terça-feira, 16 de julho de 2019

CONTO POLICIAL - AUTORA PARK CLARA


Nesta narrativa, Park Clara (  Maria Clara) prende a atenção do leitor com um caso policial. Com um desfecho inesperado, acredito que vocês se surpreenderão com a pequena narrativa, ensaio para grandes histórias policiais. 
Profª. Antonise Aquino


Engasgado com a verdade 


Era um caso preocupante, por mais que metade do departamento acreditasse que aquele caso fosse de suicídio eu fazia parte daqueles que acreditavam que tinha sido homicídio. Era loucura, mesmo que as pequenas pistas que criariam uma teoria de homicídio haviam sido descartadas. Eu e meu companheiro de equipe John líamos mais uma vez o relatório. 
—Eu vou passar na casa dela mais uma vez!—Exclamei.—Tem que haver algo que não vimos. 
—Devíamos deixar isso pra lá Caleb, mas já que você insiste. —Ele deu de ombros e saiu pela porta. 
Peguei o relatório e fui para meu carro. A casa da vítima não ficava muito longe do departamento de polícia. Após alguns minutos, estacionei o carro em frente a simples casa da falecida Caroliny Fields. Por mais que não quiséssemos aquele era um caso que não saia do lugar, sempre voltávamos ao mesmo ponto e eu estava decidido a acabar com isso. 
Ao entrar naquela casa vazia um frio me subiu à espinha e por um segundo eu só queria sair daquele lugar, balancei a cabeça para espantar tais pensamentos e andei até a cena do crime. Observei cada canto daquele quarto e nada.  Quando eu estava prestes a sair, notei um pequeno ponto vermelho surgir de um dos olhos de um bicho de pelúcia velho que se encontrava em cima da cômoda, rasguei-o e encontrei uma pequena câmera. 
Aquela era a prova que eu precisava a qual eu poderia provar que aquilo era um homicídio, liguei para o meu companheiroavisando-o sobre a câmera e marcando um lugar para nos encontrar. 
Assim que cheguei em casa, liguei o meu notebook e dei um jeito de conectar a pequena câmera. Ao assistir aquele vídeo, meus olhos se esbugalharam e eu quase caí da cadeira: era John! Ele havia matado Caroliny tinha um caso com a vítima.  Não se sabia o motivo pelo qual ele havia matado. Talvez ciúmes dela. 
Quando eu iria pegar meu celular para ligar para o departamento, algo bateu em minha cabeça e eu apaguei. Acordei atordoado e ao abrir meus olhos vi a figura de John com uma pá, jogando areia em cima do meu corpo. 
Era o fim...aos poucos a areia invadiu meu campo de visão e depois invadiu as minhas narinas e naquele momento eu senti que tudo havia acabado Estava sendo enterrado vivo com a verdade de que meu fiel companheiro era um assassino. 

PARK CLARA  - Aluna de Agropecuária - Turma 4115 

4 comentários:

Ezequiel disse...

John amigo da onça, continua a história!

Rafaell Andrad disse...

Belo conto👏

Kauã guedes disse...

professora ta ajudando mais na parte de contos e redação ta ajudando muito já é um começo pra quem quer fazer o enem

Unknown disse...

Muito bom seu texto, exelente❤👏🏻👏🏻