domingo, 26 de abril de 2015

Literatura : Simbolismo e Parnasianismo


Introdução do Simbolismo no Brasil


O simbolismo foi um movimento que se desenvolveu nas artes plásticas, teatro e literatura. Surgiu na França, no final do século XIX, em oposição ao Naturalismo e ao Realismo.
As principais características do simbolismo é a ênfase em temas místicos, imaginários e subjetivos; Caráter individualista, desconsideração das questões sociais abordadas pelo Realismo e Naturalismo; a estética marcada pela musicalidade (a poesia aproxima-se da música); enquanto a produção de obras de arte baseadas na intuição, descartando a lógica e a razão. Além da utilização de recursos literários como, por exemplo, a aliteração (repetição de um fonema consonantal) e a assonância (repetição de fonemas vocálicos). Simbolismo no Brasil, teve início no ano de 1893, com a publicação de duas obras de Cruz e Souza: Missal (prosa) e Broquéis (poesia). O movimento simbolista na literatura brasileira teve força até o movimento modernista do começo da década de 1920.

Os principais artistas simbolistas da literatura internacional encontra-se: Charles Baudelaire – autor da obra As flores do mal (1857) que é considerada um marco no simbolismo literário; Arthur Rimbaud; Stéphane Mallarmé e Paul Verlaine. Já na literatura brasileira se destacam Cruz e Souza;  Alphonsus de Guimaraens nas Artes Plásticas: Paul Gauguin; Gustave Moreau; Odilon Redon Teatro; Maurice Maeterlinck; Gabriele d'Annunzio.


- Radamés Dias, Tec. em Agropecuária 4206


Parnasianismo

O Parnasianismo foi um movimento literário que surgiu na França, na metade do século XIX e se desenvolveu na literatura europeia, chegando ao Brasil. Esta escola literária foi uma oposição ao romantismo, pois representou a valorização da ciência e do positivismo. As Características do Parnasianismo: É a objetividade no tratamento dos temas abordados. O escritor parnasiano trata os temas baseando na realidade, deixando de lado o subjetivismo e a emoção; Impessoalidade: a visão do escritor não interfere na abordagem dos fatos; Valorização da estética e busca da perfeição. A poesia é valorizada por sua beleza em si e, portanto, deve ser perfeita do ponto de vista estético; O poeta evita a utilização de palavras da mesma classe gramatical em suas poesias, buscando tornar as rimas esteticamente ricas; Uso de linguagem rebuscada e vocabulário culto; Temas da mitologia grega e da cultura clássica são muito frequentes nas poesias parnasianas; Uma Preferência pelos sonetos; a Valorização da metrificação: o mesmo número de sílabas poéticas é usado em cada verso; E o uso e valorização da descrição das cenas e objetos.
* Parnasianismo no Brasil:
No Brasil, o parnasianismo chegou na segunda metade do século XIX e teve força até o movimento modernista (Semana de Arte Moderna de 1922).
* Principais autores Brasileiros:
Alberto de Oliveira. Obras principais: Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914), O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916). Raimundo Correia. Obras principais: Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias(1883), Versos e Versões(1887), Aleluias(1891), Poesias(1898). Olavo Bilac. Obras principais: Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Crítica e fantasia (1904), Conferências literárias (1906), Dicionário de rimas (1913), Tratado de versificação (1910), Ironia e piedade, crônicas (1916), Tarde (1919). Francisca Júlia. Obras principais: Mármores (1895), Livro da Infância (1899), Esfinges (1903), Alma Infantil (1912). Vicente de Carvalho. Obras principais: Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções, (1908), Versos da mocidade (1909), Páginas soltas (1911), A voz dos sinos, (1916).


- Gabriela Cristina.  T.4206



Simbolismo


O Simbolismo é um movimento que aprofunda e radicaliza os ideais românticos, estendendo suas raízes à literatura, aos palcos teatrais, às artes plásticas. Ele nasceu na França, no final do século XIX, em contraposição ao Realismo e ao Naturalismo. No intenso contato com a cultura, a mentalidade, as artes e a religiosidade orientais, os artistas desta época mergulham nestes valores distintos do pensamento ocidental, mais racional, e espelham em suas criações esta outra visão de mundo. Sem o Romantismo, com sua oposição ao uso desmedido da Razão, o Simbolismo não existiria, pois ele se apropria dos princípios românticos e os aprofunda de tal forma que nem o romântico mais contagiado pelas raízes desta Escola o faria. Os simbolistas percorrem, assim, caminhos mais ousados e irracionais, recorrendo ao uso extremo dos símbolos e do misticismo, empreendendo rumo ao inconsciente uma jornada além dos limites extremos da razão, um mergulho nos recantos mais ocultos do inconsciente. Os simbolistas adotavam uma visão pessoal e individualista da realidade, sem se ater muito aos princípios estéticos então vigentes. Isto lhes valeu o pejorativo apelido de ‘decadentistas’. Em 1886, porém, a publicação de um importante manifesto – ‘O Século XX’, do teórico deste movimento, Jean Moréas - deu ao movimento seu nome definitivo - simbolismo. Na França, esta escola está intimamente ligada às consequências da Revolução Francesa, que marcaram sua natureza sociocultural, e às teorias elaboradas pelo Romantismo e pelo Liberalismo.
Para os adeptos do Simbolismo, não basta sentir as emoções, mas é necessário levar em conta também a sua dimensão cognitiva. Esta é a real postura poética, segundo seus seguidores. Este movimento se reveste igualmente de um marcante subjetivismo, ou seja, de um teor individualista, em detrimento da visão geral dos fatos. A musicalidade é um de seus atributos que mais se destaca; assim, os simbolistas usam ferramentas como a aliteração e a assonância. Além disso, o Simbolismo revela-se um movimento de caráter transcendental, sempre resvalando para a imaginação e a fantasia, privilegiando a intuição para interpretar os dados do real, desprezando a razão ou a lógica.

Os sonhos são para os discípulos do Simbolismo ferramentas fundamentais para compreender experiências ancestrais do homem, em épocas nas quais prevaleciam sensações caóticas e anárquicas, que hoje são relembradas pelo sujeito apenas em suas experiências oníricas ou nas sessões psicanalíticas. Esta escola é essencialmente literária, pois realiza no âmbito da Literatura uma completa renovação. Em Portugal o Simbolismo desembarcou no século XIX, com a publicação de “O aristo”, de Eugênio de Castro, em 1890. No Brasil, em 1893, publicou-se “Missal” e “Broquéis”, de Cruz e Sousa. Já a poesia simbolista não repercutiu no Brasil como o fez na Europa. Na França, o Simbolismo ganhou forças com a obra “As Flores do Mal”, do poeta Charles Baudelaire, em 1857.

- Janaine Santos Amorim e Jaqueline Gomes.
Turma: 4206

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