bastante reflexiva, que tornou aquele dia ainda mais especial, leitura que nos fez pensar na vida e como queremos ser alguém no futuro.
Em seguida fomos ver o canal, pegamos uma estrada para voltarmos, bastante cansados mas muito contentes com a manhã que tivemos.

Jamilly Araújo. VE 09

Tour Pelo Campus 

No dia 06 de Junho do corrente ano,
tivemos uma aula diferente com a professora Antonise, na qual podemos conhecer todo o Campus do IF Zona Rural e observar a riqueza que temos o privilégio de possuir e que, portanto, não se dá o devido valor.
A natureza, com sua beleza infinita, tem calmaria a nos oferecer, cenários maravilhosos, como o que foi possível observar com o passeio pela instituição. Temos riquezas a nossa volta, que não sabíamos. A caminhada nos possibilitou observar os animais, os pequenos insetos como a formiga, que parece tão frágil, mas que nos passa uma lição. Ao fazermos uma pausa para o café da manhã e para uma reflexão, observamos o cantar dos pássaros, o barulho das folhas ao serem tocadas pelo vento, coisas tão pequenas e tão simples, que deixa a vida mais bonita, e que a cada dia se perdem mais e mais.
A vida nos proporciona essas coisas maravilhosas, nas quais nem sempre as pessoas conseguem enxergar, talvez por serem tão pequenas, ou ocupadas demais, o estresse do trabalho, correria do dia-a-dia, escola, faculdade, família. Algumas pessoas também, por estarem fechadas em um mundo seu, que não permite mudanças, deixam as coisas simples se perderem. Precisamos dar mais valor a tudo que Deus nos deu e observar a vida com mais simplicidade.

Mirelle de Souza Almeida
Turma: VEO9 

CONTO "A SINA DA CAPA DE CHUVA" de Antonise Aquino



A SINA DA CAPA DE CHUVA 
         Antonise Coelho de Aquino

 Nas refeições, reuníamo-nos em família e naquele dia, já atrasada para o trabalho, almoçava apressadamente, quando papai que ouvia o noticiário do meio dia mostrando cenas de violência, resolveu interromper o barulho da TV e questionar se eu sabia das histórias da capa de chuva amarela de Tio Galegão. De início, estava desatenta, mas quando ele fez a pergunta, parei alguns momentos e comecei a ouvir a narrativa.
A capa de chuva amarela que Galegão guardava na casa dele era assombrada, com mã sorte para quem a usasse.  Existia alguma força estranha que a perseguia. Quantas situações a vestimenta já passou até chegar às mãos de seu tio. Pobre capa de chuva! E como veio parar aqui no sertão, lugar de chuvas escassas, acessório sem utilidade para o nosso calor insuportável?
Animado com minha atenção, papai seguia o relato. Parte do uniforme da polícia para dias de chuva, ela havia sido de propriedade de um policial da capital Pernambucana e já passara por várias situações de conflito.  Da última vez, ao usá-la, numa tarde de chuva em Recife, trocou tiros e acabou eliminando um delinquente menor de idade. Houve repercussão do caso, por isso os familiares do policial quis desfazer-se do objeto. Um parente do interior, estando na Capital, ficou impressionado com a vestimenta e a pediu como lembrança. 
No interior, o novo dono a expôs no telhado do bar. Os fregueses que ali chegavam para tomar uma pinga ou comprar algum produto, logo interrogavam sobre aquela exposição. Depois de alguns comentários maldosos, o proprietário resolveu levar a capa de chuva para outro cômodo do estabelecimento, onde guardava as caixas de bebidas e os estoques de sacos de feijão, farinha, fumo em rodelas, carnes de bode secas estendidas e outros cacarecos.
No ambiente abarrotado de mercadorias, teve lugar de destaque.  O dono do bar, entusiasmado, repetia aos  amigos como recebera aquele modesto presente. Levava-os para ver a capa de chuva e dizia que um dia teria oportunidade de vestir. Estava esperando a chuva forte cair no sertão.
Como era um acessório sem uso no sertão, os clientes da venda se admiravam com a exibição e as invenções criadas, mas sentiam um mau estar diante do objeto.
Passados alguns meses, um empregado da mercearia, que tinha um jeito meio esquisito, mas atendia com educação aos fregueses, foi encontrado enforcado numa corda, com o olhar preso em direção à capa, pendurada nos caibros do telhado. A atitude insana do enforcamento naquele depósito, quando o dono havia saído para deixar uns produtos na vizinhança, logo ganhou repercussão nas redondezas. Muitos vieram constatar o fato, saber de mais detalhes sobre os olhos arregalados do empregado em direção à capa de chuva, a única testemunha.
Ninguém esquecia o ocorrido, mesmo depois de algum tempo.  Os vizinhos e fregueses, cada vez mais assustados, fizeram cordões de rezas, acenderam velas na porta do bar e suplicavam ao dono do bar  que a capa de chuva fosse retirada do depósito. O novo empregado nem queria buscar mercadoria no estoque, a esposa passava o dia reclamando daquele amaldiçoado objeto e, até as vendas diminuíram.
No auge da confusão, tio Galegão, morador do sobrado vizinho ao bar e  um antigo freguês, veio conversar com o proprietário da intenção em pedir emprestada a capa de chuva tão assustadora, mas que lhe deixara com uma grande curiosidade.  Afinal,  era a oportunidade de usá-la numa próxima viagem a Salvador onde chovia bastante. Quem sabe tiraria a má impressão do acessório....
O dono do bar não pensou duas vezes e lhe entregou a capa de chuva, bradando:
-  Seu Galegão, o Senhor sabe do que ocorreu aqui. Se  quer mesmo esta capa, não será um empréstimo. Pode ficar com ela para sempre.
Enquanto conversavam, entraram no depósito e uma corrente de ar passou pelo lugar, trazendo-lhes estranhos barulhos. O proprietário do bar se arrepiou e suspirou:
- É a folha de zinco colocada no telhado. Estala frequentemente, ainda mais em dias quentes.  ‘Homem deixa de besteira. Dar esta peça será o melhor a fazer. Mesmo não tendo realizado o desejo de usá-la’.
Tio Galegão estava satisfeito com o presente. Os amigos iriam se assustar, mas com o tempo tudo voltaria ao normal. Nos churrascos, seria tema para encompridar as histórias de Trancoso. 
Na verdade,  nem viajou, era um pretexto a viagem de Salvador. Depois de colocá-la exposta em um dos quartos, Tio Galegão passava horas a observá-la, toda imponente, sempre limpa, pendurada num cabide nos caibros do telhado.
Como tinha manias estranhas, de aposentado, possuir aquela vestimenta para guardar com as demais era um deleite. Seu passatempo era produzir objetos com restos de madeira, ferro e escrever histórias num livro amarelado pelo tempo.  O  velho sobrado  possuía uma mistura de produtos antigos e artefatos, excentricidades à parte.
Numa manhã de sexta-feira, Tio Galegão recebeu a visita de Tião, amigo de farras que viera lhe pedir emprestada a capa de chuva, pois iria  visitar parentes nos arredores de Pau Ferro, localidade de Petrolina e queria se exibir com o acessório, pois estava com jeito de muita chuva nos dias seguintes. Seria uma belezura vesti-la, pelo menos uma única vez.
Tio Galegão retrucou, pensou bem e lhe disse:
- Leve, leve, mas já sabe das histórias desta capa, não é, homem? Tenha muito cuidado. E me traga na segunda-feira logo cedo.
- Que nada, sou corajoso! Respondeu o amigo. Você inventa isso para ninguém lhe pedir emprestado. Estou sabendo, viu?
O fim de semana transcorreu bem, embora Tio Galegão pensasse no objeto emprestado. Teria feito a coisa certa? A Capa era mesmo amaldiçoada?
No fim da manhã de segunda-feira, impaciente, sem notícias da capa, ouviu o toque da campainha e foi abri-la. Era um colega do Tião que veio trazê-la, enrolada em vários sacos, numa caixa. Aparentemente assustado,  contou-lhe os fatos.
 -Seu Galegão, o Tião não veio deixar pessoalmente a capa porque está hospitalizado, desde a madrugada. Ele levou uma surra dos cunhados, lá no povoado e está numa situação de fazer dó. O Senhor sabe que ele apronta com a mulher. Mas  dessa vez, a família dela descobriu o feito e não deixou barato. Pior...  Engasgou-se para continuar a história.  Conta, deixa de enrolar, o que aconteceu, homem - gritou Tio Galegão.
- O pior é que... o Tião estava vestido na capa de chuva. Ele chegou todo animado em Pau Ferro, debaixo de uma chuva, mas nem reparou quando os dois cunhados  estavam numa tocaia à porta da casa da sogra e lhe deram uma rasteira, com alguns golpes. O Tião já caiu desacordado. Depois  começaram a bater nele, sem piedade.  Se a esposa não o acode, gritando aos irmãos, eles o teriam matado.
Enquanto ouvia o sucedido, Tio Galegão abria a caixa para ver o estrago da capa de chuva. Algumas manchas de sangue, partes rasgadas, na verdade, muito suja. Não se incomodou com o estrago. Sentia-se responsável pelo ocorrido, apesar do Tião ser um ‘cabra’ irresponsável.
Depois de limpar a capa, deixou-a pendurada no cabide, no mesmo lugar e  trancou a porta do quarto com cadeado.  Saiu cabisbaixo. Aquela situação lhe causara  inquietação e dúvidas, um sentimento difícil de explicar. Bem, depois decidiria o que fazer com aquele objeto, ainda precisava visitar o amigo hospitalizado e saber de mais detalhes.
- Papai, e o que meu tio fez da capa de chuva?  Mudou a sina que ela tinha? Ainda está no sobrado à espera de ser usada outra vez? Meu tio vai emprestá-la?
 Sem responder à indagação, papai olhou para mim, sorriu disfarçadamente e se levantou da mesa de refeições.








HOMENAGEM AOS PAIS NA REUNIÃO DO ENSINO MÉDIO INTEGRADO

 Numa oportunidade maravilhosa, queremos homenagear aos pais dos Alunos do Ensino Médio Integrado do IF SERTÃO - CÂMPUS PETROLINA ZONA RURAL que compareceram ao Encontro de Pais e Professores no último sábado. Nestes registros, destacamos também a presença de um irmão de aluna e do próprio Anderson Felipe que participou do Evento. Parabéns, queridos pais, a participação de vocês enriquece a vida de seus filhos. Deixa-os mais felizes e confiantes.





quinta-feira, 30 de julho de 2015

" Eu não estava mais amaldiçoada a deveres e correções gramaticais. Queria escrever, também."

Conhecer o Câmpus Petrolina Zona Rural com a turma VE 09 - 2015
 CURSO SUPERIOR TECNOLÓGICO EM VITICULTURA E ENOLOGIA 


A docência proporciona momentos cativantes, para se recordar. Nesse último semestre, num sábado de aulas, no IF SERTÃO PE, guardei os instantes registrados em minha mente e na lente da câmera digital ao lado dos meus alunos. Aprendi que os diálogos podem ser eternizados na convivência com jovens que sonham, amam, mas sofrem com problemas familiares, e dificuldades do cotidiano, inclusive no trajeto para a Instituição que fica localizada a 25 km do centro da cidade.
Talvez, caberia melhor ao artista plástico, registrar as imagens obtidas naquela manhã radiante, com seus pincéis coloridos da vida ou mesmo para um poeta inundar os diários com palavras metafóricas. Como professora, basta o encantamento da companhia daqueles alunos e alunas do curso Superior em Enologia.  O interesse e o sorriso demonstrados. E depois, quando li os textos de alguns, verifiquei que o mais significativo não era buscar erros nas correções, porém perceber as observações que os levaram a pensar e a escrever.
Eu não estava mais amaldiçoada a deveres e correções gramaticais. Quis escrever também. Meu interesse com a produção de textos, daquela manhã de sábado, quando fomos conhecer o Câmpus Petrolina Zona Rural  foi reconhecer que os processos de leitura do mundo e a escrita só acontecem, de fato, quando oferecemos o motivo, a necessidade dos temas suscitados. E o deleite da escrita acontece desenfreadamente, aprofundando o autoconhecimento e o aprender.  
 A empolgação e participação dos alunos e alunas permitiram que aquela caminhada se tornasse mais propícia aos objetivos de observação e escrita individual no término da atividade. Inesquecíveis as impressões, o carinho, o barulho silencioso do grupo. Fiquei estimulada e enriquecida.  Professora Antonise Aquino. 30 de julho, 2015.









Profº Fernando Medina e demais alunos de Veterinária da Univasf e de Zootecnia do Câmpus

Atividade de Inseminação Artificial realizada por alunos e Professores de Zootecnia