sexta-feira, 8 de maio de 2020

DISCUSSÃO SOBRE A PANDEMIA E A RELAÇÃO COM O MITO DA CAVERNA DE PLATÃO



O aluno Guilherme Pereira Evangelista Alves reflete sobre a atual situação de Pandemia, a partir do mito da Caverna de Platão. E agradece o apoio das amigas Alicia Pereira de Morais e Maria Vitória Belo que fizeram uma revisão e adaptação do texto. Guilherme estuda o curso Técnico em Agricultura no Campus Petrolina Zona Rural.

Irrupção

Irrupção veio do latim irruptionis, invasão, uma entrada súbita e impetuosa, de difusão rápida e energética. Esse termo é perfeito para descrever a atual situação do Brasil e do mundo que enfrentam a pandemia de corona vírus (sars-cov-2). Nota-se que, a grande dificuldade desta crise é a ignorância do ser humano em desacreditar na ciência, trancando-se numa caverna, e apenas ouvindo os mitos que ecoam pela escuridão, vendo os símbolos projetados pela chama da falta de conhecimento.
Desde o dia 11 de março de 2020, a.  Organização Mundial da Saúde - OMS considera como pandemia a irrupção do novo Corona vírus, em 6 de maio e já existiam casos em 108 países. O mundo está novamente enfrentando uma pandemia de um organismo devastador, inimigo invisível, aos olhos, mas seus sintomas são letais, e nada mais real que a morte.
O mundo voltou os olhos para a saúde pública e bem-estar social, países de quarentena, cidades sofrendo os chamados “lockdown”, endurecendo as medidas de isolamento, a humanidade sendo posta a prova novamente. Neste meio, encontra-se o Brasil nadando contra a maré, há quem ouse chamar o vírus de “gripezinha” e tratar a situação com mediocridade.
Logo, o desrespeito ao isolamento social, leva ao enfraquecimento dos esforços de milhões de pessoas em território nacional, que mudaram suas vidas de forma drástica para evitar um colapso social e econômico, o caos se instaura quando os líderes pensam que a economia não pode parar, “O Brasil não pode parar”, dizem eles, economias podem ser recuperadas, vidas não.
Em meio a todo o caos nos sistemas de saúde colapsando pelo mundo, a ciência proveu os fatos de que para achatar a curva e conseguir tratar os infectados o isolamento social deveria ser respeitado, porém, a ignorância alimentada por lobos, guia as ovelhas para seu fim.
Seguidamente, defender ideologias infundadas e posicionamentos cruéis tem gerado uma onda de insegurança, levando a protestos para a reabertura de comércios e estabelecimentos não essenciais, passeatas pelo fim do isolamento criadas por uma porcentagem insana da sociedade que decidiu abraçar uma causa. Essa defesa que vai contra a ciência, contra a saúde pública, e claro, contra a própria humanidade, que verá os efeitos das más sementes que germinaram com descaso, cresceram com ódio e seus frutos serão as mortes de milhares de pessoas, que não são apenas estatísticas e números numa tela ou tabela, são vidas perdidas, mortes evitáveis.
 Em suma, a sars-cov-2 não é a primeira nem a última pandemia da história. É apenas mais um capítulo do livro chamado humanidade. Portanto, os líderes devem abdicar de suas ideologias, e olhar para o único local onde ainda existe luz.  A saída da caverna é a ciência, a educação e a tecnologia.
Atente-se, que mais uma vez, estamos num período de trevas e em algumas partes do mundo as pessoas usam lanternas para iluminar o caminho; em outros, fomentam crenças em mitos, abdicam da luz do sol, com medo de queimar os olhos com a verdade, atacando quem dedica sua vida a estudar, entender e procurar soluções para problemas reais.
Evidentemente, não adianta ignorar os cientistas do mundo por anos, e cobrar uma cura quando as pessoas começam a morrer. Precisamos de uma irrupção de conhecimento, verdade e empatia; a ignorância não pode prosperar nessa terra, após a peste sempre vem o renascimento.









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