terça-feira, 2 de julho de 2019

TEXTO AUTORAL DE LAÍZA CAMILLY RIBEIRO


O blog/site TEMPO DA PALAVRA também é  local para que os ALUNOS E ALUNAS possam escrever suas próprias produções textuais. Fico honrada desse ambiente receber esses textos que ultrapassam minhas propostas de atividades em sala de aula.  Parabéns, Laíza Camilly. Esperarei mais de nossos autores.  Prof. Antonise Aquino


A vida depois da morte

  A história não vai ser 'era uma vez'. Hoje, muda-se o roteiro, uma nova forma de começar. Uma nova esperança de um dia como outro qualquer, sem esperar que venha o próximo, sem esperar de si mesmo.
   Resolvi viver a vida. Sou apenas uma garota que gosta de está na minha. Ler meus livros e sem esperar nada de ninguém, reparo nas pessoas ao meu redor. Como elas se posicionam em cada situação? Por que não escrever? Não só sobre elas, porém sobre a minha vida. Precisaria de inspiração, algo que eu pudesse reinventar. E lá estava eu, sentada embaixo de uns pés de coqueiros, à sombra favorecia, então comecei a escrever: o lápis não muito afinado, o caderno um pouco amassado e com poucas folhas.
   Um garoto que por ali passava, ficou me observando no modo como eu agia. Ele sentou-se ao meu lado e quis saber a história no sobre a qual eu escrevia. Eu, um pouco envergonhada, não quis falar muito. Ele pareceu entender e continuou do meu lado e eu a escrever. Dali em diante começou minha amizade com aquele garoto. Todos os dias sentávamos no mesmo lugar. E ele copiava alguma coisa no caderno, juntando apenas umas frases que no começo não faziam sentindo, mas eu saberia que ele um dia iria entender.
  Numa tarde meio sombria, comecei a sentir calafrios, dali em diante tudo mudou. Eu parecia emagrecer a cada dia, eu sabia que não era normal. De repente, tudo ficou branco e, lá estava eu na cama de um hospital e ele do meu lado, com o caderno na mão. Pedi para ele que não olhasse o que tinha escrito, na frente ele saberia. Os dias pareciam ser curtos. Eu me via diferente em frente a um espelho, passando pela porta e escutei pela brecha “É uma doença incurável, a pequena não terá muito tempo de vida”. Era para eu me abalar, mas chorei para poder me desabafar e sorri logo em seguida. Ele não poderia saber, aproveitei mais todos os dias, todas as manhãs que eu ainda estava ali. Vivia como fosse o último e saberia que algum daqueles dias seriam o último.
   As crises que eu passava ficaram muito mais fortes, esqueci onde estava o caderno, saberia que ele iria ler, essa era a intenção. Vi tudo branco novamente, mas saberia que eu não estava mais entre eles. Um dia ele iria se conformar. O caderno que eu havia deixado foi recolhido por ele que leu depois de um tempo. No caderno, as frases que naquele dia fizeram sentindo: ”A minha vida já estava escrita, ela passaria de uma folha de papel. A morte foi apenas uma passagem para que eu pudesse ir e que não temereis, já que o fim recomeçou”.
   O garoto fez sucesso logo nas mídias. Escreveu livros e um deles que chama atenção “A vida depois da morte”. Onde eu estava pude vê o seu sucesso, de qualquer forma, eu queria ajudar e estava com ele todos os dias, com o caderno que eu tinha deixado e no mesmo lugar de sempre.

“A morte é apenas o princípio”


  Laiza Camily De Santana Ribeiro 
  
   

5 comentários:

Ruan Roberto 4216 disse...

Parabéns pela produção textual que todos os alunos(a) pegue essa vontade de ler e
escrever, a cada dia para ter uma boa escrita.

Nome: Ruan Roberto Turma: 4216- 2ºano

LUCIVÂNIO disse...

Parabéns pela produção textual muito bom.

Unknown disse...

que texto emmmm !! parabéns gostei dos argumentos que ela usou para relatar essa historia tão bela

Unknown disse...

Obrigado pelo carinho 💕

Maria Júlia disse...

TEXTO MUITO CRIATIVO,PARABENS!