quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

SENTIMENTOS EM TEMPOS DE PANDEMIA

 


Disciplina - Português e Redação Técnica  - Turma - 1167


Após as leituras dos poemas, chegou a hora de você também expressar seus sentimentos em tempos de pandemia.


Não se faz uma frase. A frase Nasce!

Clarice Lispector


2. Saudade


Saudade de tudo e de todos

Saudade do aperto de mão

Saudade do abraço no irmão

Saudade dos beijinhos no rosto.


Saudade de uma dança

De pular feito criança

Misturando o suor dos corpos

Sem medo ou remorsos


Saudade de trocar fluidos

Fazer cafuné nos cabelos ruivos

Sentir o bater do seu coração

Ouvindo o tom daquela canção


Conhecer a desconhecida

Oferecer-lhe a minha bebida

Voltar pra casa ao amanhecer

Com mais um momento pra nunca esquecer


Tudo é saudade!



Thiago Víctor de Souza Álvares



3. A PANDEMIA CHEGOU



A pandemia chegou 

Para nos mostrar

O quanto somos frágeis

E precisamos melhorar


Devemos nos proteger

E proteger nossa família

Mais não podemos esquecer

Que também sofre a economia


Muita gente em casa

Sem poder trabalhar

E a economia parada 

E os preços subindo sem cessar


O que vai resta

É não desistir

E acreditar que logo

Uma solução vai surgir.


Rafael Rodrigues de Sousa



4. O apocalipse na minha janela


Sim, tudo está um caos

o mais intrigante

é que eu sento no sofá

ligo a TV e lá está

Turquia e França 

em tensões crescentes.

Bebo um gole de café.

Feminicídio aumenta com a quarentena.

Outro gole...

Segunda onda na Europa.

Bares, restaurantes, cafés e cinemas

fechados de novo.

Um gole mais amargo.

Desligo a TV

Vou até a rua

esqueço que não posso respirar

a máscara me privando.

Volto para dentro de casa

tento ler um pouco

mas não tenho energia.

Penso... Céus, o que mais?

Vou para a cama como uma criança de 7 anos

mas não posso dormir.

Lembro que não posso adormecer

porque o apocalipse já está aqui.

Parado na minha janela

Levanto-me.

Vou até à cozinha e preparo mais um café. 

A noite é longa

e a vida cansativa. 

O que vem depois? Não sei.

Não sei...

ligo a TV de novo

vou me entreter com o velho “pão e circo”.

Jackson Nery


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