sábado, 14 de fevereiro de 2015

Assim eu quereria a minha última crônica..


Os alunos da Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida do Projeto N4 em Petrolina revelam as mais variadas perspectivas sobre o texto "A última Cronica" de Fernando Sabino,  produzindo textos sobre suas lembranças, protestos, experiências e sonhos na entrada de um  novo ano.  

Lembranças  
Assim eu quereria minha última crônica, no sorriso da minha infância pobre, em um lugar onde as casas eram sobre as águas, onde as lavadeiras iam longe para lavar roupa e pegar pedras.  Minha infância cheia de alegria e diversão, crianças brincavam com um sorriso incomparável sobre as aguas e hoje crescida morando na cidade dos sonhos porem com um sorriso disfarçando a saudade do meu lugar, da minha alegria e da minha infância. 
Ah sim, minha infância. A casa que hoje moro é grande mais não tem o cheiro de madeira ou mesmo o barulho dos pássaros, que foram substituídos pelo barulho dos carros. Ah doce infância o que eu faço para te ter de volta... Que minha última crônica traga o sorriso da minha infância.
      
- Thailane, Renata, Jessica e Miqueias.   1 ano B, da Escola Nossa Senhora Aparecida. 

Um Certo Dia 
Assim eu queria a minha última crônica, 
Não tenha pressa, minha crônica começa onde termina a lembrança do meu dia, onde dois homens de realidades distintas possuem a mesma lembrança.  Logo cedo após tomar meu café, sai para o trabalho e ao chegar no estacionamento da empresa fiquei indignado com a cena humilhante que observava, para alguns
isso poderia até ser um fato bem comum, de um mendigo a procura de comida em frente a uma livraria. Fui até ele e perguntei se estava com fome, ele me respondeu que sim, estava com fome com muitas necessidades mas que também já teve muitos tempos de fartura em sua vida. Me contou que já tinha sido a algum tempo atrás um dos melhores funcionários da mesma empresa em que eu trabalho, disse-me que começou a gastar muito e a beber, em seguida sua esposa o largou e o patrão que era o as eu melhor amigo o demitiu, e assim a vida daquele homem mudara totalmente, ao usar o dinheiro da venda da sua casa para pagar suas dívidas até que não lhe restasse mais nada. Ninguém lembrou dele e nem o procurouele passou a morar nas ruas... Sim, então hoje eu moro nas ruas. 

- Ramon Morais, Adelmo Xavier, Italo Bruno. 1 ano B (Escola Nossa Senhora Aparecida). 


Ano Novo 
Assim eu queria a minha última crônica, 
Com a chegada do ano novoonde tudo pode acontecer. Todos os anos me pergunto como será que esse ano vai ser? As vezes nem tudo que penso acontece, no ano passado foi bom, mais o bom esse ano não é suficiente, festejei foi muita alegria e farra perto com as pessoas que amo, mas passei longe da pessoa mais importante da minha vida, minha mãe. Fazer o que né, não podemos mudar o tempo, o que não fiz esse ano vou fazer ano que vem, posso até não fazer tudo certo mais posso ao menos tentar. Pois todo ano novo, é vida nova. 

Francineide Rodrigues, Natalia de Santana e Jeferson Dantas. (Escola Nossa Senhora Aparecida – 1 ano B) 


Amizade verdadeira 
Assim eu queria a minha última crônica, 
Como a felicidade de duas amigas, transbordando pelo seus rostos sorrisos. Nossa crônica da amizade seria
feliz por ter a companhia da nossa amizade e que podemos estar sempre juntas, por curtir todas as aventuras ao nosso alcance e poder estar com a nossa família. Por um amigo, um bom amigo que está sempre ao seu lado, sorrir e chora, pagando os maiores micos com você. Sempre está disponível nas horas que você precisa, e nem o tempo e nem a distância muda nada entre eles. Ele vive e faz a história com você e é assim que eu queria a minha última crônica.


- Ana Valquiria e Edmaiasa Damascino. (Escola Nossa Senhora Aparecida, 1 ano B) 


O grande dia na Neve 
Assim eu queria a minha última crônica, que fosse pura como esse sorriso... 
No dia 25 de dezembro de 1992 no Canadá, criei o meu primeiro boneco, o qual moldei a minha imagem, rodeado de tanta neve não parava de olhar aquele boneco branco com um lindo sorriso. Patinei com ele no meu trenó, construi-lhe uma casinha para ele, brinquei com algumas crianças que ficaram admiradas com a beleza do boneco de neve, tomei sorvete e então mais tarde ainda um pouco cansado setei-me na varanda de sua pequena casinha, olhei o céu sem nenhuma nuvem todo limpo e azul. O dia estava simplesmente perfeito, entrei em casa para me aquecer tomando um café, mais tarde o que começou como uma brisa leve se transformou numa tempestade que viria a derrubar e destruir meu precioso boneco de neve. Fiquei tão triste e incomodado, tentei me distrair ou talvez esquecer com tantas outras diversões que só a neve propicia, porém só me vinha a lembrança do boneco o quanto foi difícil o criar. desde então os meu natal não foi mais o mesmo. Tentei repetidamente refazer outro mais não importava quantas vezes eu tentasse nunca saia igual ao meu original boneco de neve, desistente observei num galho de uma arvore o cachecol que antes ficava em volta do seu pescoço, corri para pega-lo mais o vento mais uma vez caçoava de mim; voava alto, voava baixo até que sem perceber já havia andado uns dois quarteirões longe de casa. Quando finalmente o cachecol parou no chão, caiu perto de um menininho triste que pegou o cachecol e enrolou  em volta do pescoço de um pequeno boneco desfigurado que fizera na neve, o boneco tinha olhos de pedinhas e nariz feito de cenoura, mas não tinha boca. Intrigado me perguntei por que o pequeno boneco não tinha um sorriso? demorei uns minutos então percebi, que o boneco não tinha um sorriso por que ele não precisava, seu sorriso estava no rosto daquele menino. Parado ali também me peguei sorrindo, tinha encontrado meu primeiro boneco de neve.
Mas hoje vivo com a minha imaginação da fantasia do natal e que esta data seja sempre lembrada na minha memória. 

Jaine Alany, Jaqueline Coelho e Marcos Augusto. 1 ano B (Escola Nossa Senhora Aparecida) 


 Amor Além dos Erros 

Sem falar absolutamente nada, simplesmente mudou da água para o vinho, não entendi. Seja qual for o motivo procurarei entender o seu lado, não te jugareis pois sei que também cometi graves erros. Diferentes sim, sei que somos, mas como diz o ditado popular os opostos se atraem. Dias difíceis, problemas, brigas e intrigas sempre vão vir por que nenhuma relação é perfeita a ponto de nunca ter havido uma breve ou longa discussão, na verdade isso só serve de incentivo para que nos unamos cada vez mais.  
E assim eu queria a minha última crônica, estar contigo. 

- Iara Jakeline e Silvaneide Pereira. (Escola Nossa Senhora Aparecida) 


Objetivos Realizados
Assim eu queria a minha última crônica... Com os meus objetivos realizados. 
A caminho da escola estava refletindo sobre como eu me sair no começo do ano até agora? Bom, no meu ponto de vista estou me saindo bem, não sou uma aluna rebelde, me comprometo com os meus deveres. Nesse ano um dos meus objetivos é passar direto, sem passar por nenhuma recuperação. Gostaria de viajar mas minha mãe não deixa, não tenho com quem sair pra me divertir, meu pai não liga pra mim, no entanto,
de um jeito ou de outro gosto muito dele e espero que passemos mais tempo juntos esse ano. Durante este ano também conseguir realizar muitos objetivos, alguns deles foram: estudar anoite e trabalhar. E os da entrada do novo ano, pretendo me esforçar- me mais e mostrar o quanto sou capaz e conseguir meu celular digital. E o objetivo principal que nunca devo esquecer: Ser quem sou e não mudar só por que eu conseguir realizar a metade dos meus objetivos.
   
Macira Lima e Cícera Bernandina(Escola Nossa Senhora Aparecida) 


A Democracia
Assim, eu queria minha última crônica: juntos unidos por um intuito só, conseguir mudanças democráticas em nosso país e para as nossas vidas. Cada dia passa os preços aumentam diariamente, os juros e assim se torna impossível para os trabalhadores e consumidores de acompanharem tantas mudançasos aumentos abusivos, acabam bagunçando a vida do consumidor e seus planejamentos. Como brasileiros devemos fazer valer nossos direitos democráticos, lutar juntos contra os aumentos tão crescentes em nosso pais. Não é tarefa fácil, lutar contra a corrupção, e equilibrar sempre o mercado e a economia e principalmente o social. Melhor dizendo a igualdade social deve ser o nosso foco para um primeiro passo para mudanças efetivas e lutarmos por estas, para que o Brasil melhore. 

-Crislaine, Gabriela, Fernanda, Liliane. (1 ano B turno da noite, Escola Nossa Senhora Aparecida)

Professora Auxilium com os alunos do Ensino Médio na preparação da atividade.




Bárbara Roscelis, bolsista deste Projeto fazendo orientações dos textos produzidos.







Professora Antonise no encerramento do Encontro na Escola Nossa Senhora Aparecida - N4



2 comentários:

Unknown disse...

Professora, o seu trabalho é maravilhoso.

jv disse...

Ótimos textos, estão todos de parabéns.