domingo, 28 de abril de 2019

sexta-feira, 26 de abril de 2019

POEMA: NÃO ERA A HORA



 NÃO ERA A HORA!

Lá vem a garoa
Trazendo estilhaços de vento frio,
Formando um nevoeiro
aos corações dos amantes

Calafrios...
Palidez,
Quanta inquietação 
no âmago daquelas criaturas!
Não estavam livres,

Apenas presos aos desejos e ao tempo.

O amor queria se instalar
Lentamente,
Com palavras,
Com cumplicidade,
Com chamego.

Chega, não existe lugar para esse risco...

Paciência... 
Paciência!
Não era a hora!
- Quem sabe num ‘até breve’?

Mas o chuvisco persistia em umedecer o solo amoroso
Nesse vaivém, 
restava o bafo quente do mormaço 
e de uma leve desconfiança.

O adeus vem minar os afetos.
Desolados, buscam as últimas lembranças.

E das entranhas não saem mais o choro e o lamentar
As vozes não ecoam mais erudição,
apenas olham para o céu límpido. 

Só restou a saudade.

Antonise Aquino
Fevereiro de 2019.

terça-feira, 23 de abril de 2019





A vida de Joana

 A  vida de Joane é algo admirável.  Sou sua vizinha há dez anos, e durante esse tempo sempre observei  o seu modo de vida.
 Levanta cedo e sempre com a mesma dedicação, prepara o almoço para seu marido Antonio e seus filhos. O marido trabalha em uma empresa agrícola como tratorista, o qual é o seu único ganha pão. Eles moram no interior da Bahia, um lugarejo pouco desenvolvido, que não permite muitas opções de emprego.
 Dois filhos e a mulher gravida, uma sogra doente que sempre está precisando dos cuidados deles.  Mesmo com tantas dificuldades, não desistem, querem ser felizes e tentam alcançar este objetivo. Antonio resolveu estudar para dar algo de melhor a sua família;  é um sonhador. Joana o ajuda como pode, uma verdadeira dona do lar, cuida da casa e dos filhos com muita dedicação. Enfrentam muitas dificuldades, mas  é um casal unido há 12 anos, às vezes brigam e tem desavenças como todos os casais. Existe um amor puro entre eles, simples como o pôr do Sol adormecendo e humildemente deixando toda a beleza da sua luz iluminar a lua. Desejam ficar juntos e vencer todas às barreiras de uma vida simples que vivem com uma alegria imensa estampada no sorriso e sonhos a serem realizados.
Grupo: Ana Karina, Verônica, Gleiciane,  Regina, Itallo.
Turma: 1254

Homenagem ao Dia da Poesia: uma trajetória em diferentes épocas e formas de expressão - IF CAMPUS ZONA RURAL

O Gênero Poesia não apenas marcou uma geração, mas uma conduta, um modo de vida, presente em trechos como os de Bertlot Brechet “ Não desperdicem um só pensamento, com o que não pode mudar”  ou de Cecília Meireles “ Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa; Não sou alegre nem sou triste: sou poeta. A partir dessas considerações, o Campus Zona Rural do IF SERTÃO PE homenageou a Poesia em suas formas de expressão: letras e canções.

A Professora Celione Silva realizou o Varal Poético com os alunos dos Primeiros Anos das turmas 4207 e 4208 do IF SERTÃO PE – CAMPUS ZONA RURAL os quais fizeram poema sobre diversos temas: o amor, o Sertão, vídeos games, bem como trouxeram a escrita de poemas consagrados: Drummond, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e outros para a confecção do Varal Poético em homenagem ao dia da Poesia, 14 de março.

A Professora Antonise assistiu com os alunos dos Segundos Anos do Ensino Médio ( Turmas 4206 e 4105) o documentário sobre a  obra de Chico Buarque e suas músicas: Apesar de Você, Construção, Vai Passar, etc. Considerado como o poeta de alma feminina, Chico Buarque  sabe trazer questões da vida da mulher para seus poemas e letras de canções com a sensibilidade de quem conhece, como homem, a verdadeira mulher.

À tarde, no auditório Andreas Lakatos, houve apresentações e homenagens ao dia da Poesia. O início se deu com a fala do professor de filosofia, Gabriel Kafure, que fez esclarecimentos sobre a trajetória dos poetas gregos, a influência exercida por eles até hoje em nossa arte e literatura e a subjetividade da poesia.

Em seguida, o Professor e Escritor Roberto Remígio homenageou o dia da Poesia com uma palestra sobre “Existe Literatura Regional?”. Em sua fala, destacou o papel da Estética, defendendo que não há arte sem esforço, sem labor. No momento, também mostrou as diferenças entre a poesia verdadeiramente artística e o subproduto da mídia, que é o poema de apelo meramente comercial.

Depois da palestra, os alunos dos terceiros anos ( Turmas 4204 e 4103) fizeram apresentações de Seminários sobre a vida e obra de grandes poetas brasileiros como Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles. Além disso, autores contemporâneos foram contemplados, entre eles: Pedro Américo, Thiago de Melo, Arnaldo Antunes.

No encerramento, o professor Elias (Sociologia) comentou o quanto ficou impressionado com as explicações sobre o fazer poético, a leitura dos poemas e agradeceu a oportunidade de estar presente e aprender mais sobre Poesia.


A Coordenação do Ensino Médio, Profª. Rafaela também parabenizou o evento que mostra a importância de os alunos assistirem aulas diferentes, em contextos que despertam a atenção e a interação. Nós, professores de Língua Portuguesa, ficamos felizes com o público presente que se mostrou interessado e participativo, interagindo com as análises apresentadas.

COMPAIXÃO: Texto dissertativo Argumentativo a partir das reflexões de Friedrich Nietzsche


  Produções dos Alunos do Instituto Federal Campus Zona Rural, ensino médio                         técnicos em Agropecuária (T- 4105).


Compaixão é ajudar alguém que você não conhece sem esperar nada em troca? Ajudar aqueles que conhecemos por que gostamos deles? Ou fazermos uma ação pensando que se algum dia poderemos estar na mesma condição, alguém nos ajudará.
Normalmente não ajudamos as pessoas sem esperar receber nada em troca. O que ocorre é um sentimento em nós, que nos toca, como ao ver alguém se afogando, você age para caso em outro momento passar pela mesma situação alguém o socorra como você o fez. Na verdade, trate-se de algo que chamamos de consciência pesada. No caso de que venhamos a precisar de ajuda e não recebamos, pode ser que se chegue a pensar do porque nunca fez algo por alguém não tenhamos recebido ou sentirmos totalmente de consciência limpa.

Não importa, ter compaixão por que gostamos das pessoas, pelo fato de pensar que poderia ser você na condição de sofredor ou sem pensar em receber nada em troca, o que realmente importa é exercitar a compaixão o mundo precisa de mais pessoas com este sentimento.

Camila Andrade da Silva - T4105


                                                     Semelhantes

Compaixão não é somente ajudar o próximo, é ajudar o próximo sem querer nada dele, mesmo que o ajudado queira recompensa- lo. A certeza que você o ajudou de coração e com bondade, esse ato ninguém nos ensina, temos dentro de nós, porém uns ajudam por bondade outros por puro interesse seja qual for.
Ao se colocar no lugar de uma pessoa, como a um criminoso condenado julgando-o sem entender o que o levou a praticar tal crime, deixamos de sentir o que é estar na condição do outro. Existe várias ações de compaixão que cabe a cada um praticar sempre, não só quando estivermos com a consciência pesada.
Seja um ato espontâneo que venha e aconteça, não adianta fazer sem ter a vontade de ajudar em seu coração. Mesmo que o próximo seja a sua sogra.
Bruno Cardoso – T4105     

          

LEITURA PRAZEROSA DE OBRAS CLÁSSICAS, REGIONAIS: MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO NOS INTERVALOS DAS AULAS

Leituras extras realizadas pelos jovens estudantes do Ensino Médio durante os intervalos das aulas, nos diferentes espaços da Instituição. "Fico emocionada em perceber a busca, por leituras que extrapolam as exigências do Professor. São feitas com entusiasmo e isto aumentam a capacidade de discernimento do mundo. Espero registrar outros flashes desses marcantes momentos. Nenhuma das obras vistas aqui estavam sendo cobradas em avaliações por Professores de Língua Portuguesa".          ( Professora Antonise)




Camila da Turma 4105 com a obra de Zazy Graziely, escritora de Petrolina.
O título é de teu amor me alimento.




Produção Textual Coletiva do 2º Ano - Agropecuária





O pai e o filho

Em uma bela casa, em uma bela cidade de médio porte, morava um pai e seu filho pequeno.
O Pai era um empresário, aventureiro e divorciado. A mãe do menino não possuía muito juízo e estava sempre arrumando confusões em protestos, por isso a guarda do filho estava com o pai.
Em um desses processos a mãe foi detida.
Recebendo a notícia, o pai decidiu ajudá-la, pois era a mãe do se filho e não podia negar uma ajuda, e assim comprou as passagens.
No dia seguinte junto a seu filho foi ao aeroporto e pegou o voo, no caminho foi transmitida uma mensagem que dizia:
  -O governo acha que manda em tudo, mas vou mostrar agora quem realmente manda aqui.
Então de repente o avião começou a cair e todos se desesperaram. A turbina esquerda explodiu, abrindo a lateral do avião e fazendo com que algumas pessoas fossem jogadas para fora. Quando o avião se aproximava do chão, o pai percebeu que se ele se jogasse no mar com o filho teriam mais possibilidade de sobreviver e assim fez.
Então eles nadaram até as margens de uma pequena ilha. Então resolveram explorar a ilha para ver se achavam ajuda. Durante a longa caminhada o filho começou a sentir fome, e para animá-lo, o pai tentou confortá-lo dizendo:
  -Meu filho, logo estaremos em casa e você poderá comer o que quiser, e a propósito, já já sairemos daqui, pois quem sabe eu possa ser o Super-Homem, ou até mesmo o Wolverine.
Seu filho começou a rir e continuaram caminhando e conversando até acharem um vilarejo, que na verdade era um povoado.
Chegando lá receberam ajuda, alimento, e conseguiram voltar para casa.
A mãe foi solta após 3 semanas e continuou seus protestos, e para recompensar o Pai levou o filho em uma doceria, onde tinham diversos tipos de doces.


Componentes: Eduardo Ferreira, Gabriel Rodrigues e Dominique Marinho.
Turma: 4107

Slides sobre Intextualidade e Polifonia: algumas reflexões

INTERTEXTUALIDADE E POLIFONIA



domingo, 21 de abril de 2019

Corações a Ermo


POEMA: 

    
CORAÇÕES A ERMO

É madrugada, uma réstia de luz assoma-se,
conexão estabelecida de imediato.
Sente um frêmito em seu corpo
Imagens boiam na tela
Mistura de aspereza e ânsia.

Na rede vazia de amor,
não existe corpo entrelaçado noutro corpo,
não existe perfeição,
Apenas a procura, impaciente,
de mãos frenéticas que buscam mais e mais pretensão
nas teclas dos smartphones.
Apelos, clamor e corações a ermo
de todos os lugares do mundo.
Vagueiam à procura de perfis compatíveis
que lhes causem sedução.

Observam as imagens
com traços de juventude de outrora,
na busca por eternidade.
Nesse deserto de sentimentos,
apenas ilusão e mentiras,
“Engano de alma desvairada”,

Vem o arrebatamento e o
sofrer que se estendem aos dois.
Deram sustento à vaidade.
Entre agonias e arrependimento,
 - "Fui sua ... ou não?"
Silêncio absoluto.
E depois?
Continuam a perambular por novas aventuras.

Escrito em dezembro/2018.
Autoria: Antonise Aquino




domingo, 14 de abril de 2019

VARIAÇÃO LINGUISTICA

Apresentação em Sala de Aula no IF Sertão PE - Campus Petrolina Zona Rural sobre VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

Para relembrar momentos de aprendizagem em sala de aula, disponibilizo este vídeo de apresentação em sala de aula de Língua Portuguesa. Uma experiência muito interessante para os colegas professores, bem como  os alunos.